domingo, 17 de fevereiro de 2013

Filosofia o Amor a Sabedoria parte 2

  Contunuaçaõ...

 Disciplinas filosóficas

A filosofia é geralmente dividida em áreas de investigação específica. Em cada área, a pesquisa filosófica dedica-se à elucidação de problemas próprios, embora sejam muito comuns as interconexões. As áreas tradicionais da filosofia são as seguintes:
  • Metafísica: ocupa-se da elaboração de teorias sobre a realidade e sobre natureza fundamental de todas as coisas. O objetivo da metafísica é fornecer uma visão abrangente do mundo – uma visão sinóptica que reúna em si os diversos aspectos da realidade. Uma das subáreas da metafísica é a ontologia (literalmente, a ciência do "ser"), cujo tema principal é a elaboração de escalas de realidade. Nesse sentido, a ontologia buscaria identificar as entidades básicas ou elementares da realidade e mostrar como essas se relacionam com os demais objetos ou indivíduos - de existência dependente ou derivada.[27]
  • Epistemologia ou teoria do conhecimento: é a área da filosofia que estuda a natureza do conhecimento, sua origem e seus limites. Dessa forma, entre as questões típicas da epistemologia estão: “O que diferencia o conhecimento de outras formas de crença?”, “O que podemos conhecer?”, “Como chegamos a ter conhecimento de algo?”.[27]
  • Lógica: é a área que trata das estruturas formais do raciocínio perfeito – ou seja, daqueles raciocínios cuja conclusão preserva a verdade das premissas. Na lógica são estudados, portanto, os métodos e princípios que permitem distinguir os raciocínios corretos dos raciocínios incorretos.[28]
  • Ética ou filosofia moral: é a área da filosofia que trata das distinções entre o certo e o errado, entre o bem e o mal. Procura identificar os meios mais adequados para aprimorar a vida moral e para alcançar uma vida moralmente boa. Também no campo da ética dão-se as discussões a respeito dos princípios e das regras morais que norteiam a vida em sociedade, e sobre quais seriam as justificativas racionais para adotar essas regras e princípios.[27]
  • Filosofia política: é o ramo da filosofia que investiga os fundamentos da organização sociopolítica e do Estado. São tradicionais nessa área, as hipóteses sobre o contrato original que teria dado início à vida em sociedade, instituído o governo, os deveres e os direitos dos cidadãos. Muitas dessas situações hipotéticas são elaboradas no intuito de recomendar mudanças ou reformas políticas aptas a aproximar as sociedades concretas de um determinado ideal político.[27]
  • Estética ou filosofia da arte: entre as investigações dessa área, encontram-se aquelas sobre a natureza da arte e da experiência estética, sobre como a experiência estética se diferencia de outras formas de experiência, e sobre o próprio conceito de belo.[27]

Evolução histórica

Pensamento mítico e pensamento filosófico

Como em muitas outras sociedades antigas, as narrativas míticas desempenhavam uma função central na sociedade grega. Além de estabelecer marcos importantes na vida social, os mitos gregos promoviam uma concepção de mundo de natureza religiosa que propiciava respostas às principais indagações existenciais que desde sempre inquietaram o espírito humano. Os eventos históricos, os fenômenos naturais e os principais eventos da vida humana (nascimento, casamento, doença e morte) eram entrelaçados às histórias tradicionais sobre conflitos entre deuses, intercâmbios entre deuses e homens e feitos memoráveis de semideuses.
Originalmente, a palavra grega mythos significava simplesmente palavra ou fala;[29] mas o termo remetia também à noção de uma palavra proferida com autoridade.[30] As histórias épicas de Homero, permeadas de intervenções sobrenaturais, ou a teogonia de Hesíodo eram mythos no sentido de serem anúncios revestidos de autoridade, dignos de crédito e reverência. Gradualmente, o termo foi assumindo outro sentido e já à época de Platão e Aristóteles o mythos era empregado para caracterizar histórias fictícias ou absurdas que se afastariam do logos - isto é, do discurso racional.[31] Aristóteles, por exemplo, considerava a filosofia como um empreendimento intelectual completamente distinto das elaborações mitológicas. Na Metafísica, ao tratar do problema da incorruptibilidade, Aristóteles menciona Hesíodo e, logo em seguida, descarta peremptoriamente suas opiniões, pois, segundo ele, “não precisamos perder tempo investigando seriamente as sutilezas dos criadores de mitos.”[32]
Pode-se dizer que a filosofia surge como uma espécie de rompimento com a visão mítica do mundo. Enquanto os mitos se organizavam em narrações, imagens e seres particulares, a filosofia inaugurava o discurso argumentativo, abstrato e universal. Além disso, ao contrário dos autores de mitos, os filósofos gregos tentaram com afinco elaborar concepções de mundo que fossem isentas de contradições e imperfeições lógicas.
Desse modo, não é sem razão que muitos autores enfatizam o caráter de ruptura e divergências ao comparar o advento da filosofia com a tradição mítica da Grécia antiga. Mas, embora sejam inegáveis as diferenças, mais recentemente vários estudiosos têm apontado os pontos de continuidade e semelhança entre as primeiras elucubrações filosóficas dos gregos e as suas concepções mitológicas.[33] Para esses autores, as peculiaridades da tradição mítica grega favoreceram o surgimento da filosofia grega e os primeiros filósofos empenharam-se numa espécie dessacralização e despersonalização das narrativas tradicionais sobre o surgimento e organização do cosmos.

