quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A DINAMARCA NÃO É SOCIALISTA

A DINAMARCA NÃO É SOCIALISTA 

A NORUEGA TAMBÉM NÃO



                                                                               

Mulher é mais feliz quando reconhece diferenças de gênero Legado feminista ainda barra aceitação de traços psicológicos inatos, diz cientista

ENTREVISTA SUSAN PINKER 

Mulher é mais feliz quando reconhece diferenças de gênero
Legado feminista ainda barra aceitação de traços psicológicos inatos, diz cientista 

Divulgação
A psicóloga evolutiva Susan Pinker,
da Universidade McGill


APÓS abandonar o feminismo, a psicóloga Susan Pinker adotou um novo olhar sobre as diferenças biológicas que existem entre os sexos. Para ela, o movimento foi bom por ter dado liberdade de escolha às mulheres, mas errou ao afirmar que todas as distinções de gênero eram socialmente construídas. Em seu novo livro, "O Paradoxo Sexual", ela defende que salários de homens costumam ser maiores hoje não por discriminação no mercado, mas porque eles priorizam mais isso.

RICARDO MIOTO
DA REPORTAGEM LOCAL
Professora da Universidade McGill, de Montréal, a canadense Susan Pinker segue a mesma linha de pesquisa que seu irmão Steven. Ambos buscam entender a mente humana no contexto da evolução. Em entrevista à Folha, ela conta por que sente pena de Lawrence Summers, reitor da Universidade Harvard que perdeu o cargo acusado de machismo.

 
FOLHA - Seu livro fala sobre mulheres em empregos com bons salários, mas que as afastavam dos filhos, tornando-as infelizes. Por que elas quiseram anonimato?
SUSAN PINKER
 - Acho que as mulheres que fazem essa escolha ainda estão envergonhadas de não estar agindo como homens. Mas não podemos esperar isso delas. Elas não são homens.
FOLHA - Como assim?
PINKER 
- Existe a expectativa, no Ocidente, de que mulheres devem voltar a trabalhar normalmente quando seus filhos ainda são pequenos sem que se sintam mal por isso. Mas essa angústia tem razões biológicas. Se você der liberdade de escolha, mulheres vão querer trabalhar menos enquanto seus filhos forem novos. Na América do Norte e na Europa, entre as empresas que oferecem aos seus funcionários trabalhos em meio período, 89% dos que aceitam são mulheres. Isso oferece às mulheres mais tempo não só para os seus filhos, mas para seus outros interesses.
FOLHA - Ganhar um salário menor é o preço que as mulheres pagam para satisfazer seus sentimentos?
PINKER 
- Sim. Fui entrevistada por uma jornalista na Holanda, onde há leis que dizem que, se você quer trabalhar só meio período, não pode ser demitido. A maioria das mulheres na Holanda não trabalham o dia inteiro, tendo filhos ou não. Essa jornalista trabalhava só quatro dias por semana. Ela dedicava as sextas para tocar piano, e achava que não seria feliz sem isso. Então não se trata apenas de cuidar dos filhos, mas também de ter uma vida mais equilibrada. Para as mulheres, a vida não é apenas trabalho, salário e promoções, ao contrário do que pensam muitos homens, que acham que tudo isso vale a pena quando compram um novo carro. Incomoda a muitos deles pensar que outras pessoas estão ganhando mais dinheiro, que moram em um lugar mais legal. São mais competitivos, gostam mais de assumir riscos. Não todos, mas eu diria que 75% dos homens são assim.
FOLHA - Ou seja, não é regra.
PINKER 
- Eu sempre deixo claro que cada pessoa é um indivíduo único. Ciência é estatística, pessoas são únicas. Então, quando você estuda ciência, está analisando probabilidades. Sempre existirão exceções. Compare com a altura. Em geral, homens são mais altos, mas existem várias mulheres mais altas do que muitos homens.
FOLHA - Mas ainda existe muita resistência à ideia de que as diferenças entre os gêneros não são apenas socialmente construídas.
PINKER 
- As mulheres foram discriminadas por tanto tempo que as pessoas têm uma aversão à ideia de que existe uma diferença natural, biológica. Acham que falar sobre diferenças é voltar a pensar como antigamente, quando, na verdade, não tem nada a ver com discriminação. É bobo ignorar as evidências científicas porque você tem medo do que elas vão dizer.
FOLHA - Mas pode soar como "acabou a festa, todas de volta para a cozinha, os afazeres domésticos"...
PINKER 
- Estou muito longe dessa mensagem. O que acontece de bom quando as mulheres aceitam que existem diferenças biológicas naturais é que elas se sentem muito menos isoladas com seus sentimentos. Se ignoramos as diferenças, estamos forçando mulheres a assumir cargos e trabalhos nos quais boa parte delas não serão felizes, talvez como executivas ou engenheiras. Muitas mulheres me disseram: "Graças a Deus você fez esse livro. Eu achava inaceitável aquilo que eu sentia". É difícil para elas gostar de trabalhar com pessoas, mas saber que empregos assim não são tão bem pagos quanto os que envolvem lidar com "coisas", como engenharia. A maioria das mulheres gosta de trabalhos como assistência social, pedagogia, profissões na área de saúde, mas salários nessas áreas costumam ser menores.
FOLHA - Mas, se as mulheres gostam de áreas que pagam menos, não há nada a fazer, então?
PINKER 
- Precisamos remunerar melhor as mulheres pelos trabalhos que elas preferem. Ou seja, começarmos a pagar aos professores tanto quanto pagamos aos engenheiros. Muitas mulheres esperam que as suas conquistas sejam reconhecidas sem que tenham de pedir aumentos. E, por isso, têm menos chances de ver os seus salários subindo. Se eu sou um chefe e recebo um homem em meu escritório dizendo "veja o que estou fazendo, eu mereço um salário maior", tenho mais propensão a oferecer um aumento a ele do que a outra pessoa que faz o seu trabalho sem reclamar.
FOLHA - O que a sra. pensava sobre as diferenças de gênero quando era jovem? Leu Simone de Beauvoir?
PINKER 
- Sim, claro, como todo mundo naquela época. Estamos em um ponto alto do movimento feminista. Quando eu estava na universidade, no final dos anos 1970 e começo dos 1980, a expectativa era que homens e mulheres fossem idênticos, que nós deveríamos fazer as mesmas coisas, trabalhar a mesma quantidade de horas, no mesmo tipo de emprego, ter o mesmo tipo de vínculo emocional com o trabalho doméstico e com as outras pessoas. Eu acreditava muito nisso, li todos os livros das principais feministas. Foi só quando eu fui trabalhar e quando meus filhos nasceram que percebi que havia um buraco entre a minha abordagem intelectual do assunto e os meus sentimentos.
FOLHA - Então deveríamos agora esquecer "O Segundo Sexo" [livro de Simone de Beauvoir, de 1949, marco do feminismo]?
PINKER 
- "O Segundo Sexo" era interessante em sua época, mas está ultrapassado. A ciência avançou muito desde então. Não tínhamos ressonância magnética nem o mapeamento do genoma humano, não sabíamos metade do que sabemos hoje. Hoje estamos entendendo como os hormônios afetam os comportamento humano.
FOLHA - Como foi a experiência da sra. em um kibutz?
PINKER 
- Eu tinha 19 anos e fiquei um ano num kibutz porque eu era socialista. Era um lugar interessante para perder noções irrealistas. Existiam trabalhos que a maioria das mulheres não queriam fazer, que exigiam muito esforço físico ou eram perigosos. Existia uma divisão natural de trabalhos por sexo, ainda que os kibutzim tivessem sido planejados para que isso não existisse.
FOLHA - Quando Summers perdeu o cargo em Harvard após dizer que a falta de mulheres em ciência é questão de aptidão, o que a sra. pensou?
PINKER 
- Foi assustador, porque eu tinha acabado de decidir escrever o meu livro quando vi o que aconteceu a esse pobre homem. Ele foi atacado simplesmente por comentar as evidências que a maioria das pessoas que trabalham com biologia e antropologia evolutiva vêm dizendo há anos.

