quinta-feira, 10 de agosto de 2017

E a questão moral da bomba atômica poder se comprar a um crime de guerra?

E a questão moral da bomba atômica poder se comprar a um crime de guerra?

NadaSeiNadaSei Administrator, Moderator
 editado August 7 em Religião é veneno Sinalizar
A bomba foi jogada em centros urbanos e tecnicamente crimes de guerra podem ser classificados quando os atos de guerra miram alvos civis.
Bom, eu primeiro quero deixar claro que não tenho opinião formada, quero saber o que os membros do fórum pensam do assunto.

A minha opinião em geral tende para o lado de que na guerra vale quase tudo, pois não existem regras para se defender quando alguém está tentando te matar.
Também sou da opinião de que todo alvo é militar. Definir um alvo como "civil" no contexto de uma guerra é complicado porque a economia de uma nação é parte da maquina de guerra.
Todo empreendimento econômico tem um potencial militar e atacar uma rodovia por onde passa o armamento do exercito inimigo, a empresa de softwares que produz o aplicativo usados na fabrica de tanques, ou ainda a tecelagem que produz os tecidos usados na confecção dos uniformes especiais do exercito me parecem coisa bastante similar.

Crime de guerra pra mim são os genocídios que os militares praticam tanto contra o próprio povo quanto contra o povo invadido, ou ainda atacar deliberadamente igrejas e hospitais não por algum valor estratégico ligado a economia, mas somente para "aterrorizar" o inimigo.
A bomba atômica jogada no Japão talvez esbarre nesse ultimo ponto, mas ela ainda guarda o potencial real de estrategia militar capaz de por fim a uma guerra.

Por exemplo, acho valido destruir uma cidade só de civis em atividade econômica não diretamente ligada a guerra, caso a prosperidade econômica gerada pela mesma seja uma das formas de financiamento do governo, mas como disse sou contra a atacar igrejas e hospitais para tentar persuadir pelo "terror".
As bombas que destruiram o Japão podem se encaixar nas duas coisas.
 0  0  0  New
“A violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas sim algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos, e depois em vítimas.” - Roberto Campos

  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
     editado August 8 Sinalizar
    Cabia a Harry Truman decidir sobre o uso da bomba atômica, o que se resumia a como, quando e onde a bomba seria usada.
    Não havia questão sobre "se" a bomba seria usada.

    É impensável a ideia de que o presidente dos Estados Unidos proibiria o uso da arma definitiva, que permitiria derrotar o inimigo sem mais sacrifício de vidas americanas, optando por uma invasão das ilhas japonesas na qual as baixas do lado deles se contariam no mínimo em centenas de milhares e as baixas do inimigo certamente na casa dos milhões.

    Se a questão político militar do uso da bomba se resolve por si só, resta a questão moral.

    Uma das mais repetidas condenações ao uso da bomba atômica alega que seu lançamento se deu sobre civis inocentes quando uma demonstração de força contra áreas não povoadas ou instalações exclusivamente militares forçaria o Japão a se render da mesma forma.

    Balela!
    Os japoneses não se renderam NEM depois do ataque a Hiroshima. Se destruição e morte naquela escala não foi suficiente para provocar a rendição é óbvio que não seria a tal demonstração de força em muito menor escala que provocaria.

    E por mais cruel que possa parecer colocar as coisas nestes termos, aquilo era a Segunda Guerra Mundial e o inimigo era o Império do Japão.  Uma tirania tão genocida quanto a nazista.
    Pode-se admitir como moralmente aceitável QUALQUER coisa que pudesse encerrar de imediato aquela guerra, cessar a morte de dezenas de milhares de pessoas por semana, aplacar o sofrimento extremo de dezenas de milhões e destruir o projeto de poder continental japonês construído sobre a dominação, escravização e opressão sanguinária dos povos conquistados.

    Ai... mas os civis isto... os civis aquilo...
    Os japoneses não ligavam a mínima para os civis inimigos, que massacravam aos milhares por qualquer coisa, mesmo após rendidos e dominados.
    Também não ligavam a mínima para seus próprios civis, que chegaram a ser preparados para a Gloriosa Morte dos Cem Milhões, um projeto de resistência à invasão no qual TODA nação japonesa lutaria até a morte ou cometeria sepuku, o suicídio ritual samurai.