Filosofia antiga

A filosofia antiga teve início no século VI a.C. e se estendeu até a decadência do império romano no século V d.C. Pode-se dividi-la em quatro períodos: (1) o período dos pré-socráticos; (2) um período humanista, em que Sócrates e os sofistas trouxeram as questões morais para o centro do debate filosófico; (3) o período áureo da filosofia em Atenas, em que despontaram Platão e Aristóteles; (4) e o período helenístico. Às vezes se distingue um quinto período, que compreende os primeiros filósofos cristãos e os neoplatonistas.[34] Os dois autores mais importantes da filosofia antiga em termos de influência posterior foram Platão e Aristóteles.
Os primeiros filósofos gregos, geralmente chamados de pré-socráticos, dedicaram-se a especulações sobre a constituição e a origem do mundo. O principal intuito desses filósofos era descobrir um elemento primordial, eterno e imutável que fosse a matéria básica de todas as coisas. Essa substância imutável era chamada de physis (palavra grega cuja tradução literal seria natureza, mas que na concepção dos primeiros filósofos compreendia a totalidade dos seres, inclusive entidades divinas),[35] e, por essa razão, os primeiros filósofos também foram conhecidos como os physiologoi (literalmente “fisiólogos”, isto é, os filósofos que se dedicavam ao estudo da physis).[36] A questão da essência material imutável foi a primeira feição assumida por uma inquietação que percorreu praticamente toda a filosofia grega. Essa inquietação pode ser traduzida na seguinte pergunta: existe uma realidade imutável por trás das mudanças caóticas dos fenômenos naturais? Já os próprios pré-socráticos propuseram respostas extremas a essa pergunta. Parmênides de Eleia defendeu que a perene mutação das coisas não passa de uma ilusão dos sentidos, pois a razão revelaria que o Ser é único, imutável e eterno.[37] Heráclito de Éfeso, por outro lado, defendeu uma posição diametralmente oposta: a própria essência das coisas é mudança, e seriam vãos os esforços para buscar uma realidade imutável.[38]
Tais especulações, que combinavam a oposição entre realidade e aparência com a busca de uma matéria primordial, culminaram na filosofia atomista de Leucipo e Demócrito. Para esses filósofos a substância de todas as coisas seriam partículas minúsculas e invisíveis – os átomos – em perene movimentação no vácuo. E os fenômenos que testemunhamos cotidianamente são resultado da combinação, separação e recombinação desses átomos.
A teoria de Demócrito representou o ápice da filosofia da physis, mas também o seu esgotamento. As transformações sociopolíticas, especialmente em Atenas, já impunham novas demandas aos sábios da época. A democracia ateniense solicitava novas habilidades intelectuais, sobretudo a capacidade de persuadir. É nesse momento que se destacam os filósofos que se dedicam justamente a ensinar a retórica e as técnicas de persuasão – os sofistas. O ofício dessa nova espécie de filósofos trazia como pressuposto a ideia de que não há verdades absolutas. O importante seria dominar as técnicas da boa argumentação, pois, dominando essas técnicas, o indivíduo poderia defender qualquer opinião, sem se preocupar com a questão de sua veracidade. De fato, para os sofistas, a busca da verdade era uma pretensão inútil. A verdade seria apenas uma questão de aceitação coletiva de uma crença, e, a princípio, não haveria nada que impedisse que o que hoje é tomado como verdade, amanhã fosse considerado uma tolice.[39]
O contraponto a esse relativismo dos sofistas foi Sócrates. Embora partilhasse com os sofistas certa indiferença em relação aos valores tradicionais, Sócrates dedicou-se à busca de valores perenes. Sócrates não deixou nenhum registro escrito de suas ideias. Tudo o que sabemos dele chegou-nos através do testemunho de seus discípulos e contemporâneos. Segundo dizem, Sócrates teria defendido que a virtude é conhecimento e as faltas morais provêm da ignorância.[40] O indivíduo que adquirisse o conhecimento perfeito seria inevitavelmente bom e feliz. Por outro lado, essa busca simultânea do conhecimento e da bondade deve começar pelo exame profundo de si mesmo e das crenças e valores aceitos acriticamente. Segundo contam, Sócrates foi um inquiridor implacável e fez fama por sua habilidade de levar à exasperação os seus antagonistas. Ao concidadão que se dizia justo, Sócrates perguntava “O que é a justiça?”, e depois se dedicava a demolir todas as tentativas de responder à pergunta.

A Morte de Sócrates, Jacques-Louis David, 1787.
A atitude de Sócrates acabou por lhe custar a vida. Seus adversários conseguiram levá-lo a julgamento por impiedade e corrupção de jovens. Sócrates foi condenado à morte – mais especificamente, a envenenar-se com cicuta. Segundo o relato de Platão, o seu mais famoso discípulo, Sócrates cumpriu a sentença com absoluta serenidade e destemor.
Coube a Platão levar adiante os ensinamentos do mestre e superá-los. Platão realiza a primeira grande síntese da filosofia grega. Em seus diálogos, combinam-se as antigas questões dos pré-socráticos com as urgentes questões morais e políticas, o discurso racional com a intuição mística, a elucubração lógica com a obra poética, os mitos com a ciência.
Segundo Platão, os nossos sentidos só nos permitem perceber uma natureza caótica, em que as mudanças e a diversidade aparentam não obedecer a nenhum princípio regulador; mas a razão, ao contrário, é capaz de ir além dessas aparências e captar as formas imutáveis que são as causas e modelos de tudo o que existe. A geometria fornece um bom exemplo. Ao demonstrar seus teoremas os geômetras empregam figuras imperfeitas. Por mais acurado que seja o compasso, os desenhos de círculos sempre conterão irregularidades e imperfeições. As figuras sensíveis do círculo estão sempre aquém de seu modelo – e esse modelo é a própria ideia de círculo, concebível apenas pela razão. O mesmo ocorre com os demais seres: os cavalos que vemos são todos diferentes entre si, mas há um princípio unificador – a ideia de cavalo – que nos faz chamar a todos de cavalos. Com os valores, não seria diferente. As diferentes opiniões sobre questões morais e estéticas devem-se a uma visão empobrecida das coisas. Os que empreenderem uma busca sincera alcançarão a concepção do Belo em si mesmo e do Bem em si mesmo.
Ao contrário do que o termo “ideias” possa sugerir, Platão não as considera como meras construções psicológicas; ao contrário, ele lhes atribui realidade objetiva. As ideias constituem um mundo suprassensível – ou seja, uma dimensão que não podemos ver e tocar, mas que podemos captar como os “olhos” da razão. Essa é a famosa teoria das ideias de Platão. Ele a ilustra numa alegoria igualmente célebre – a alegoria da caverna.
Platão nos convida a imaginar uma caverna em que se acham vários prisioneiros. Eles estão amarrados de tal maneira que só podem ver a parede do fundo da caverna. Às costas dos prisioneiros há um muro da altura de um homem. Por trás desse muro, transitam várias pessoas carregando estátuas de diversas formas – todas elas são réplicas de coisas que vemos cotidianamente (árvores, pássaros, casas etc.). Há também uma grande fogueira, atrás desse muro e dos carregadores. A luz da fogueira faz com que as sombras das estátuas sejam projetadas sobre o fundo da parede. Os barulhos e falas dos carregadores reverberam no fundo da caverna, dando aos prisioneiros a impressão de que são oriundos das sombras que eles veem. Nessa situação imaginária, os prisioneiros pensariam que as sombras e os ecos constituem tudo o que existe. Como nunca puderam ver nada além das sombras projetadas na parede da caverna, acreditam que apenas as sombras são reais.
Após apresentar esse cenário, Platão sugere que, se um desses prisioneiros conseguisse se libertar, veria, com surpresa, que as estátuas que sempre estiveram atrás dos prisioneiros são mais reais do que aquelas sombras. Ao sair da caverna, a luz o ofuscaria; mas, após se acostumar com a claridade, veria que as coisas da superfície são ainda mais reais do que as estátuas. Esse prisioneiro que se liberta é o filósofo, e a sua jornada em direção à superfície representa a o percurso da razão em sua lenta ascensão ao conhecimento perfeito.