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Telefones Úteis

193 Bombeiros 
190  Polícia 
192 SAMU 
199 Defesa Civil 
1746 Prefeitura do Rio de Janeiro
2286-8337 Crianças Desaparecidas (9h às 18h)
2332-2578 Delegacia da Mulher 
2232-2924 Delegacia de Atendimento ao Turista
2253-1177 Disque Denúncia 
185 Salvamar 
3814-7070 Aeroporto Santos Dumont 
3004-6050 Aeroporto Internacional (24 horas)
2253-3377 Alcoólicos Anônimos 
0800-721-1012 Barcas 
1746 Cet-Rio 
1746 Comlurb / Desratização 
0800-282-1195 Cedae 
0800-282-0205 CEG 
3460-4042 DETRAN (Serviço de Atendimento ao Cliente) 
1746 Vigilância Sanitária 
0800-726-9494 Supervia (Trens Urbanos) 
(61) 3316-1677 IBAMA 
135 INSS (7h às 19h) - PREVFONE 
151 Procon
3213-1800 Rodoviária Novo Rio
2332-4604 INEA

domingo, 6 de novembro de 2016

CINCO IDEIAS NO CORAÇÃO DO SOCIALISMO



hugo-chavez
Uma crença que ressalto repetidas vezes é que estamos em guerra – não uma guerra física, com troca de tiros, mas uma guerra capaz de se tornar tão destrutiva e custosa quanto.
A batalha pela preservação e avanço da liberdade não é uma batalha contra personalidades, mas contra ideias opostas. O autor francês Victor Hugo declarou que “pode-se resistir à invasão de exércitos, não à invasão de ideias”. Essa declaração é frequentemente reproduzida como “nada é mais poderoso do que uma ideia cujo tempo chegou”.
Ideias tiveram consequências tremendas. Elas determinaram o curso da história.
feudalismo existiu por mil anos em grande parte porque eruditos, professores, intelectuais, educadores, clérigos, e políticos propagaram ideias feudalistas. A ideia “uma vez servo, servo para sempre” conteve milhões de pessoas de ao menos questionar o seu posto na sociedade.
Sob o mercantilismo, o conceito amplamente aceito de que a riqueza do mundo fosse fixa instigou os homens a tomar o que queriam dos outros em uma longa série de guerras sangrentas.

Adam Smith (1723-1790) é considerado um dos grandes teóricos do liberalismo econômico
Adam Smith (1723-1790) é considerado um dos grandes teóricos do liberalismo econômico.

A publicação de “A riqueza das nações” por Adam Smith em 1776 é um marco na história do poder das ideias. Com a propagação do discurso de livre-comércio de Smith, barreiras políticas de cooperação pacífica entraram em colapso, e virtualmente todo o mundo decidiu tentar a liberdade pela mudança.
Marx e marxistas nos teriam feito acreditar que o socialismo é inevitável, que irá abraçar o mundo tão certamente como o sol irá nascer ao leste amanhã. Enquanto os homens tiverem livre arbítrio (o poder de escolher o certo ao errado), no entanto, nada que envolva violação humana pode ser inevitável. Se o socialismo vier, será porque os homens escolheram abraçar seus princípios.
O socialismo é um fracasso antigo, mas o ideal socialista ainda constitui a principal ameaça à liberdade atualmente. Como eu vejo, o socialismo pode ser quebrado em cinco ideias.