    Não se vence um bando de fanáticos malucos megalomaníacos sem o menor apreço pela vida humana como eram os militares japoneses com meias medidas.

    Desde o início da Segunda Guerra Mundial o princípio da reciprocidade na guerra já havia deixado claro que as cidades inimigas seriam consideradas alvos legítimos, dado que nas modernas sociedades industriais as guerras eram vencidas mais pelo poderio econômico mantido em seus centros de produção nacionais do que nos campos de batalha.

    Finalmente, foi o Japão que começou a guerra, não em Pearl Harbor, mas antes de Hitler de atacar a Polônia ou a Tchecoslováquia os japoneses já espalhavam o terror pelo extremo oriente.
    Apresentar agressores brutais como coitadinhos por terem colhido os frutos de sua própria ambição é inverter a realidade dos fatos de modo idiota ou desonesto.

  • NadaSeiNadaSei Administrator, Moderator
    Acauan disse:

    Os japoneses não se renderam NEM depois do ataque a Hiroshima. Se destruição e morte naquela escala não foi suficiente para provocar a rendição é óbvio que não seria a tal demonstração de força em muito menor escala que provocaria.

    E por mais cruel que possa parecer colocar as coisas nestes termos, aquilo era a Segunda Guerra Mundial e o inimigo era o Império do Japão.  Uma tirania tão genocida quanto a nazista.
    Pode-se admitir como moralmente aceitável QUALQUER coisa que pudesse encerrar de imediato aquela guerra, cessar a morte de dezenas de milhares de pessoas por semana, aplacar o sofrimento extremo de dezenas de milhões e destruir o projeto de poder continental japonês construído sobre a dominação, escravização e opressão sanguinária dos povos conquistados.
    Acho que esses são os pontos mais importantes. Eu realmente fico me perguntando se caso as bombas tivessem sido jogadas na Alemanha nazista e não no Japão, se as pessoas continuariam questionando o ato.
    Foram os nazistas quem entraram para a historia como o mal supremo enquanto que seus aliados não ficaram marcados da mesma forma.
    “A violência comunista não foi mera aberração da psique eslava, mas sim algo diabolicamente inerente à engenharia social marxista, que, querendo reformar o homem pela força, transforma os dissidentes primeiro em inimigos, e depois em vítimas.” - Roberto Campos
  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
     editado August 8 Sinalizar
    NadaSei disse:

    Acho que esses são os pontos mais importantes. Eu realmente fico me perguntando se caso as bombas tivessem sido jogadas na Alemanha nazista e não no Japão, se as pessoas continuariam questionando o ato.
    Foram os nazistas quem entraram para a historia como o mal supremo enquanto que seus aliados não ficaram marcados da mesma forma.

    Uma curiosidade histórica é que após a rendição da Alemanha, muitos cientistas do Projeto Manhattan perderam o entusiasmo com o uso da arma em sua fase final de produção, mas ainda não concluída.
    Motivo muito compreensível é que um monte daqueles cientistas eram judeus, conheciam melhor do que ninguém o imperativo categórigo de impedir a vitória dos nazistas e tinham suas justas razões pessoais para estarem ansiosos pelo dia em que fariam fazer chover fogo do céu sobre a Alemanha.

    O Japão, por outro lado, era para aqueles cientistas apenas aquele povo de baixinhos de óculos que atacou Pearl Harbor.
    Fazer chover fogo do céu sobre Kyoto, Hiroshima, Yokohama, Kokura ou Niigata, (Nagasaki entrou na lista depois, por um azar desgraçado para os moradores de lá...) não era a mesma coisa para eles de fazer chover fogo do céu sobre Düsseldorf, Colônia, Stuttgart, Nuremberg ou Dresden (sobre Dresden choveu fogo do céu de qualquer jeito...).

    Daí surgiram alguns dos mitos mais idiotas sobre a Segunda Guerra, os das motivações racistas do lançamento da Bomba sobre o Japão e não sobre a Alemanha.
    Oras... Não lançaram a bomba sobre a Alemanha única e exclusivamente porque ela ainda não estava concluída quando os nazistas se renderam.

    Sobrou pro Japão, que, nunca é demais lembrar, foi avisado de que os Estados Unidos tinham a arma definitiva (que àquela altura os japoneses tinham ideia muito clara do que seria) e intimado a se render, não se rendeu, tomou a primeira bomba na cabeça e foi intimado a se render, não se rendeu e tomou a segunda.