A Escola de Atenas, de Rafael, representa os mais importantes filósofos, matemáticos e cientistas da Antiguidade.
Aristóteles, discípulo de Platão e preceptor de Alexandre, o Grande, rejeitou a teoria das ideias. Para ele, a hipótese de uma realidade separada e independente, constituída apenas por entidades inteligíveis, era uma duplicação do mundo absolutamente desnecessária.[41] Na visão de Aristóteles, a essência de uma coisa não consiste numa ideia suplementar e separada, mas numa forma que lhe é imanente. Essa forma imanente é o que dá organização e estrutura à matéria, e propicia, no caso dos organismos vivos, o seu desenvolvimento conforme a sua essência. Aristóteles também divergiu de Platão sobre o valor da experiência na aquisição do conhecimento. Enquanto na filosofia platônica, há uma perene desconfiança em relação ao saber derivado dos sentidos, na filosofia aristotélica o conhecimento adquirido pela visão, audição, tato etc. é considerado como o ponto de partida do empreendimento científico.
Aristóteles foi um pesquisador infatigável, e seus interesses abarcavam praticamente todas as áreas do conhecimento. Foi o fundador da biologia; e o criador da lógica como disciplina. Fez contribuições originais e duradouras em metafísica e teologia, ética e política, psicologia e estética. Além de ter contribuído nas mais diversas disciplinas, Aristóteles realizou a primeira grande sistematização das ciências, organizando-as conforme seus métodos e abrangência. Em cada uma das disciplinas que criou, ou ajudou a criar, Aristóteles cunhou uma terminologia que até hoje está presente no vocabulário científico e filosófico: como exemplos, podem-se mencionar as palavras substância, categoria, energia, princípio e forma.[42]
Na transição do século IV para o século III a.C., durante o período helenístico, formam-se duas escolas filosóficas cujos ensinamentos representam uma clara mudança de ênfase em relação à Academia de Platão e à escola peripatética de Aristóteles. Sua preocupação é principalmente a redenção pessoal. Tanto para Epicuro (ca.341-270 a.C.) e seus seguidores como para Zenão de Cítio e demais estoicos o principal objetivo da filosofia deveria ser a obtenção da serenidade de espírito. As duas escolas também se assemelham na crença de que esse objetivo passa por uma espécie de harmonização entre o indivíduo e a natureza, mas divergem quanto à forma de se realizar essa harmonização. Para Epicuro, a sintonia com a natureza supõe a aceitação das necessidades e desejos naturais e dos prazeres sensoriais. Dessa forma, ele preconiza a fruição moderada dos prazeres e a comedida gratificação dos desejos.[43] Os estoicos, por outro lado, sustentavam a crença de que o cosmos e os seres humanos partilhavam do mesmo logos divino. O ideal filosófico de vida seria, na concepção dos estoicos, a adesão à necessidade racional da natureza e o desenvolvimento de uma absoluta imperturbabilidade (ataraxia) em relação aos fatos e eventos do mundo.[44]
A Antiguidade tardia viu ainda o florescimento de uma nova interpretação do platonismo, de acentuada tendência mística – o chamado Neoplatonismo. Seu principal representante, Plotino (205-270), defendeu que o princípio fundamental e divino do universo seria o Uno e que desse princípio fundamental emanavam novas realidades, de diferentes graus de perfeição. O universo material e sensível – o "mundo das sombras" da alegoria platônica – seria uma emanação distante do Uno, e, por isso, apresentaria os traços de imperfeição e inconstância que o caracterizam.[45]

Filosofia medieval

A filosofia medieval é a filosofia da Europa ocidental e do Oriente Médio durante a Idade Média. Começa, aproximadamente, com a cristianização do Império Romano e encerra-se com a Renascença. A filosofia medieval pode ser considerada, em parte, como prolongamento da filosofia greco-romana[46] e, em parte, como uma tentativa de conciliar o conhecimento secular e a doutrina sagrada.[47]
A Idade Média carregou por muito tempo o epíteto depreciativo de "idade das trevas", atribuído pelos humanistas renascentistas; e a filosofia desenvolvida nessa época padeceu do mesmo desprezo. No entanto, essa era de aproximadamente mil anos foi o mais longo período de desenvolvimento filosófico na Europa e um dos mais ricos. Jorge Gracia defende que “em intensidade, sofisticação e aquisições, pode-se corretamente dizer que o florescimento filosófico no século XIII rivaliza com a época áurea da filosofia grega no século IV a. C.”[48].
Entre os principais problemas discutidos nessa época estão a relação entre fé e razão, a existência e unidade de Deus, o objeto da teologia e da metafísica, os problemas do conhecimento, dos universais e da individualização.
Entre os filósofos medievais do ocidente, merecem destaque Agostinho de Hipona, Boécio, Anselmo de Cantuária, Pedro Abelardo, Roger Bacon, Boaventura de Bagnoregio, Tomás de Aquino, João Duns Escoto, Guilherme de Ockham e Jean Buridan; na civilização islâmica, Avicena e Averrois; entre os judeus, Moisés Maimônides.
Tomás de Aquino (1225-1274), fundador do tomismo, exerceu influência inigualável na filosofia e na teologia medievais. Em sua obra, ele deu grande importância à razão e à argumentação, e procurou elaborar uma síntese entre a doutrina cristã e a filosofia aristotélica. A filosofia de Tomás de Aquino representou uma reorientação significativa do pensamento filosófico medieval, até então muito influenciado pelo neoplatonismo e sua reinterpretação agostiniana.

Filosofia do Renascimento


O Homem vitruviano, de Leonardo Da Vinci, resume vários dos ideais do pensamento renascentista.
A transição da Idade Média para a Idade Moderna foi marcada pelo Renascimento e pelo Humanismo.[49] Nesse período de transição, a redescoberta de textos da Antiguidade[50] contribuiu para que o interesse filosófico saísse dos estudos técnicos de lógica, metafísica e teologia e se voltasse para estudos ecléticos nas áreas da filologia, da moralidade e do misticismo. Os estudos dos clássicos e das letras receberam uma ênfase inédita e desenvolveram-se de modo independente da escolástica tradicional. A produção e disseminação do conhecimento e das artes deixam de ser uma exclusividade das universidades e dos acadêmicos profissionais, e isso contribui para que a filosofia vá aos poucos se desvencilhando da teologia. Em lugar de Deus e da religião, o conceito de homem assume o centro das ocupações artísticas, literárias e filosóficas.[51]
O renascimento revigorou a concepção da natureza como um todo orgânico, sujeito à compreensão e influência humanas. De uma forma ou de outra, essa concepção está presente nos trabalhos de Nicolau de Cusa, Giordano Bruno, Bernardino Telesio e Galileu Galilei. Essa reinterpretação da natureza é acompanhada, em muitos casos, de um intenso interesse por magia, hermetismo e astrologia – considerados então como instrumentos de compreensão e manipulação da natureza.
À medida que a autoridade eclesial cedia lugar à autoridade secular e que o foco dos interesses voltava-se para a política em detrimento da religião, as rivalidades entre os Estados nacionais e as crises internas demandavam não apenas soluções práticas emergenciais, mas também uma profunda reflexão sobre questões pertinentes à filosofia política. Desse modo, a filosofia política, que por vários séculos esteve dormente, recebeu um novo impulso durante o Renascimento. Nessa área, destacam-se as obras de Nicolau Maquiavel e Jean Bodin.[52]