1. A síndrome do “aprove uma lei”

Aprovar leis se tornou um passatempo nacional. Negócio em apuros? Aprove uma lei para dar-lhe subsídio público ou reduzir a liberdade de ação. Pobreza? Passe uma lei para sua abolição. Talvez o país precise de uma lei contra a aprovação de mais leis.
Quase invariavelmente, uma nova lei significa: (a) mais impostos para financiar a sua administração, (b) oficiais adicionais do governo para regular algum aspecto ainda não regulado da vida e (c) penalidades por violar a lei. Resumindo, mais leis significa maior arregimentação, mais coerção. Não deixemos que exista dúvida sobre o significado de coerçãoforça, pressão, imposição, opressão. Os sinônimos da forma verbal são ainda mais instrutivos: violentar, impor, refrear, compelir, reprimir, constranger, forçar, obrigar.
Quando o governo intervém na economia livre, burocratas e políticos gastam a maior parte do seu tempo desfazendo seu próprio trabalho. Para reparar o dano da medida A, eles aprovam a medida B. Então eles notam que para reparar a medida B, eles precisam da medida C, e para desfazer a C, eles precisam da D. E assim por diante até que o nosso alfabeto e a nossa liberdade estejam exauridos.
A síndrome do “aprove uma lei” é a evidência de uma fé mal colocada no processo político e de uma confiança na força, que são anátemas de uma sociedade livre.

2. A fantasia do “ganhe algo do Estado”

citação bastiat
O Estado, por definição, não tem nada para redistribuir, exceto por aquilo que é inicialmente tirado das pessoas. Impostos não são doações.
No Estado de bem-estar social, esse fato básico fica perdido na correria por favores especiais e brindes. As pessoas falam do dinheiro do Estado como se fosse verdadeiramente grátis.
Uma pessoa que está pensando em aceitar algo do Estado que ele não conseguiria adquirir de alguém voluntariamente deveria se perguntar: “De qual bolso isso está vindo? Eu estou sendo roubado para pagar por esse benefício, ou o governo está roubando alguém a meu favor?” Frequentemente, a resposta será: ambos.
O resultado dessa fantasia é que todos na sociedade estão com as mãos no bolso de outra pessoa.

3. A psicose de “empurrar para o outro”

Recentemente, uma receptora de benefícios escreveu para o escritório de bem-estar social e exigiu: “Essa é a minha sexta criança. O que vocês vão fazer sobre isso?”
O indivíduo é vítima da psicose de empurrar para o outro quando ele se isenta de solucionar os próprios problemas. Ele pode dizer: “Os meus problemas não são realmente meus, eles são da sociedade. E se a sociedade não revolvê-los, e resolvê-los rapidamente, vai ter encrenca!”
O socialismo cresce na evasão da responsabilidade. Quando os homens perdem seu espírito de independência e iniciativa, a confiança neles mesmos, eles se tornam argila nas mãos de tiranos e déspotas.

4. A aflição do “sabe tudo”

Leonard Read, em “O livre mercado e seus inimigos”, identificou o “sabe tudo” como a característica central da ideia socialista. O sabe tudo é um intrometido nos assuntos dos outros. Sua atitude pode ser expressa dessa forma: “Eu sei o que é melhor para você, mas eu não estou contente em meramente convencê-lo da minha certeza. Eu prefiro forçá-lo a adotar os meus caminhos.” O sabe tudo deixa evidente sua arrogância e sua intolerância para a grande diversidade entre as pessoas.
No governo, o refrão do sabe tudo soa assim: “Se eu não pensei nisso, não pode ser feito. E como não pode ser feito, nós devemos prevenir qualquer um de tentar.” Certa vez, um grupo de empresários da costa oeste esbarrou nesse empecilho quando a sua requisição para operar serviços de barca entre o noroeste pacífico e o sul da Califórnia foi negada pela (hoje extinta) Comissão de Comércio Interestadual porque a agência achou que o grupo não conseguiria operar tal serviço lucrativamente.
O milagre do mercado é que quando os indivíduos são livres para experimentar, eles podem conquistar grandes feitos. O famoso alerta de Read de que “não deveriam existir restrições inventadas pelo homem contra a liberação de energia criativa” é uma rejeição poderosa da aflição do sabe tudo.

5. A obsessão pela inveja

inveja
A cobiça da riqueza e da renda dos outros aumentou consideravelmente nossa legislação socialista de hoje.Inveja é o combustível que move o motor da redistribuição. Com certeza, os esquemas de tributação dos ricos estão enraizados em inveja e cobiça.
O que acontece quando as pessoas estão obcecadas pela inveja? Elas culpam os que estão em melhor condição pelos seus problemas. A sociedade é quebrada em classes, e facções tentam enganar outras facções. Civilizações ficaram conhecidas por ruir sob o peso da inveja e do desrespeito à propriedade que ela implica.

Um pensamento em comum

Um pensamento em comum passa por todas essas ideias socialistas. Todas elas apelam para o lado sombrio do homem: o primitivo, não criativo, preguiçoso, dependente, desmoralizante, improdutivo, e destrutivo lado da natureza humana. Nenhuma sociedade pode durar muito se seus participantes praticarem tais noções suicidas.
Considere a filosofia da liberdade. É uma filosofia animadora, regenerativa, motivacional, criativa e excitante. Ela apela e depende das melhores qualidades da natureza humana, tais como confiança própria, responsabilidade pessoal, iniciativa individual, respeito por propriedade e cooperação voluntária.
O resultado da luta entre liberdade e servidão depende inteiramente do que corre nos corações e mentes dos homens. O júri ainda está deliberando.

Esse artigo foi originalmente publicado como 5 Ideas at the Heart of Socialism para o Foundation for Economic Education.

SOBRE O AUTOR

Lawrence W. Reed tornou-se presidente do FEE em 2008 depois de ser membro de seu conselho durante os anos 1990s e escrever e palestrar para o FEE desde o final da década de 1970.