    Deu no que deu.
  • CameronCameron Member
     editado August 8 Sinalizar
    O Japão não se recuperou rápido demais, cultural e economicamente, para um país liderado por malucos que tomaram duas bombas atômicas destruindo cidades inteiras? Quais os motivos para isso?

  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
    Cameron disse: O Japão não se recuperou rápido demais, cultural e economicamente, para um país liderado por malucos que tomaram duas bombas atômicas destruindo cidades inteiras? Quais os motivos para isso?

    Questão interessantíssima...
    Tem um livro do George Mikes, The land of the rising yen, publicado no Brasil como Japão para Principiantes, que apresenta uma explicação muito boa para sua pergunta.
    O legal é que o livro não é nenhum tratado de sociologia ou geopolítica e sim um livro de viagens bem humorado, mas acrescido de um conteúdo de pesquisa e observações muito argutas do autor.

    Numa destas observações ele destaca a habilidade dos japoneses de copiar o que dá certo.
    Ele resume a coisa em para os japoneses o que dá certo é bom .
    Assim, a sociedade industrial do ocidente deu certo, logo a sociedade industrial do ocidente é boa, assim o Japão copiou a sociedade industrial do ocidente nos seus aspectos científicos, econômicos e de engenharia.

    Para exemplificar, George Mikes cita o feito histórico do comodoro Perry, comandante naval americano que forçou os japoneses a abrir seus portos na base da porrada.
    Os japoneses viram que os americanos eram fortes e decidiram copiar aquilo que fazia os americanos fortes.
    Uns cinquenta anos depois do incidente com o Comodoro, os japonses venceram uma guerra com a Rússia, então uma das maiores potências de Europa.
    Mais três décadas e meia e atacaram Pearl Harbor.

    Aí... bomba atômica... rendição... derrota... humilhação...
    Entra de novo a regra.
    Os Estados Unidos venceram, o sistema americano é bom, vamos adotar o sistema americano.
    E se tornaram capitalistas industriais.

    Tá... não é tão simples assim e tem muitos outros fatores.
    Principalmente o mérito dos americanos de terem feito tudo a seu alcance para garantir o sucesso da sociedade japonesa após a derrota na guerra.
    Só para constar, quem ensinou aos industriais japoneses o que era qualidade foi Willian E. Deming, americano a serviço de seu governo.

    E também tinha, obviamente, a questão da Guerra Fria.
    Nem a pau Juvenal que os Estados Unidos permitiriam que o Japão caísse na esfera de influência da União Soviética, como aconteceu com a China.

    O resto todo mundo sabe.
  • Questão interessantíssima...
    Tem um livro do George Mikes, The land of the rising yen, publicado no Brasil como Japão para Principiantes, que apresenta uma explicação muito boa para sua pergunta.
    O legal é que o livro não é nenhum tratado de sociologia ou geopolítica e sim um livro de viagens bem humorado, mas acrescido de um conteúdo de pesquisa e observações muito argutas do autor.

    Numa destas observações ele destaca a habilidade dos japoneses de copiar o que dá certo.
    Ele resume a coisa em para os japoneses o que dá certo é bom .
    Assim, a sociedade industrial do ocidente deu certo, logo a sociedade industrial do ocidente é boa, assim o Japão copiou a sociedade industrial do ocidente nos seus aspectos científicos, econômicos e de engenharia.

    Para exemplificar, George Mikes cita o feito histórico do comodoro Perry, comandante naval americano que forçou os japoneses a abrir seus portos na base da porrada.
    Os japoneses viram que os americanos eram fortes e decidiram copiar aquilo que fazia os americanos fortes.
    Uns cinquenta anos depois do incidente com o Comodoro, os japonses venceram uma guerra com a Rússia, então uma das maiores potências de Europa.
    Mais três décadas e meia e atacaram Pearl Harbor.

    Aí... bomba atômica... rendição... derrota... humilhação...
    Entra de novo a regra.
    Os Estados Unidos venceram, o sistema americano é bom, vamos adotar o sistema americano.
    E se tornaram capitalistas industriais.