Filosofia moderna


René Descartes, fundador da filosofia moderna e do racionalismo.
A filosofia moderna é caracterizada pela preponderância da epistemologia sobre a metafísica. A justificativa dos filósofos modernos para essa alteração estava, em parte, na ideia de que, antes de querer conhecer tudo o que existe, seria conveniente conhecer o que se pode conhecer.[53]
Geralmente considerado como o fundador da filosofia moderna,[54] o cientista, matemático e filósofo francês René Descartes (1596-1650) redirecionou o foco da discussão filosófica para o sujeito pensante. O projeto de Descartes era o de assentar o edifício do conhecimento sobre bases seguras e confiáveis. Para tanto, acreditava ele ser necessário um procedimento prévio de avaliação crítica e severa de todas as fontes do conhecimento disponível, num procedimento que ficou conhecido como dúvida metódica. Segundo Descartes, ao adotar essa orientação, constatamos que resta como certeza inabalável a ideia de um eu pensante: mesmo que o sujeito ponha tudo em dúvida, se ele duvida, é porque pensa; e, se pensa, é porque existe. Essa linha de raciocínio foi celebrizada pela fórmula “penso, logo existo” (cogito ergo sum).[55][56] A partir dessa certeza fundamental, Descartes defendia ser possível deduzir rigorosamente, ao modo de um geômetra, outras verdades fundamentais acerca do sujeito, da natureza do conhecimento e da realidade.
No projeto cartesiano estão presentes três pressupostos básicos: (1) a matemática, ou o método dedutivo adotado pela matemática, é o modelo a ser seguido pelos filósofos; (2) existem ideias inatas, absolutamente verdadeiras, que de alguma forma estão desde sempre inscritas no espírito humano; (3) a descoberta dessas ideias inatas não depende da experiência – elas são alcançadas exclusivamente pela razão. Esses três pressupostos também estão presentes nas filosofias de Gottfried Leibniz (1646-1716) e Baruch Spinoza (1632-1677), e constituem a base do movimento filosófico denominado racionalismo.[57]
Se os racionalistas priorizavam o modelo matemático, a filosofia antagônica – o empirismo – enfatizava os métodos indutivos das ciências experimentais. O filósofo John Locke (1632-1704) propôs a aplicação desses métodos na investigação da própria mente humana. Em patente confronto com os racionalistas, Locke argumentou que a mente chega ao mundo completamente vazia de conteúdo – é uma espécie de lousa em branco ou tabula rasa; e todas as ideias com que ela trabalha são necessariamente originárias da experiência.[58] Esse pressuposto também é adotado pelos outros dois grandes filósofos do empirismo britânico, George Berkeley (1685-1753) e David Hume (1711-1776).
As ideias do empirismo inglês também se difundiram na França; e o entusiasmo com as novas ciências levou os intelectuais franceses a defender uma ampla reforma cultural, que remodelasse não só a forma de se produzir conhecimento, mas também as formas de organização social e política. Esse movimento amplo e contestatório ficou conhecido como Iluminismo. Os filósofos iluministas rejeitavam qualquer forma de crença que se baseasse apenas na tradição e na autoridade, em especial as divulgadas pela Igreja Católica. Um dos marcos do Iluminismo francês foi a publicação da Encyclopédie. Elaborada sob a direção de Jean le Rond d’Alembert e Denis Diderot, essa obra enciclopédica inovadora incorporou vários dos valores defendidos pelos iluministas e contou com a colaboração de vários de seus nomes mais destacados, como Voltaire, Montesquieu e Rousseau.
Em 1781, Immanuel Kant publicou a sua famosa Crítica da Razão Pura, em que propõe uma espécie de síntese entre as teses racionalistas e empiristas. Segundo Kant, apesar de o nosso conhecimento depender de nossas percepções sensoriais, essas não constituem todo o nosso conhecimento, pois existem determinadas estruturas do sujeito que as antecedem e tornam possível a própria formação da experiência. O espaço, por exemplo, não é uma realidade que passivamente assimilamos a partir de nossas impressões sensoriais. Ao contrário, somos nós que impomos uma organização espacial aos objetos. Do mesmo modo, o sujeito não aprende, após inúmeras experiências, que todas as ocorrências pressupõem uma causa; antes, é a estrutura peculiar do sujeito que impõe aos fenômenos uma organização de causa e efeito. Uma das consequências da filosofia kantiana é estabelecer que as coisas em si mesmas não podem ser conhecidas. A fronteira de nosso conhecimento é delineada pelos fenômenos, isto é, pelos resultados da interação da realidade objetiva com os esquemas cognitivos do sujeito.

Filosofia do século XIX

Geralmente se considera que depois da filosofia de Kant tem início uma nova etapa da filosofia, que se caracterizaria por ser uma continuação e, simultaneamente, uma reação à filosofia kantiana. Nesse período desenvolve-se o idealismo alemão (Fichte, Schelling e Hegel), que leva as ideias kantianas às últimas consequências. A noção de que há um universo inteiro (a realidade em si mesma) inalcançável ao conhecimento humano, levou os idealistas alemães a assimilar a realidade objetiva ao próprio sujeito no intuito de resolver o problema da separação fundamental entre sujeito e objeto. Assim, por exemplo, Hegel postulou que o universo é espírito. O conjunto dos seres humanos, sua história, sua arte, sua ciência e sua religião são apenas manifestações desse espírito absoluto em sua marcha dinâmica rumo ao autoconhecimento.[59] Enquanto na Alemanha, o idealismo apoderava-se do debate filosófico, na França, Auguste Comte retomava uma orientação mais próxima das ciências e inaugurava o positivismo e a sociologia. Na visão de Comte, a humanidade progride por três estágios: o estágio teológico, o estágio metafísico e, por fim, o estágio positivo. No primeiro estágio, as explicações são dadas em termos mitológicos ou religiosos; no segundo, as explicações tornam-se abstratas, mas ainda carecem de cientificidade; no terceiro estágio, a compreensão da realidade se dá em termos de leis empíricas de “sucessão e semelhança” entre os fenômenos.[60] Para Comte, a plena realização desse terceiro estágio histórico, em que o pensamento científico suplantaria todos os demais, representaria a aquisição da felicidade e da perfeição.[61]
Também no campo do desenvolvimento histórico, Marx e Engels davam uma nova formulação ao socialismo. Eles fazem uma releitura materialista da dialética de Hegel no intuito de analisar e condenar o sistema capitalista. Desenvolvem a teoria da mais-valia, segundo a qual o lucro dos capitalistas dependeria inevitavelmente da exploração do proletariado. Sustentam que o estado, as formas político-institucionais e as concepções ideológicas formavam uma superestrutura construída sobre a base das relações de produção[62] e que as contradições resultantes entre essa base econômica e a superestrutura levariam as sociedades inevitavelmente à revolução e ao socialismo.
No campo da ética, os filósofos ingleses Jeremy Bentham (1748-1832) e John Stuart Mill (1806-1873) elaboram os princípios fundamentais do utilitarismo.[63] Para eles, o valor ético não é algo intrínseco à ação realizada; esse valor deve ser mensurado conforme as consequências da ação, pois a ação eticamente recomendável é aquela que maximiza o bem-estar na coletividade.
Talvez a teoria que maior impacto filosófico provocou no século XIX não tenha sido elaborada por um filósofo. Ao propor sua teoria da evolução das espécies por seleção natural, Charles Darwin (1809-1882) estabeleceu as bases de uma concepção de mundo profundamente revolucionária. O filósofo que melhor percebeu as sérias implicações da teoria de Darwin para todos os campos de estudo foi Herbert Spencer (1820-1903). Em várias publicações, Spencer elaborou uma filosofia evolucionista que aplicava os princípios da teoria da evolução aos mais variados assuntos, especialmente à psicologia, ética e sociologia.
Também no século XIX surgem filósofos que colocam em questão a primazia da razão e ressaltam os elementos voluntaristas e emotivos do ser humano e de suas concepções de mundo e sociedade. Entre esses destacam-se Arthur Schopenhauer (1788-1860), Søren Kierkgaard (1813-1855) e Friedrich Nietzsche (1844-1900). Tomando como ponto de partida a filosofia kantiana, Schopenhauer defende que o mundo dos fenômenos – o mundo que representamos em ideias e que julgamos compreender – não passa de uma ilusão e que a força motriz por trás de todos os nossos atos e ideias é uma vontade cega, indomável e irracional. Kierkgaard condena todas as grandes elaborações sistemáticas, universalizantes e abstratas da filosofia. Considerado um precursor do existencialismo, Kierkgaard enfatiza que as questões prementes da vida humana só podem ser superadas por uma atitude religiosa; essa atitude, no entanto, demanda uma escolha individual e passional contra todas as evidências, até mesmo contra a razão.[64] Nietzsche, por sua vez, anuncia que “Deus está morto”; e declara, portanto, a falência de todas as concepções éticas, políticas e culturais que se assentam na doutrina cristã. Em substituição aos antigos valores, Nietzsche prescreve um projeto de vida voluntarista aos mais nobres, mais capazes, mais criativos - em suma, àqueles em que fosse mais forte a vontade de potência.[65]