O LIBERALISMO ECONÔMICO PREJUDICA OS MAIS POBRES? (HERITAGE, 2014)





cover
Um dos motivos porque algumas pessoas veem o liberalismo econômico com certo ceticismo é a impressão que têm de que ele faria piorar a situação da população pobre. Pressupõe-se que é o Estado que garante a essas pessoas um mínimo de qualidade de vida, e que retirar essa muleta seria condená-los à inevitável miséria. Esse artigo investiga se essa impressão tem ou não respaldo na realidade.
Faremos isso comparando, para todas as 114 economias para as quais há dados disponíveis, seu grau de liberdade econômica e o padrão de vida de sua população mais pobre. Se a suposição acima for verdadeira, encontraremos uma relação negativa entre essas duas medidas. Do contrário, ela será positiva (podendo, é claro, ainda ser neutra ou inconclusiva).
Já fizemos essa comparação em outro artigo com dados de 2013, mas como os dados de 2014 já estão disponíveis para muitos países, queremos aproveitar para revalidar nossa análise — agora com uma novidade.
Há mais de vinte anos a The Heritage Foundation analisa mais de cem economias ao redor do mundo e atribui a cada uma, com base em dez critérios diferentes, seu índice de liberdade econômica. A fundação considera que uma economia é mais livre na medida em que:
  • mais bem definidos forem os direitos de propriedade;
  • menor for a percepção de corrupção da população;
  • menos o governo arrecadar em impostos;
  • menos o governo gastar;
  • menor forem as burocracias exigidas para se ter negócios;
  • mais livres de regulação forem as relações trabalhistas;
  • mais estável for a moeda;
  • menor forem as barreiras à entrada de importados;
  • menor forem as restrições a investimentos produtivos; e
  • menor for a atuação do governo no mercado financeiro.
Para nosso estudo, o índice atribuído a cada economia será seu grau de liberdade. Recomenda-se fortemente ao leitor conhecer a metodologia empregada pela fundação na elaboração dos índices, bem como o relatório anual que os acompanha.
Para o padrão de vida da população, usaremos a renda média dos 10% mais pobres de cada economia, renda essa ajustada pelo poder de compra no país ou território. Ou seja, estamos falando de o quanto de alimentos, vestuário, moradia, energia elétrica, etc… consegue, em média, comprar um habitante que está no décimo mais pobre da população de cada economia. Esses dados vêm doBanco Mundial e estão expressos em dólares de 2014.
Colocamos tudo isso no slideshow de gráficos abaixo. Cada ponto é um país ou território; quanto mais pra direita, maior sua liberdade econômica; e quanto mais para cima, maior o poder de compra de sua população mais pobre.
Em verde está a linha reta de menor distância total a todos os pontos, e é usada para mostrar se eles estão revelando uma relação direta ou inversa entre as variáveis. Como nota-se facilmente, trata-se de uma relação direta.
Não só no mundo como um todo, mas também dentro de grupos de economias com afinidade histórica, econômica ou geográfica, a liberdade econômica sempre eleva o poder de compra da população mais pobre. Essa é uma constatação importantíssima porque, como dito no início, muita gente se afasta do liberalismo por acreditar o contrário.
Vamos agora refazer o gráfico, dessa vez colocando no eixo vertical a migração líquida (ou seja, número de imigrantes que entram menos os emigrantes que saem) de cada país ou território, dividida por sua população total.
A ideia é simples: economias prósperas atraem novos moradores em busca de condições melhores. Queremos saber se as economias que recebem novos moradores são mais ou menos livres do que aquelas que os perdem. Esses dados foram obtidos também do Banco Mundial, mas são de 2012 — último ano disponível.
Relação entre migração e liberdade econômica pelo mundo
Essa relação também é positiva, apesar de menos claramente do que em alguns dos gráficos anteriores. É evidente que há outros fatores que interferem nas migrações, como controles de imigração, guerras e conflitos armados (reparem quanto a Jordânia está recebendo de imigrantes/refugiados dos países vizinhos), barreiras físicas (a economia mais livre da África, por exemplo, é um pequeno arquipélago que fica a centenas de quilômetros de Madagascar, e mais longe ainda do continente), etc…
Mas a despeito de tudo isso, nota-se uma relação inegavelmente positiva entre as duas variáveis estudadas. A média do índice de liberdade econômica entre os países que receberam mais do que enviaram migrantes é de 65,8; entre os que enviaram mais do que receberam é de apenas 57,5. Todas as onze economias mais livres tiveram fluxo positivo ou considerado zero, enquanto que dezesseis das dezoito menos livres tiveram fluxo negativo.
A primeira análise nos diz que as pessoas de baixa renda têm melhor padrão de vida em economias mais livres, e a segunda nos diz que é exatamente isso que elas querem. Afinal, ninguém abandona amigos e família para ir viver em um país estranho sem haver um bom motivo para isso.
E há: liberdade.

SOBRE O AUTOR

Formado em Economia pela FEA-USP, com especialização em estatística pela FIA-USP.

COMO O LIVRE MERCADO ATUA SOBRE A POBREZA





menino alegre de uniforme
“O que causa a pobreza? Nada. Ela é o estado original, o padrão e o ponto inicial. Na verdade, a pergunta é: o que causa a prosperidade?” – Per Bylund
Pobreza é o estado ou a condição de possuir pouco ou nenhum dinheiro, patrimônio ou meios de suporte. A pobreza inclui elementos econômicos, sociais e políticos. Um padrão de vida pobre pode incluir o acesso restrito a água potável, uma casa em péssimas condições e/ou ausência de dinheiro suficiente para suprir outras necessidades básicas de uma pessoa, tais como alimentação e saúde.
Existem diversos métodos para quantificar a pobreza presente ao redor do mundo, mas o método de análise mais conhecido é o do Banco Mundial, que hoje adota o valor de $ 1,90 por dia, ao preço internacional de 2011 e levando em consideração a Paridade no Poder de Compra (PPP), onde considera-se viver na situação de pobreza extrema aquele vive com menos do que o valor acima citado1.
É comum encontrar afirmações de que o Livre Mercado se sustenta na desigualdade de renda e que ela (a desigualdade) está atrelada à pobreza2. A verdade é que o Livre Mercado não encara a desigualdade como um problema a ser corrigido, pois os que conhecem este sistema político-econômico sabem que um dos intuitos é justamente a geração de riquezas pelo indivíduo3.
O Banco Mundial4 5, e até mesmo a ONU6, concordam que a redução da pobreza se dará adotando um sistema de governança democrático e descentralizado, e que além disto, permita que as oportunidades sejam criadas através da liberação do mercado (Livre Mercado), gerando assim um crescimento econômico local.