    Tá... não é tão simples assim e tem muitos outros fatores.
    Principalmente o mérito dos americanos de terem feito tudo a seu alcance para garantir o sucesso da sociedade japonesa após a derrota na guerra.
    Só para constar, quem ensinou aos industriais japoneses o que era qualidade foi Willian E. Deming, americano a serviço de seu governo.

    E também tinha, obviamente, a questão da Guerra Fria.
    Nem a pau Juvenal que os Estados Unidos permitiriam que o Japão caísse na esfera de influência da União Soviética, como aconteceu com a China.

    O resto todo mundo sabe.

    Tinha um conhecido do meu avô que não acreditava (ou dizia não acreditar) que o Japão havia perdido a guerra e um de seus argumentos era a tecnologia japonesa, ele perguntava "Como um país arrasado por perder uma guerra poderia estar na vanguarda da tecnologia?"
  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
     editado August 9 Sinalizar
    Cameron disse:
    Tinha um conhecido do meu avô que não acreditava (ou dizia não acreditar) que o Japão havia perdido a guerra e um de seus argumentos era a tecnologia japonesa, ele perguntava "Como um país arrasado por perder uma guerra poderia estar na vanguarda da tecnologia?"

    A Alemanha também perdeu a guerra, antes da qual era tecnologicamente mais avançada que o Japão e depois passaram a disputar a vanguarda no pau a pau.
    Antes da guerra o Japão havia feito grandes progressos em termos de tecnologia militar, dos quais um dos mais bem sucedidos era o caça Mitsubishi Zero.
    Porém, nenhuma pesquisa científica relevante foi produzida no Japão naquele período.
    Enquanto alemães faziam experimentos com água pesada, desenvolviam foguetes e aviões a jato e os americanos avançavam na produção de um dispositivo de fissão nuclear, a prioridade dos japoneses era a engenharia mecânica direcionada à indústria bélica, sem grandes inovações.

    Até os anos sessenta os japoneses não tavam com esta bola toda.
    Foi a partir desta década que os investimentos maciços em educação somados ao apoio americano e mais a agressividade capitalista dos empresários japoneses viraram a mesa a favor deles.

    Um exemplo emblemático foi o microchip.
    De novo o talento japonês para transformar em prática a teoria desenvolvida por outros.
    Não foi o Japão que inventou o microchip ou pesquisou seus fundamentos físico-químicos.
    Porém os japoneses foram os primeiros a perceber o potencial revolucionário daquela nova tecnologia e em pouco tempo se tornaram líderes mundiais da eletrônica de massa.

    Exemplos como este se repetem em vários outros ramos da tecnologia industrial, sendo a mais óbvia a indústria automobilística.
    Um americano que comprasse um carro japonês nos anos sessenta seria considerado um esquisitão.  Vinte anos depois os automóveis do Japão estavam por toda parte nos Estados Unidos.

    São exemplos que mostram que a competência tecnológica dos japoneses tem aplicações muito direcionadas, bem sucedido sem dúvida, mas nada que permita duvidar que eles tivessem perdido a guerra por conta disto.
  • Passou na TV um documentário sobre a Sony. Nos anos 60, eles tentavam exportar radios para os EUA e não sabiam pq eles duravam poucos dias nas mãos dos clientes até descobrirem os efeitos da maresia  sobre os componentes eletricos.

    Nos anos 60, quem comprava moto Honda nos EUA era tido como idiota. 
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    "Copiar para criar, criar para competir, competir para vencer"
  • - Li um livro sobre isso uma vez, os Japas copiaram e depois aperfeiçoaram metodologias de gestão, ensinadas a eles por executivos americanos que participaram do plano de reconstrução.

    Abraços,
  • PercivalPercival Member
     editado August 9 Sinalizar
    Spider disse: - Li um livro sobre isso uma vez, os Japas copiaram e depois aperfeiçoaram metodologias de gestão, ensinadas a eles por executivos americanos que participaram do plano de reconstrução.

    Abraços,

    Minha mãe comentava sobre isso também. E li em alguns artigos.
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
     editado August 9 Sinalizar
    Percival disse:
    Spider disse: - Li um livro sobre isso uma vez, os Japas copiaram e depois aperfeiçoaram metodologias de gestão, ensinadas a eles por executivos americanos que participaram do plano de reconstrução.

    Abraços,

    Minha mãe comentava sobre isso também. E li em alguns artigos.