Filosofia do século XX

No século XX, a filosofia tornou-se uma disciplina profissionalizada das universidades, semelhante às demais disciplinas acadêmicas. Desse modo, tornou-se também menos geral e mais especializada. Na opinião de um proeminente filósofo: “A filosofia tem se tornado uma disciplina altamente organizada, feita por especialistas para especialistas. O número de filósofos cresceu exponencialmente, expandiu-se o volume de publicações e multiplicaram-se as subáreas de rigorosa investigação filosófica. Hoje, não só o campo mais amplo da filosofia é demasiadamente vasto para uma única mente, mas algo similar também é verdadeiro em muitas de suas subáreas altamente especializadas.”[66]

Ludwig Wittgenstein, o mais importante filósofo analítico do século passado.
Nos países de língua inglesa, a filosofia analítica tornou-se a escola dominante. Na primeira metade do século, foi uma escola coesa, fortemente modelada pelo positivismo lógico, unificada pela noção de que os problemas filosóficos podem e devem ser resolvidos por análise lógica. Os filósofos britânicos Bertrand Russell e George Edward Moore são geralmente considerados os fundadores desse movimento. Ambos romperam com a tradição idealista que predominava na Inglaterra em fins do século XIX e buscaram um método filosófico que se afastasse das tendências espiritualistas e totalizantes do idealismo. Moore dedicou-se a analisar crenças do senso comum e a justificá-las diante das críticas da filosofia acadêmica. Russell, por sua vez, buscou reaproximar a filosofia da tradição empirista britânica e sintonizá-la com as descobertas e avanços científicos. Ao elaborar sua teoria das descrições definidas, Russell mostrou como resolver um problema filosófico empregando os recursos da nova lógica matemática. A partir desse novo modelo proposto por Russell, vários filósofos se convenceram de que a maioria dos problemas da filosofia tradicional, se não todos, não seriam nada mais que confusões propiciadas pelas ambiguidades e imprecisões da linguagem natural. Quando tratados numa linguagem científica rigorosa, esses problemas revelar-se-iam como simples confusões e mal-entendidos.
Uma postura ligeiramente diferente foi adotada por Ludwig Wittgenstein, discípulo de Russell. Segundo Wittgenstein, os recursos da lógica matemática serviriam para revelar as formas lógicas que se escondem por trás da linguagem comum. Para Wittgenstein, a lógica é a própria condição de sentido de qualquer sistema linguístico.[67] Essa ideia está associada à sua teoria pictórica do significado, segundo a qual a linguagem é capaz de representar o mundo por ser uma figuração lógica dos estados de coisas que compõem a realidade.
Sob a inspiração dos trabalhos de Russell e de Wittgenstein, o Círculo de Viena passou a defender uma forma de empirismo que assimilasse os avanços realizados nas ciências formais, especialmente na lógica. Essa versão atualizada do empirismo tornou-se universalmente conhecida como neopositivismo ou positivismo lógico. O Círculo de Viena consistia numa reunião de intelectuais oriundos de diversas áreas (filosofia, física, matemática, sociologia, etc.) que tinham em comum uma profunda desconfiança em relação a temas de teor metafísico. Para esses filósofos e cientistas, caberia à filosofia elaborar ferramentas teóricas aptas a esclarecer os conceitos fundamentais das ciências e revelar os pontos de contatos entre os diversos ramos do conhecimento científico. Nessa tarefa, seria importante mostrar, entre outras coisas, como enunciados altamente abstratos das ciências poderiam ser rigorosamente reduzidos a frases sobre a nossa experiência imediata.[68]
Fora dos países de língua inglesa, floresceram diferentes movimentos filosóficos. Entre esses destacam-se a fenomenologia, a hermenêutica, o existencialismo e versões modernas do marxismo. O filósofo alemão Edmund Husserl (1859-1938) foi o fundador da fenomenologia. Para Husserl, o traço fundamental dos fenômenos mentais é a intencionalidade. A estrutura da intencionalidade é constituída por dois elementos: noesis e noema. O primeiro elemento é o ato intencional; e o segundo é o objeto do ato intencional. A ciência da fenomenologia trata do significado ou da essência dos objetos da consciência. A fim de revelar a estrutura da consciência, o fenomenólogo deve pôr entre parêntesis a realidade empírica. Segundo Husserl, os procedimentos fenomenológicos desvelam o ego transcendental – que é a própria base e fonte de unidade do eu empírico.[69] Coube a um dos alunos de Husserl, o filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976), construir uma filosofia que mesclasse a fenomenologia, a hermenêutica e o existencialismo. O ponto de partida de Heidegger foi a questão clássica da metafísica: "o que é o ser?". Mas, na abordagem de Heidegger, a resposta a essa questão passa por uma análise dos modos de ser do ser humano – que foi por ele denominado Dasein (Ser-aí). O Dasein é o único ser que pode se admirar com a sua própria existência e indagar o sentido de seu próprio ser. O modo de existir do Dasein está intimamente conectado com a história e a temporalidade e, em vista disso, questões sobre autenticidade, cuidado, angústia, finitude e morte tornam-se temas centrais na filosofia de Heidegger.[69]

Movimentos filosóficos da atualidade

Filosofia clínica

A filosofia clínica é um conceito filosófico voltado à "terapia da alma" usando o potencial prático da filosofia como recurso terapêutico para indivíduos, organizações ou empresas através de consultas individuais, discussões de grupo, seminários, palestras, viagens ou cafés filosóficos.[70]

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Ciência no dia a dia 2

Por que o cromossomo X humano recebeu esse nome?