O Mito da Desigualdade de Renda

Por costume inveterado, muitos creem que o socialismo (considerando aqui as mais diversas vertentes) pode acabar com a desigualdade. O problema é que nunca saberemos se os governantes diminuirão a desigualdade de renda de forma semelhante ao que ocorreu com o Afeganistão, um dos países mais igualitários do mundo quando o assunto é renda.
Existe muita confusão acerca da desigualdade de renda, tentando atrelar este índice à condição de pobreza, porém esta correlação é falsa e existem dois argumentos simples e fortes que demonstram que o índice “desigualdade de renda” não deve ser usado como referência quando o assunto é pobreza.
Um deles é a comparação entre dois países com “pontuações” bem distintas neste índice, como por exemplo Israel e Afeganistão. Segundo o Banco Mundial, utilizando o método de GINI para cálculo de desigualdade de renda, Israel está na 108ª posição, já Afeganistão está na 14ª. Sendo assim, Afeganistão é um país muito mais igualitário do que Israel, quando o assunto é renda. A tabela abaixo apresenta um comparativo entre os dois países.
IsraelAfeganistão
População78.215.30031.627.506
PIB PPP8$273 bilhões$61 bilhões
PIB PPP per capita9$33.230$1.933
Força de Trabalho103.738.1558.334.374
% Força de Trabalho1145,50%26,35%
Desemprego %126,10%9,10%
Desemprego Total228.027758.428
Pobreza (Pessoas com menos de $1,90/dia PPP)0,39%1370%14
Expectativa de Vida (Mulheres)1584 anos61 anos
Expectativa de Vida (Homens)1680 anos59 anos
Expectativa de Vida (Média Geral)1782 anos60 anos
Mortalidade Infantil/1000 nascimentos18366
IDH190.8940.465
Liberdade Econômica2035ºNão ranqueado
Diante destes dados, fica fácil observar que o país com menor desigualdade de renda não necessariamente possui as melhores condições de vida para sua população. Por se tratar de um exemplo, poderia facilmente ser encaixado como uma exceção. O fato é que existem diversos outros casos semelhantes que poderiam ser tomados como exemplo: Iraque, Paquistão, Quirguistão se enquadram entre países igualitários. Já Nova Zelândia, Estados Unidos, Chile, Austrália, Canadá se enquadram entre países desiguais.
O segundo argumento contrário ao uso da desigualdade de renda atrelada à pobreza é a comparação entre as tendências, de longo prazo, dos índices de pobreza e desigualdade de renda (coeficiente de GINI) de um determinado país. Neste artigo, a China foi escolhida para ser analisada por ter apresentado mudanças bruscas e relativamente recente nos dois índices.
De 1981 até 2010, a China viu seu número de habitantes vivendo abaixo da linha de pobreza ser reduzido de 88% para 11% da população, enquanto que o índice de desigualdade de renda, medido pelo coeficiente GINI, subiu de 28% para 42% no mesmo período analisado. Esta comparação pode ser melhor visualizada abaixo, no Gráfico 121. Clique na seta para que se visualize a mesma comparação tomando como referência a média global de pobreza e desigualdade de renda desde 182022.
Diante dos dois cenários apresentados, comparando países com maior e menor grau de igualdade de renda e comparando as curvas da evolução da desigualdade de renda com a de pobreza, torna-se mais claro que a desigualdade de renda não necessariamente está atrelada a maior concentração de pobreza em um dado país. Na verdade, percebe-se que a concentração de pessoas que vivem em situação de pobreza extrema vem sendo reduzida, enquanto que a desigualdade de renda está aumentando.

A Verdadeira Revolução

Ao longo dos últimos 200 anos houve diminuição gradativa da situação de pobreza extrema presente no mundo. De 1820 a 2015 a população mundial passou de cerca de 1,1 para 7 bilhões de habitantes, porém a quantidade de pessoas em situação de pobreza extrema caiu de cerca de 1 bilhão em 1820, para aproximadamente 700 milhões em 2015 (ou de 90% a 94,4% para 9,6% da população mundial), como pode ser observado nos Gráficos 2 e 3.
2
O desenvolvimento e a aplicação de novas tecnologias ao longo destes dois últimos séculos nos propiciaram uma vida mais longa; a expectativa de vida em 1820 não era muito maior do que 40 anos e atualmente varia de 81 a 82 anos nos países de economia livre. Isto proporcionou um aumento expressivo na população mundial – visto no Gráfico 2.
Mas o que propiciou fazer com que grande parte da população mundial saísse da pobreza extrema neste mesmo período?
3
Com o início da Revolução Industrial houve aumento na intensidade do comércio, gerado pelo desenvolvimento de atividades antes inexistentes23. Com isso, mais pessoas passaram a receber salários frequentes, assim, a obtenção de objetos de desejo outrora inalcançáveis passou a se tornar factível para mais pessoas, aumentando a demanda por diversos itens. À medida que o tempo foi passando, o cidadão comum foi se tornando o verdadeiro patrão do mercado.
De acordo com Ludwig von Mises, em seu livro A Mentalidade Anticapitalista:
[…] é esta ascensão das multidões que caracteriza a radical mudança social efetuada pela ‘Revolução Industrial’. Os desfavorecidos que em todas as épocas precedentes da história formavam os bandos de escravos e servos, de indigentes e pedintes, transformaram-se no público comprador por cuja preferência os homens de negócios lutam. Tornaram-se os clientes que estão ‘sempre com a razão’, os patrões que têm o poder de tornar ricos os fornecedores pobres, e pobres os fornecedores ricos.
Assim o rumo da nossa civilização começou a ser lentamente alterado, a ponto de em 1970, pela primeira vez, começar a cair a quantidade total de pessoas que viviam na pobreza extrema (veja o Gráfico 2). Naquele ano (1970), éramos algo próximo de 2,2 bilhões de pessoas vivendo na pobreza extrema. Hoje estima-se em cerca de 700 milhões de habitantes, sendo a China a maior responsável por reduzir o número total de pessoas vivendo abaixo da linha de pobreza.