    Deming conta a história toda no livro Qualidade, a Revolução da Administração.
    Antes da disseminação destas ideias, por incrível que pareça hoje, os executivos industriais entendiam que qualidade era um problema dos técnicos de chão de fábrica.
  • Eu lembro que minha mãe comentava também que eles copiaram o modelo suiço de relógios.
      “Não fortalecerás os fracos, por enfraquecer os fortes.    Não ajudarás os assalariados, se arruinares aquele que os paga.    Não estimularás a fraternidade, se alimentares o ódio.” [Abraham Lincoln]
  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    De certa forma, é isto que torna o capitalismo tão eficiente: se estamos fazendo errado, vamos mudar para o jeito certo, não interessando a ideologia ou o país de quem inventou.

    Resultados prevalecem sobre a ideologia.
  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
     editado August 9 Sinalizar
    Percival disse: Eu lembro que minha mãe comentava também que eles copiaram o modelo suiço de relógios.
    O caso dos relógios suiços virou um exemplo clássico do que se chamou cegueira de paradigma, quando uma empresa era tão bem sucedida em sua atividade que perdia a capacidade de inovar.
    Foram os suiços que desenvolveram a tecnologia dos relógios de cristal de quartzo, mas eles estavam tão apegados aos seus relógios mecânicos que consideravam obras de arte e símbolos nacionais, que torceram o nariz para aquela inovação que simplicava e barateava os relógios.

    Os japoneses enxergaram a oportunidade e em pouco tempo eram os maiores produtores de relógios do mundo.
  • Eu lí um depoimento de um brasileiro, descendente de japoneses, que mora no Japão, em um fórum parecido com este aqui. Ele conversou com veteranos de guerra japoneses e eles disseram que só se renderam por causa da bomba atômica. E outra coisa que eles disseram: jamais permitiriam que o imperador fosse capturado.
  • Opções
    Volpiceli disse: Eu lí um depoimento de um brasileiro, descendente de japoneses, que mora no Japão, em um fórum parecido com este aqui. Ele conversou com veteranos de guerra japoneses e eles disseram que só se renderam por causa da bomba atômica. E outra coisa que eles disseram: jamais permitiriam que o imperador fosse capturado.

    O Imperador era um semideus , depois da Guerra as coisas mudaram
    http://japaoejaponeses.org/o-imperador-e-um-deus/
    https://www.magazinevoce.com.br/magazineedsonmedrado/

    O TODO É A SOMA DAS PARTES,FORTALEÇA AS PARTES FORTALECE O TODO,ENFRAQUEÇA AS PARTES ENFRAQUECE O TODO

     A primeira  coisa que um comunista faz é acabar com a história verdadeira e depois colocar livros contando a história a sua maneira

    DEFENDER A LIBERDADE JUSTIFICA A GUERRA

FONTE  http://religiaoeveneno.com.br/discussion/527/e-a-questao-moral-da-bomba-atomica-poder-se-comprar-a-um-crime-de-guerra#latest

=====================================================


=====================================================

AMIGO/GA , VAI LÁ NO YOUTUBE E DÁ UM LIKE E TAMBÉM SE inscreva  NO CANAL ! OBRIGADO !É LÁ NO YOUTUBE . MUITO GRATO !

https://www.youtube.com/watch?v=ZM28TK6FznE&t=11s
https://www.youtube.com/watch?v=-tJykFs8nwA
https://www.youtube.com/watch?v=TmRHn0ZK6jA
https://www.youtube.com/watch?v=BsdbNKzRd2c
https://www.youtube.com/watch?v=_NMBSyNVdPA



 
                                        https://www.youtube.com/watch?v=vLcd4TCyMJo


Resumo sobre a Grécia Antiga

Resumo sobre a Grécia Antiga





A Grécia Antiga, como é conhecida, abrange não um domínio, modelo governamental e povo específico, mas um conjunto de comunidades que se espalhavam nas proximidades do Mar Mediterrâneo, sendo uma civilização que se estendia muito além do país hoje existente. Apesar de dispersos geograficamente, estes vários povos uniam-se através de uma cultura comum, com mesmos costumes, mesmas crenças e uma mesma língua. Por tal semelhança, esses povos reconheciam-se como helenos, chamando de bárbaros os estrangeiros que não dividiam a mesma cultura, sendo esta a palavra-chave para entender a clássica civilização grega.
Resumo sobre a Grécia Antiga
Saiba mais sobre uma das civilizações mais influentes em cultura e religião de toda a história, nesse resumo sobre a Grécia Antiga! | Imagem: Reprodução