Dois professores de biologia explicam a origem nominal e as características da estrutura genética encontrada em dobro nas mulheres.
Por: Paulo Roberto Jubilut e Marcelo Valério
Publicado em 06/12/2012 | Atualizado em 06/12/2012
Por que o cromossomo X humano recebeu esse nome?
O cromossomo X é protagonista na genética humana. Contém aproximadamente 1.400 genes, o que representa cerca de 5% do total de DNA presente nas células femininas e 2,5% nas masculinas. (imagem: Eraxion/ istockphoto)
Marque com um cromossomo se a alternativa a seguir estiver correta:
(  ) fêmeas humanas têm dois xis e machos têm apenas um.
Não entendeu nada? Fique tranquilo, era só provocação mesmo.
Quando falamos de determinação sexual em seres humanos e em algumas outras espécies animais, cromossomos chamados de xis quase sempre estão em pauta. Esses cromossomos fazem parte de dois sistemas de determinação de sexo, que chamamos de XY e X0.
Nos seres humanos, em especial, os cromossomos xis fazem parte do conjunto total de 46 cromossomos presentes nas células somáticas – ou seja, células que não são germinativas, como espermatozoides e ovócitos secundários.
Nas mulheres eles se encontram aos pares, em dose dupla, enquanto nos homens somente existe um cromossomo xis.
Falando em herança, tanto os homens quanto as mulheres mantêm um dos cromossomos xis de sua mãe, sendo que as mulheres recebem o seu segundo X do pai. Ou seja, mulheres têm um xis materno e um paterno, enquanto qualquer homem carrega apenas a herança de sua mãe em seu único cromossomo xis.
Mas será que isso basta para fazer do cromossomo xis a vedete da genética humana, especialmente em nossas salas de aula de biologia? Não, não.
O cromossomo xis carrega os genes importantes para se entender uma série de doenças, algumas com aspectos fenotípicos bastante complicados
Faltou dizer que ele é formado por aproximadamente 153 milhões de pares de bases, contendo cerca de 1.400 genes. E isso representa uma parte significativa de nosso genoma: cerca de 5% do total de DNA presente nas células femininas e 2,5% nas masculinas.
Sua importância também está relacionada ao fato de esse cromossomo carregar os genes importantes para se entender uma série de doenças, algumas com aspectos fenotípicos bastante complicados.
Um bom exemplo é o padrão de herança da hemofilia, já que os genes relacionados aos fatores de coagulação encontram-se somente no cromossomo xis. O indivíduo que tem hemofilia já nasce com essa doença e seu corpo sofre para estancar até mesmo o sangramento de um corte superficial. O interessante é que a dosagem diferencial entre homens e mulheres faz com que tal moléstia se expresse de maneira absurdamente mais frequente no sexo masculino.

Uma incógnita

A maioria dos professores de biologia e de seus estudantes sabe de tudo isso, do mesmo modo que sabem montar belos cariótipos a partir de fotos de metáfases.
Nesses esquemas, sejam eles cariótipos verdadeiros ou idiogramas (esquema de cromossomos utilizado para fins didáticos), um momento importante (quase forense, para os alunos) é o de localizar e parear os cromossomos sexuais. Assim eles definem o sexo do indivíduo em questão e, por vezes, topam com uma anomalia numérica que o professor sorrateiramente escolheu para desafiar a turma.
Idiograma
Em sala de aula, professores de genética usam esquemas como este – idiogramas – em atividades com os alunos. Estes podem ‘brincar’ de localizar e parear os cromossomos sexuais e de identificar anomalias numéricas incluídas propositadamente pelos professores. (imagem: Angela Giseli)
Muitos desses estudantes e mesmo professores, porém, acreditam que o cromossomo xis é assim chamado porque sua forma lembra a grafia da letra ‘X’ de nosso alfabeto. Mas a coisa não é tão simples assim. Foram necessários muitos anos para que os cientistas aprendessem o que sabemos a respeito dos cromossomos. Até meados de 1955, inclusive, os biólogos descreviam os seres humanos como donos de 48 cromossomos (tal qual os macacos), em vez dos 46 que hoje observamos facilmente.
A questão é que entre todos os cromossomos humanos, seria o de número 45 o detentor dos maiores mistérios. Ele, o cromossomo xis, estava envolvido numa série de doenças ‘geneticamente carregadas’ pelas mulheres, como a hemofilia (da qual já falamos) e o daltonismo, que (praticamente) não afetava suas portadoras, mas frequentemente seus filhos homens.
E aqui está a resposta: foi a estranheza de sua natureza que batizou o cromossomo xis, não o seu formato! Um legado da álgebra, onde o símbolo ‘X’ representa até hoje um valor desconhecido, uma incógnita.
Foi a estranheza de sua natureza que batizou o cromossomo xis, não o seu formato! Um legado da álgebra, onde o símbolo ‘X’ representa até hoje um valor desconhecido
Aliás, sabemos todos que se o motivo do nome fosse a forma da estrutura, a maior parte dos cromossomos deveria ser chamada de xis. E aí, pobre do cromossomo ípsilon – lembra dele? –, que ficaria lá sozinho no cantinho dos cariótipos masculinos, como uma letra de ponta-cabeça que define se ao nascer seremos machos ou fêmeas.
Seu nome também não tem nada que ver com sua forma e resulta tão somente de que sua descoberta tenha se dado logo em seguida ao cromossomo xis.
Tempos depois, cientistas decifrariam ainda um novo mecanismo de determinação sexual, comum em alguns répteis, aves e mesmo insetos, no qual encontrariam dois novos tipos de cromossomos sexuais. Adivinhe agora que nome que eles deram a eles? Isso mesmo: cromossomos zê e dáblio.
Aqueles cientistas eram pessoas sabidas, mas talvez um pouquinho de criatividade não lhes fizesse mal.


Paulo Roberto Jubilut
Marcelo Valério

Professores de ciências e biologia

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sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ainda sobre a PL122

Por ser Cristão, posso não ser considerado neutro na questão do homossexualismo, por isso coloco aqui citaçãoes de meu respeitado amigo Ateu Acauan do Fórum Religião é Veneno a respeito de tal  comportamento e tal lei.
Lembro aqui que tanto eu como Acauan defendemos ferrenhamente o direito de uma pessoa ser gay e somos contra discriminações do tipo ser mandado embora de um emprego, ser agredido, ser insultado, etc por ter tal opção.

Seguem as citações.



Grupos militantes querem colocar um determinado comportamento sexual acima da crítica, valendo-se da vigarice ideológica de igualar raça e comportamento sexual.
A vigarice ideológica de igualar juridicamente homossexualismo à raça é o motivo pelo qual a militância baitolista insiste tanto na tese da causa genética. Vou dar um exemplo que deve estabelecer a diferença óbvia, nestes tristes tempos em que o óbvio pede didática.
Alguém consegue imaginar um casal de negros dizendo que torcem para que seu filho, biológico e legítimo, nunca seja negro?
E se o mesmo casal torcer para que seu filho nunca seja homossexual?
Quem entendeu a diferença entre as duas torcidas resolveu o problema.
Quem não entendeu é caso perdido.