O Caso Chinês

Um estudo realizado pelo Banco Mundial24, que levou em consideração diversos países, constatou que as regulações impostas pelo Estado ao mercado discriminam justamente contra os homens e mulheres pobres daqueles países. E é relativamente fácil constatar esta afirmação, bastando analisar as políticas de países que obtiveram ascensão econômica.
A China pode ser considerada um excelente exemplo a ser estudado, pois vem apresentando gradativamente a abertura de seu mercado ao mundo. No final da década de 50, a China apresentou ao mundo o resultado de uma ação (desastrosa) de controle total do Estado sobre sua população – A Grande Fome Chinesa.
No início da década de 1970, mais uma vez a China se defrontou com escassez de recursos25, vindo novamente a ser assombrada pelo período recém superado, que resultou na morte de dezenas de milhões de chineses26 . No ano de 1971, Lin Biao, um dos líderes da Revolução Cultural Chinesa e mentor dos militares, foi afastado de seu cargo e quase imediatamente após esta decisão, a China desenhou uma reaproximação com o Ocidente, mais especificamente com os EUA, processo que foi marcado com a visita à China do Presidente Richard M. Nixon em 1972. Com a morte de Mao Tse Tung em setembro de 1976, o maoísmo estava definitivamente enterrado, um breve período de caos econômico assolou a China em 1977 e assim iniciou-se um processo conhecido como a Reforma Econômica Chinesa, ainda no ano de 197827.
Em 1983 a China adotou o sistema de Household-responsibility, que permitiu que famílias arrendassem terras e alugassem maquinários. O governo chinês passou a responsabilidade dos resultados a quem estava arrendando (processo de descoletivização das áreas rurais).
Na segunda metade da década de 80, alguns passos rumo às privatizações puderam ser observados em sua economia, além da adoção das Township and Village Enterprises que propiciaram às áreas rurais grande autonomia, suporte financeiro, liberdade da burocracia e maior dinâmica empresarial28; acredita-se que estas decisões conduziram a economia chinesa em direção à economia de mercado.
Já a década de 90 ficou amplamente conhecida pelas grandes privatizações29, chegando nos anos 2000 com o número de empresas estatais representando menos de 50% do total de empresas instaladas naquele país30. Também na década de 90, o setor financeiro passou por um processo de liberalização31. Ainda na segunda metade da década de 90 e nos anos 2000, a China reduziu suas barreiras de comércio exterior32, como pode ser observado no Gráfico 433 – Hong Kong e Brasil foram utilizados a título de comparação, haja vista que Hong Kong é a região que possui maior liberdade de comércio exterior do mundo e Brasil por ser o local que o leitor possui maior conhecimento. Clicando nas setas do Gráfico 4, pode-se acompanhar a evolução do grau de Liberdade Econômica destes países, de acordo com o Fraser Institute.
O resultado da reforma econômica chinesa rumo a uma maior liberdade econômica (ainda que muito baixa), pode ser observado no Gráfico 534 35, onde do início da década de 90 até 2010, o país retirou cerca de 600 milhões de pessoas da pobreza extrema.
5
A China é um exemplo contemporâneo de como a liberação do mercado atua na redução da pobreza de um determinado país. A Suécia passou por um processo de liberação de mercado muito mais intenso ainda no Século XIX, processo que está descrito no artigo How Laissez-Faire Made Sweden Rich. Há ainda exemplos dos Estados Unidos, descrito no artigo The War on Poverty after 50 Years, publicado pela The Heritage Foundation e da Nova Zelândia, na monografia de Bill Frezza, publicada pela Antigua Forum sob título New Zealand’s Far-Reaching Reforms: A Case Study on How to Save Democracy from itself.