Sua


A educação na Grécia Antiga 






Era muito importante para a civilização que a cultura e o saber fossem difundidos amplamente, não sendo por acaso que a filosofia e as ciências ganharam destaque na Grécia Antiga. Grande parte da sociedade se mostrava educada, os meninos eram ensinados desde cedo a pensar e questionar os mistérios do mundo e meninas que, apesar de não terem os mesmos direitos dos homens, ainda eram ensinadas pelas mães a serem cidadãs cultas. O saber era tão importante que mesmo soldados eram criados para usar não apenas o físico, mas também a mente, e alguns conhecimentos chegavam a se estender até mesmo a alguns escravos.

Religião, arte e economia

  • Religião: As crenças eram de extrema importância para o povo grego, que possuíam uma das mitologias mais ricas da antiguidade, com heróis e monstros guiados pela bondade ou pela fúria de seus deuses. A religião politeísta era um grande núcleo da sociedade, uma vez que toda atividade era uma forma de honrar os deuses, de cuidar do solo para ser semeado a caçar nas florestas e até mesmo ir guerrear. Apesar de muitas culturas do passado apresentarem múltiplas divindades, o panteão grego se destaca pelo fato de seus deuses serem tão falhos quanto os próprios homens, agindo de acordo com o humor e podendo abençoar aqueles que os adoravam ou lançar uma terrível vingança sobre os que os desafiavam. Portanto, irritá-los não era uma opção.
  • Arte: Era uma das formas que os gregos tinham para agradar os deuses e honrar seus ancestrais. Principalmente através da literatura e do teatro, histórias de grandes heróis, humanos e divinos, eram propagadas e divertiam e educavam o povo. As esculturas mostraram-se uma forma de agradar os deuses e imortalizar os semideuses, e neste ponto nota-se o cuidado que havia com a estética, pois os gregos acreditavam que um belo corpo era a representação exterior de uma boa alma. Como, mais uma vez, a religião era um ponto central da sociedade, a construção de templos era cuidadosa, e a bela arquitetura influenciou e continua a influenciar até hoje.
  • Economia: Cada cidade-estado grega demonstrava autonomia econômica, mas ao mesmo tempo, a troca de serviços e produtos era uma forma de desenvolver o comércio e as amizades entre os povos. O aumento das redes comerciais entre os povos também gerou aumento do trabalho escravo, desenvolvimento marítimo e o uso das moedas.

=======================================

=======================================



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Igreja católica continua perdendo fiéis para as evangélicas

Igreja católica continua perdendo fiéis para as seitas evangélicas

Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
Perdas progressivas de católicos no Brasil

prega%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o_tl.jpg

Disse o Papa Francisco: “Há quem se aproxime de uma paróquia, por exemplo, à procura de paz, respeito, doçura, e encontra lutas internas entre os fiéis. Em vez da doçura encontra a intriga, a maledicência, as competições, as concorrências, um contra o outro”. A “ambição”, a “inveja”, o “ciúme” nas paróquias e grupos distanciam quem se (re)aproxima da Igreja: “Somos nós a afastá-los”. E não deixamos que o trabalho que faz o Espírito Santo, de atrair as pessoas, continue” (1).

Em pouco mais de sete anos, 67951 organizações religiosas ou instalações filosóficas foram fundadas em nossa pátria. A expansão das crenças religiosas tornou-se um dos fenômenos mais importantes do Brasil nos últimos anos. No total, desde janeiro de 2010, 67951 entidades classificadas como "organização religiosa ou filosófica" ao organismo competente, uma média de 25 por dia foram registradas. De acordo com o jornal O Globo, a enorme expansão pode ser explicada por várias razões, incluindo a relativa facilidade burocrática do procedimento, o crescimento da fé pentecostal e até mesmo a crise econômica que afeta o país e que leva as pessoas a procurar soluções para seus problemas (2).