Só sendo maluco um casal de negros (não um casal misto) pode torcer para que um filho deles, biológico e legítimo, seja outra coisa que não negro, enquanto nada impede que sua expectativa de que não seja homossexual seja absolutamente razoável.
Este é um dos fatos autoevidentes que explicitam o que eu disse acima, entrando mais na didática do óbvio. 


 Nos Estados Unidos da America a Primeira Emenda garante liberdade de expressão absoluta (com raríssimas exceções, como pornografia infantil).
Em um país como o Brasil, onde a liberade de expressão é relativa, o perigo é que grupos de pressão organizados podem limitar esta liberdade conforme seus interesses.


Alguém vê movimentação de Igrejas para impor algum tipo de censura ao Movimento Gay?
Não!

Alguém vê movimentação do Movimento Gay para impor censura às Igrejas?
Sim!

A resposta padrão destes movimentos organizados que querem impor a censura que lhes interessa é que discurso de ódio não é protegido pela Constituição.
Obviamente, prá esta turma, o discurso de ódio é sempre o dos outros, nunca o deles...


 
Seguindo na didática do óbvio.
O direito à liberdade religiosa tanto permite a defesa de qualquer religião quanto sua crítica.
Por isto existe o Fórum Religião é Veneno.
Se o PLC baitolista for aprovado, quem mantiver um espaço chamado Viadagem é Veneno irá para cadeia.
Ficou clara a diferença?



 Na verdade a restrição "dentro da lei" apareceu agora na conversa.
Mas independente disto, ser dentro ou fora da lei não muda em nada o fato de que não se pode comparar garantias dadas à identidade individual de alguém com garantias dadas a comportamentos humanos específicos, por motivos - de novo - óbvios.
Voltando ao tal PLC 122 que iguala para efeitos de criminalização a discriminação de raça e de "identidade de gênero".
Mas será o Benedito que tanta gente não vê ou finge que não vê o absurdo que será, se aprovada a lei, criar uma categoria de pessoas cujos direitos são definidos pelas roupas que usa no momento?
Se aprovado esta porcaria de projeto, se um homem vestido de mulher for chamado de "senhor" ou barrado no uso do banheiro feminino poderá se dizer discriminado (como fez o cartunista Laerte) e processar o criminoso que só deixa mulheres usar o banheiro das mulheres.
E, por Monã, será que ninguém consegue admitir o óbvio que um homem vestido de mulher não está na mesma categoria de exigências de direitos que um homem negro que exige não ser discriminado?
Ser negro é um fato objetivo autoevidente que independe de qualquer discussão.
Identidade de gênero é uma abstração cuja materialidade se expressa no modo de vestir ou na autodeclaração, o que por si só não garante ou não deve garantir direitos a ninguém.
Ou alguém acha que um homem vestido de mulher pode ir ao ginecologista ou alguém que se autodeclara milionário pode sacar fortunas no banco só por conta disto?
Entendo que exista gente bem intencionada que acredita piamente estar defendendo os Direitos Humanos contra as forças do mal da religião e da direita quando fala em favor do PLC 122. Só não sei o quanto destes pararam verdadeiramente para pensar no assunto. 


 http://religiaoeveneno.org/discussion/1372/silas-malafaia-de-frente-com-gabi-completo-03022013/p4


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Homofobia e homofóbico são neologismos usados oportunistamente por militâncias ideológicas com o objetivo de botar um rótulo infamante na testa de quem não coaduna com suas agendas.
Uma prova desta vigarice lingüística é que na carona do sucesso do termo homofobia já inventaram e botaram na praça as variantes lesbofobia, transfobia, bifobia, intersexofobia e sabe-se-Deus-lá-o-que mais, uma vez que cada dia inventam uma palavra nova para uso propagandístico de algum grupo de interesse organizado que reivindica mais carvão para sua própria sardinha.



 Um exemplo de o quanto o uso militante dos termos homofobia, transfobia, brochofobia ou o que mais vier frequentemente não passa de instrumento de vigarice ideológica:
1. Um grupo qualquer decreta que o que define quem é Homem ou Mulher não é a biologia;

2. Em seguida o mesmo grupo decreta que o que define quem é Homem ou Mulher é algum critério inventado ou escolhido por eles ("constructo social " já é modinha, tá até na Wiki);

3. Decretado que o que define quem é Homem ou Mulher é o critério definido por eles, passam a classificar como homofóbicos, transfóbicos ou sei-lá-o-que-fóbicos todos os que defenderem o contrário, a começar de quem defende que a biologia não pode ser ignorada nesta questão.

Vigarice autoevidente.

Mas como esta vigarice autoevidente é levada ao ar por uma minoria barulhenta e agressiva, muita gente fica com medinho de ser rotulado pelos vigaristas e adota o discurso deles. Ou se cala.
Outros, claro, entram na onda porque o fazendo podem se considerar paladinos dos Direitos Civis, sem precisar fazer mais esforço ou correr maiores riscos, uma vez que cromossomos não reagem quando insultados em sua dignidade existencial.



 E, ô raios, que história é esta de que homossexuais no Brasil não tem direitos?
Quer dizer que homossexuais no Brasil não podem se expressar livremente, ir e vir, ter propriedades, salvaguardar sua integridade física e moral, usufruir de serviços públicos, votar e ser votado, se unir conjugalmente com quem bem quiser ou ter intimidades sem compromisso com quem bem entenda etc, etc, etc?

 http://religiaoeveneno.org/discussion/1382/homofobia-o-doente-sou-eu-
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 Quem acompanha meu discurso ideológico neste espaço nos últimos onze anos sabe que uma das minhas crenças fundamentais é a sacralização do indivíduo, logo, julgar alguém individualmente a partir do grupo a que pertence seria para mim o equivalente ao que o pecado de pensamento é para os cristãos.


Por outro lado, não sinto pudor algum em dizer que me incomoda quando estou com a família em um restaurante e uma bichona senta ao meu lado e começa a desmunhecar e saracotear de modo espalhafatoso para chamar a atenção, tanto quanto me incomodaria se a cena estereotipada fosse substituída pela do machão caricato que fala alto, coça o saco e arrota. Comportamentos extremados, sejam de que grupo venham, me incomodam.
Do mesmo modo estas figuras estereotípicas têm o direito de se sentir desconfortáveis com qualquer comportamento meu ou de outros, elas não me devem satisfação nem a ninguém sobre o que as incomoda ou agrada e eu tampouco.



Desnecessário citar, para os minimamente honestos em seu julgamento, a obveidade da fronteira entre se sentir desconfortável por conta de certo comportamento e reprimir ou oprimir pessoas por conta disto. 


 Qualquer comportamento sexual se trazido a público parecerá bizarro.
As fantasias que embalam a sexualidade são potencialmente infinitas e dividi-las entre hétero e homo tem apenas significado político. Significado legítimo por vezes, por exemplo quando denuncia a injustiça de homossexuais serem demitidos de seus empregos só por o serem, e ilegítimos em outros, quando grupos minoritários de pressão levantaram a bandeira da causa para ganhar poder e dinheiro.