A Realidade Mundial

Correlacionando o PIB per capita com o índice de pobreza absoluto de 146 países36 obteve-se o Gráfico 6. Destes 146 países estão inclusos, por exemplo, Suíça, Noruega, Estados Unidos, Brasil, China, Uruguai, Argentina, Sudão, Bolívia, Paraguai, Israel, Afeganistão.
6
A renda per capita está representada no eixo horizontal do Gráfico 6, já o índice de pobreza extrema de cada país está representado no eixo vertical. A tendência é de que os países com renda per capita acima de $ 20.000 internacionais (corrigido para a cotação de 2011) tenham praticamente zerado o índice de pobreza extrema.
Utilizando os dados fornecidos pela The Heritage Foundation37 e relacionando com os dados fornecidos pelo The World Bank38 pode-se fazer uma média da renda per capita dos países separados pela sua classificação de liberdade econômica, onde no 1º quartil estão os países de maior liberdade econômica e no 4º quartil estão os países de maior repressão econômica, conforme demonstrado no Gráfico 7. Clicando nas setas laterais, obtém-se a mesma informação, porém considerando o grau de liberdade econômica disponibilizado pelo Fraser Institute.
O Gráfico 6 apresenta uma forte relação entre o PIB per capita e a concentração de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza estabelecida pelo Banco Mundial, onde os países com maior PIB per capita tendem a possuir menor concentração de pessoas vivendo nesta situação.
Já o Gráfico 7 mostra que quanto maior a liberdade econômica de um país (levando-se em consideração os estudos realizados anualmente pela The Heritage Foundation e pelo Fraser Institute), maior será seu PIB per capita, ou, pode-se dizer ainda que, quanto maior for a liberdade econômica de um determinado país, menor será a concentração de pessoas vivendo em condições de pobreza extrema.
O Banco Mundial ainda aponta39 que em 2015 o mundo pode ter registrado menos de 10% da população mundial vivendo na condição de pobreza extrema (com menos de $ 1,90/dia, ou cerca de R$ 200,00/mês – cotação de 27/08/2015). Aponta ainda que grande parte desta população se encontram na África Subsaariana e no sul da Ásia, possuindo respectivamente 41% e 39% de todas as pessoas que vivem na situação de pobreza extrema.
O estudo acima mencionado também apontou que países com instituições e políticas que vão em direção à liberdade econômica tendem a um crescimento mais rápido da sua economia, apresentando maior redução na pobreza, quando comparados aos países com menor liberdade econômica.
Deve-se ressaltar ainda que em países de maior liberdade econômica, as pessoas que vivem em situação de pobreza possuem melhores condições de vida, quando comparadas às pessoas que vivem em países de economia mais reprimida. O Gráfico 840 mostra que a renda per capita média da população enquadrada entre os 10% mais pobres, localizada nos países que adotam práticas liberais em sua economia, é cerca de seis vezes maior do que a renda per capita encontrada na população, também enquadrada entre os 10% mais pobres, porém localizada nos países de economia reprimida.
8
Aqueles que adotam e apoiam o Livre Mercado preocupam-se com a pobreza e entendem que as diversas formas de desigualdade são inerentes ao ser humano, afinal uma pessoa que deseja trabalhar de 20 a 30 horas por semana em trabalhos que não exijam responsabilidade não ganhará mais do que um empreendedor de sucesso, onde não faltarão oportunidades para trabalhar até 80 horas em uma semana – isso sem mencionar os riscos assumidos pelas decisões tomadas.
Os levantamentos realizados neste artigo mostram que países cuja incidência de pessoas vivendo em situação de pobreza é elevada, são justamente aqueles que os governos empregam as maiores regulações de mercado. De forma geral, as pessoas que apoiam estes tipos de políticas podem até ter boas intenções, porém são visivelmente infundadas; infelizmente suas campanhas anticapitalistas são verdadeiras campanhas contra a população pobre do mundo.
Mas afinal, o que causa a prosperidade de uma população? Um olhar mais crítico mostra que o Livre Mercado reduziu drasticamente a pobreza ao longo dos últimos 200 anos. Países cuja liberdade econômica é maior, vêm demonstrando resultados muito superiores aos países onde há maior restrição no mercado quando o assunto é qualidade de vida de sua população. “O respeito ao criador da riqueza é o começo da solução da pobreza”– Roberto Campos.

Veja Também

Referências

BRANDT, Loren et al (Ed.). China’s Great Economic Transformation. Cambridge: Cambridge University Press, 2008. 930 p.
BRUTON, Garry D.; LAN, Hailin; LU, Yuan. China’s township and village enterprises: Kelon´s competitive edge. The academy of management executive. feb. 2000; 14, 1. pp. 19-29.
DIKÖTTER, Frank. Mao’s Great Famine: The History of China’s Most Devastating Catastrophe, 1958-1962. Londres: Walker Books, 2011. 448 p.
FRASER INSTITUTE. Economic Freedom of the World: 2015 Annual Report. Disponível em: <https://www.fraserinstitute.org/studies/economic-freedom-of-the-world-2015-annual-report>. Acesso em: 09 jan. 2016.
HARVIE, Charles. China ‘s township and village enterprises and their evolving business alliances and organisational change. Wollongong: University Of Wollongong, 1999. Disponível em: <http://ro.uow.edu.au/cgi/viewcontent.cgi?article=1008&context=commwkpapers>. Acesso em: 03 fev. 2016.
HILLEBRAND, Evan. Poverty, Growth, and Inequality Over the Next 50 Years. Roma: Food And Agriculture Organization Of The United Nations, 2009. Disponível em: <ftp://ftp.fao.org/docrep/fao/012/ak968e/ak968e00.pdf>. Acesso em: 30 mar. 2016.
MADDISON, Angus. Statistics on World Population, GDP and Per Capita GDP, 1-2008 AD. Disponível em: <http://www.ggdc.net/MADDISON/oriindex.htm>. Acesso em: 03 fev. 2016.
MASIERO, Gilmar. Origens e desenvolvimento das Township and Village Enterprises (TVEs) chinesas. Rev. Econ. Polit.,[s.l.], v. 26, n. 3, p.425-444, set. 2006. FapUNIFESP (SciELO). DOI: 10.1590/s0101-31572006000300006. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-31572006000300006&script=sci_arttext>. Acesso em: 19 jan. 2016.
NARAYAN, Deepa; PRITCHETT, Lant; KAPOOR, Soumya. Moving Out of Poverty: Success from the Bottom Up, Volume 2. 26 mar. 2009. World Bank. http://dx.doi.org/10.1596/978-0-8213-7215-9.
NARAYANAN, Raviprasad. The Politics of Reform in China: Deng, Jiang and Hu. Strategic Analysis: Institute for Defence Studies and Analyses (IDSA). New Delhi, p. 329-353. abr. 2006. Disponível em: <http://www.idsa.in/system/files/strategicanalysis_rnarayanan_0606.pdf>. Acesso em: 03 fev. 2016.
NAUGHTON, Barry J. The Chinese Economy: Transitions and Growth. Cambridge: Mit Press, 2007.
PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA (Org.). 1978: Reform and Opening up Policy. 2009. Disponível em: <http://www.china.org.cn/china/reform-opening-up/node_7054978.htm>. Acesso em: 19 jan. 2016.
PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA (Org.). 1981: Dual-track Price System. Disponível em: <http://www.china.org.cn/features/60years/2009-09/16/content_18534471.htm>. Acesso em: 19 jan. 2016.
PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA (Org.). 1983: Household Responsibility System. Disponível em: <http://www.china.org.cn/features/60years/2009-09/16/content_18534697.htm>. Acesso em: 19 jan. 2016.
PEOPLE’S REPUBLIC OF CHINA. (Org.). 1998: Private sector of the economy. 2009. Disponível em: <http://www.china.org.cn/features/60years/2009-09/16/content_18535172.htm>. Acesso em: 19 jan. 2016.
THE HERITAGE FOUNDATION. 2015 Index of Economic Freedom. Disponível em: <http://www.heritage.org/index/ranking>. Acesso em: 09 jan. 2016.
THE HERITAGE FOUNDATION. Trade Freedom: China. Disponível em: <http://www.heritage.org/index/visualize?countries=china&type=2>. Acesso em: 19 jan. 2016.
THE WORLD BANK (Org.). GDP, PPP (constant 2011 international $). Disponível em: <http://data.worldbank.org/indicator/NY.GDP.MKTP.PP.KD>. Acesso em: 16 jan. 2016.
THE WORLD BANK (Org.). Poverty & Equity: China. Disponível em: <http://povertydata.worldbank.org/poverty/country/CHN>. Acesso em: 19 jan. 2016.
UNITED NATIONS. 2015 Human Development Report. Nova Iorque: United Nations Development Programme, 2015. Disponível em: <http://hdr.undp.org/en/2015-report/download>. Acesso em: 02 jan. 2016.
UNITED NATIONS. Afghanistan 2016 Humanitarian Needs Overview. Nova Iorque: Un Office For The Coordination Of Humanitarian Affairs, 2015. Disponível em: <http://reliefweb.int/report/afghanistan/2016-afghanistan-humanitarian-needs-overview>. Acesso em: 01 fev. 2016.
UNITED NATIONS. The Real Wealth of Nations: Pathways to Human Development, 2010 (PDF). United Nations Development Program. 2011. Disponível em: <http://hdr.undp.org/sites/default/files/reports/270/hdr_2010_en_complete_reprint.pdf>. Acesso em: 28 jan. 2016.
WACZIARG, R.; WELCH, K. H.. Trade Liberalization and Growth: New Evidence. The World Bank Economic Review, [s.l.], v. 22, n. 2, p.187-231, 31 ago. 2007. Oxford University Press (OUP).http://dx.doi.org/10.1093/wber/lhn007.
WORLD ECONOMIC FORUM (Org.). The Global Enabling Trade Report 2014. Genebra: World Economic Forum, 2014. Disponível em: <https://www.weforum.org/reports/global-enabling-trade-report-2014>. Acesso em: 02 abr. 2016.