Em fins de 2016, o Instituto Datafolha publicou uma pesquisa que fez ressoar uma campainha de alarme na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O estudo mostra que, nos últimos dois anos, 9 milhões de pessoas abandonaram o catolicismo no país. Em 2014, a porcentagem da população que declarava ser católica era de 60%, ao passo que em dezembro de 2016 baixou para 50%. No mesmo período, os fiéis pentecostais ou neopentecostais passaram de 18% a 22%. Embora a recente baixa na porcentagem de católicos não foi acompanhada por uma ampla expansão dos fiéis pentecostais ou neopentecostais, o que preocupa os bispos é outro dado: a metade dos que declaram ser pentecostais ou neopentecostais provém da Igreja Católica, onde haviam crescido.

Recentemente, a CNBB organizou um encontro para discutir o crescimento das igrejas pentecostais e neopentecostais. As conclusões identificam diversas causas: os evangélicos contam com uma estrutura mais dinâmica e podem chegar às pessoas de uma forma mais rápida, em qualquer lugar onde estejam; aproveitam a ingenuidade ou a má formação dos católicos – sobretudo, os que vivem nas zonas rurais ou nas periferias das grandes cidades – e levam adiante uma intensa propaganda contra o catolicismo; por último, os evangélicos recorrem a uma forte carga emocional para atrair as pessoas (3).

1.jpg
A Perda  Acelerada de Católicos no Brasil

O Instituto Datafolha tem feito pesquisas sobre o perfil religioso da população brasileira. O que estas pesquisas confirmam é aquilo que os censos demográficos mostram com bastante clareza: o Brasil está passando por uma transição religiosa. Os católicos perdem espaço e encolhem ao longo do tempo. Os evangélicos, em suas diferentes denominações, são o grupo que mais cresce. Aumentam as demais denominações não cristãs e o número de pessoas que se declaram sem religião. Isto quer dizer que o Brasil está passando por uma mudança de hegemonia entre os dois grupos cristãos (católicos e evangélicos), ao mesmo tempo em que aumenta a pluralidade religiosa, pois cresce e diversifica a proporção das filiações não cristãs.

Nos 22 anos da série Datafolha, os católicos caíram 25%, os evangélicos subiram 15%, os sem religião aumentaram 9% e as outras religiões tiveram um ligeiro aumento de 1%. A perda dos católicos tem sido de 1,14% ao ano, enquanto os evangélicos crescem 0,68% ao ano. Fazendo uma projeção linear destas tendências até 2040, percebe-se que, em 2028, os evangélicos (com 37,2%) vão ultrapassar os católicos (com 36,4%). Em 2040, os católicos cairiam para 22,7% e os evangélicos subiriam para 45,4%. Os cristãos (católicos + evangélicos) que eram 79% em 1994, caíram para 73,6% em 2016 e devem ficar em 68% em 2040, conforme mostra o gráfico abaixo.

2.jpg

Crescimento dos Desigrejados No Brasil

Crescimento ainda mais espantoso apresentou o grupo de evangélicos que se declararam “sem vínculo denominacional”, denominado de “desigrejados”. Nos dez anos separando os censos de 2000 e 2010 o numero de evangélicos assim declarados partiu de pouco mais de um milhão de pessoas chegando a impressionantes 9.218.129 de crentes brasileiros. Um crescimento de mais de 780%. Nenhum outro grupo de evangélicos arrolados no censo experimentou crescimento semelhante. O conjunto da população evangélica cresceu 61,45% e a denominação com o maior crescimento foi a Assembleia de Deus com 46,28% (com 8,4 milhões de fiéis em 2000 e 12,5 milhões de fieis em 2010).

O grupo "evangélicos sem vínculo denominacional” foi o maior responsável pelo crescimento da população evangélica brasileira e representa hoje 21,8% do total dos evangélicos, sendo um grupo maior, portanto, do que a soma de todos os crentes vinculados a denominações evangélicas de missão (presbiterianos, metodistas, batistas, luteranos, congregacionais, adventistas e outros), os quais, somam pouco mais de 7,6 milhões de evangélicos (4).

É de grande relevância ressaltar o crescimento do islamismo em nosso país. Cerca de 1,5 milhão (5).