A única regra saudável para a questão é que eu não estou nem aí para o que adultos fazem consensualmente em sua intimidade, mas qualquer um que transforme sua intimidade em bandeira ativista renuncia à privacidade sobre o assunto e a torna assunto de debate público.
A vigarice Politicamente Correta é apresentar estas teses ao debate público e chamar de homofóbico qualquer um que discorde delas. 

  http://religiaoeveneno.org/discussion/1382/homofobia-o-doente-sou-eu-/p3
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 Para alguns leitores ocasionais deste Fórum, não conhecedores de nossos fundamentos, pode parecer estranho que este espaço não se alinhe a outros de discurso similar na condenação irrestrita ao pastor Silas Malafaia, não obstante suas idéias se situarem, obviamente, no extremo oposto daquelas defendidas por um espaço chamado Religião é Veneno.
A estes reafirmamos nosso compromisso com a liberdade de pensamento e expressão, pilar do Estado Democrático de Direito.
É muito fácil defender esta liberdade quando ela nos beneficia, quando garante a nós e aos nossos o direito de expressar nossos pensamentos e os pensamentos daqueles com os quais concordamos.
Mas o verdadeiro compromisso com a Liberdade se define na defesa da expressão de idéias contrárias às nossas, na defesa da liberdade de expressão das idéias que combatemos.
Pois acreditamos que idéias ruins devem ser combatidas com idéias melhores, nunca com censura.

 


 E Honra ao pastor Silas Malafaia por isto.
Como manda o Código, a coragem deve ser louvada, inclusive a coragem do oponente.
Os Politicamente Corretos podem surtar o quanto quiserem, mas Malafaia fez uma referência óbvia ao princípio cristão de odiar o pecado e amar o pecador.
Na teologia cristã, homossexualismo é pecado. Ponto.
Quem não gostar disto que não seja cristão, coisa que ninguém é obrigado a ser.

Este Fórum é formado por pessoas que têm seus motivos para não serem cristãs. Pela teologia cristã são, portanto pecadores não salvos condenados ao inferno eterno.
E ninguém aqui liga a mínima prá isto.

Eles acham que vamos ser eternamente roídos pelo verme que nunca morre e nós achamos que falta um parafuso na cabeça deles.

E convivemos civilizadamente com esta divergência extrema.

Os baitolistas idealizadores do PLC 122 poderiam aprender alguma coisa aqui.



 Imagine se existisse uma lei da evangelicofobia, que condenasse quem reclama do barulho ao invés de quem o faz...

http://religiaoeveneno.org/discussion/1382/homofobia-o-doente-sou-eu-/p4

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 Esta questão da mudança de orientação sexual é decisiva para se identificar o discurso ideológico disfarçado de ciência.
Tá cheio de gente por aí defendendo como fato científico que o homossexualismo é condição inalterável no indivíduo.
Com que base afirmam isto?
Com base nos depoimentos de homossexuais que confessaram que nos seus casos em particular as alegadas mudanças de orientação deles eram falsas, daí concluem que todo homossexual que diz que deixou de sê-lo é mentiroso.

 Alguém notou alguma falha na aplicação do método científico aí?
 Talvez homossexualismo seja reversível e talvez não, conforme cada caso ou regra. E na verdade isto nada importa do ponto de vista sócio-político da questão.
O que fica evidente é como tantos escolhem as evidências que lhes interessam e ignoram as que não para apresentar como provadas as teses que lhes convém.


 http://religiaoeveneno.org/discussion/1382/homofobia-o-doente-sou-eu-/p6 

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05 Mai 2011, 12:17

A esmagadora maioria dos brasileiros não está nem aí pros gays, não os discrimina, nem os apóia, apenas toca sua própria vida e deixa os homossexuais cuidar da deles.
O que os meliantes das organizações viadistas e claque de esquerda fazem é propagar a idéia mentirosa de que ao acordar o homem médio brasileiro começa a destilar baba contra os boiolas e não vê a hora do dia em que lhe surja a oportunidade de discriminar, humilhar, espancar ou matar alguns dos coitadinhos.
Esta militância canalha chegou ao cúmulo da mentira de espalhar que o Brasil seria "campeão mundial de homofobia", como se nos países muçulmanos travestis semi-nus pudessem fazer ponto às dezenas em frente a residências familiares sem nenhuma repressão. Toda esta corja viadista sabe muito bem que homossexualismo é crime punível com a morte em várias partes do mundo islâmico, mas preferem denegrir o Brasil, onde podem soltar suas plumas e paetês como querem e bem entendem e ainda exigir mais. 


05 Mai 2011, 12:43

Qualquer cidadão pode e deve ser ouvido de forma séria sobre suas reivindicações e direitos legais, tanto quanto outras partes podem considerar estas reivindicações injustas por exigir privilégios e não direitos.
O debate democrático sob a luz do Estado de Direito Constitucional deve definir o que é justo para cada parte.

Só que as organizações viadistas e claques de esquerda não querem debate. Fecharam a questão como se suas reivindicações fossem incontestáveis e quem ousar desafiar este dogma é uma besta-fera que deve ser alijada do convívio social civilizado.



http://religiaoeveneno.org/discussion/comment/31365#Comment_31365
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 Algum homossexual já veio a público para denunciar que foi de algum modo pessoalmente prejudicado pelo pastor Silas Malafaia, pela Igreja que ele lidera ou pelas declarações dele?

E sem aquele papinho de vigarista que o discurso do cara inspira atos de violência terríveis. Assim fica fácil acusar qualquer um de qualquer coisa.

Queria saber de ações efetivas, do tipo Malafaia tentou ou fez com que alguém perdesse o emprego por ser gay ou Malafaia mandou os membros de sua Igreja hostilizar alguém na rua ou Malafaia mantém ativistas na Internet difamando a pessoa A ou B.

Alguma notícia a respeito?
Se houver, questão encerrada e o cara é um safado.

Sobre o que não pairam dúvidas é a quantidade de ações efetivas planejadas e conduzidas para prejudicar pessoalmente Silas Malafaia.

Até onde acompanho a questão, de um lado vemos um homem expressando suas opiniões sobre uma questão política - um projeto de lei e suas implicações para a sociedade e o segmento que ele representa - e de outro grupos organizados formando forças tarefas com o objetivo de intimidar e calar este homem, usando recursos que nada tem a ver com o debate democrático.

Malafaia pode ser um espertalhão que vende Bíblias de US$ 500,00 prometendo maravilhas na vida de quem compra em consequência.
Mas vamos continuar a malhá-lo por causa desta e outras questões noutra hora.

Nesta é preciso coragem para não ficar em cima do muro e assumir que Malafaia tem direito à livre expressão de suas idéias, que oposição política a uma agenda ativista não é discurso de ódio e que - até provarem que alguém foi pessoalmente prejudicado pelo discurso ou ações dele - é sobre o outro lado que pesam as atitudes antidemocráticas de tentativa de intimidação.

Podemos ter aqui a opinião que Religião é Veneno, mas combatemos tentativas de impor opinião, seja a nossa, seja a de quem for.

http://religiaoeveneno.org/discussion/1382/homofobia-o-doente-sou-eu-/p9