  1. Este valor passa constantemente por uma atualização, devido à inflação e em 2005, por exemplo, este valor estava fixado em $ 1.25/dia. (N. do A.)
  2. Uma pesquisa realizada recentemente pela YouGov mostra que a população mundial está descrente com o capitalismo. (N. do A.)
  3. Jeffrey A. Tucker resume o que é o Livre Mercado em seu texto: Again, What Is Economic Freedom?(N. do A.)
  4. Wacziarg e Welch (2007) (N. do A.)
  5. Narayan, Pritchett e Kapoor (2009). (N. do A.)
  6. United Nations: The Real Wealth of Nations: Pathways to Human Development (2010). (N. do A.)
  7. World Bank: Population, total. (N. do A.)
  8. World Bank: GDP, PPP (current international $). (N. do A.)
  9. World Bank: GDP per capita, PPP (current international $). (N. do A.)
  10. World Bank: Labor force, total. (N. do A.)
  11. Fração da população daquele país que se enquadra dentro dos conceitos de força de trabalho (labor force) dos padrões internacionais. (N. do A.)
  12. World Bank: Unemployment, total (% of total labor force). (N. do A.)
  13. Dados obtidos do site Gapminder. (N. do A.)
  14. UN Office for the Coordination of Humanitarian Affairs: 2016 Afghanistan Humanitarian Needs Overview. (N. do A.)
  15. World Bank: Life expectancy at birth, female (years). (N. do A.)
  16. World Bank: Life expectancy at birth, male (years). (N. do A.)
  17. World Bank: Life expectancy at birth, total (years). (N. do A.)
  18. World Bank: Mortality rate, infant (per 1,000 live births). (N. do A.)
  19. United Nations: 2015 Human Development Report. (N. do A.)
  20. The Heritage Foundation: 2016 Index of Economic Freedom. (N. do A.)
  21. Criado com dados obtidos através do World Bank e estudo realizado por Martin Ravallion e Shaohua Chen. (N. do A.)
  22. Criado com dados obtidos através do Food and Agriculture Organization of the United Nations e estudo realizado por Evan Hillebrand. (N. do A.)
  23. Por exemplo, um maquinário que antes da Revolução Industrial não existia, passou a necessitar de peças de reposição e manutenção, consequentemente mais pessoas foram empregadas para produzir estas peças, além de necessitar de mais pessoas para prestarem serviços de manutenção aos maquinários. (N. do A.)
  24. Narayan, Pritchett e Kapoor (2009). (N. do A.)
  25. Brandt et al. (2008). (N. do A.)
  26. Dikötter (2011). (N. do A.)
  27. Naughton (2007). (N. do A.)
  28. Harvie (1999). (N. do A.)
  29. 1998: Private sector of the economy. (N. do A.)
  30. Narayanan (2006). (N. do A.)
  31. Brandt et al. (2008). (N. do A.)
  32. Brandt et al. (2008). (N. do A.)
  33. Fraser Institute (2015). (N. do A.)
  34. The World Bank, 2016. (N. do A.)
  35. O valor de US$1,90 é utilizado pois ele preserva o poder de compra de US$1,25 de 2005. Além disto, este índice leva em consideração a taxa de câmbio na paridade do poder aquisitivo (PPP). (N. do A.)
  36. Dados obtidos do site Gapminder. (N. do A.)
  37. 2015 Index of Economic Freedom. (N. do A.)
  38. GDP, PPP (constant 2011 international $).
  39. Narayan, Pritchett e Kapoor (2009). (N. do A.)
  40. The World Bank e Fraser Institute. (N. do A.)

SOBRE O AUTOR

Thiago Serpa Alves é empresário no ramo de fabricação de equipamentos de tratamento de água e efluente. Trabalha com projetos de equipamentos do segmento supracitado desde 2010. Estudou Engenharia Química, concluindo a graduação em 2008, especializando-se em Eng. de Produção Lean Manufacturing e posteriormente em Automação Industrial.