Conclusão

Não há como conter o vulcão do crescimento do pentecostalismo, das seitas, dos sem-religião, dos desigrejados no Brasil. O esquema montado e executado com agressividade proseletista, encurrala e promove decadências nas igrejas cristãs históricas. O esquema é o seguinte: poder financeiro, conchavo político, mídia, espetacularização do show religioso, culto à personalidade e manipulação pela ganância de uma vida melhor via a teologia da prosperidade e a teologia da retribuição de barganhar o céu pelos dízimos e ofertas. Fundamentados na doutrinação e na dominação de milicianos de fiéis como mina de ouro, de votos e de sustentação de poder econômico, político e religioso. É muito triste contemplar pessoas de boa fé sustentar impérios religiosos corruptos!

Resta tão somente para os seguidores de Jesus de Nazaré, viver de fato e de verdade seu ensinamento de amor, ajudar os necessitados, praticar a justiça, acolher na comunidade com espírito fraterno e com a vida anunciar a Boa Nova do Reino de Deus.

Frei Inácio José do Vale
Professor e Conferencista
Sociólogo em Ciência da Religião
Doutor em História do Cristianismo
Formador dos Irmãozinhos da Fraternidade de Charles de Foucauld
E-mail: pe.inacio.jose@gmail.com

_____________________________________________
Fontes:
(1) http://www.snpcultura.org/intriga_destroi_paroquias.html
(2) http://www.lavoz.com.ar/mundo/desde-2010-cada-hora-se-inscribe-una-nueva-iglesia-en-suelo-de-brasil
(3) http://palavraviva.com/home/index.php/noticias/noticias-igreja/4440-catolicos-que-deixam-a-igreja-porque-o-fazem-cnbb-reflete-
(4) http://www.genizahvirtual.com/2013/10/quantos-sao-os-desigrejados-evangelicos.html
(5)http://istoe.com.br/349181_OS+CAMINHOS+DO+ISLA+NO+BRASIL/ 
http://www.icatolica.com/2017/08/perdas-progressivas-de-catolicos-no.html#more
 0  0  0  New

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

BONS FILMES

RAINHA MARGOT 
 


 ==============
                                                             
                                                                  AMADA AMANTE


==============
ESPERANÇA MORTAL



=====





Sobre as Provas Metafísicas da Existência de Deus

Sobre as Provas Metafísicas da Existência de Deus
Publicado originalmente em 26 Mar 2011, 12:47

Por Acauan

É recorrente em debates entre religiosos e ateus a citação por parte dos religiosos das chamadas provas metafísicas da existência de Deus, geralmente As Cinco Vias propostas por Sto. Tomás de Aquino, citação frequentemente acompanhada de um desafio à refutação ou alguma referência insultuosa à inteligência do interlocutor ateu por ousar não crer no que estaria tão definitivamente provado.

Também é recorrente em debates minimamente informados sobre a História das Idéias que o ateu cite as contestações à metafísica de Kant e Husserl, nominalmente ou não, recebendo as réplicas esperadas que por sua vez também podem ser postas em dúvida. Em seu status quaestionis o debate é inconclusivo e terminam as partes acreditando naquilo que optaram por acreditar.

Já nos debates de Internet, geralmente orientados pelo que responde a primeira página do Google sobre o tema em discussão, se nota que as citações disponíveis sobre as provas metafísicas são postas e rebatidas sem deixar claro se a lógica do debate é compreendida em seus princípios básicos.

O primeiro ponto que raramente vejo discutido nestes debates é o significado e abrangência do conceito de prova.
Provar uma afirmação é apresentar evidências e argumentos que demonstrem sua veracidade, com um grau de certeza suficiente para desacreditar os argumentos e evidências que propõem que a afirmação seja falsa.

Como uma prova é constituída de evidências e argumentos, a abrangência da prova é limitada à abrangência dos argumentos e evidências que a constituem.
Quanto mais abrangente é o que se intenciona provar, mais abrangentes devem ser as evidências e argumentos usados como prova, ou seja, a prova vale até onde sabemos válidos seus argumentos e evidências.

Assim, as únicas provas absolutas conhecidas são as matemáticas, uma realidade abstrata na qual a abrangência da prova contém o que se pretende provar sem incertezas ou possibilidades alternativas.

A metafísica por sua vez estuda a realidade concreta que percebemos visando uma compreensão de sua estrutura e funcionamento que nos permita tirar conclusões sobre aspectos desta realidade situados além de nossa percepção.

Obviamente, qualquer prova metafísica só é válida dentro da abrangência da metafísica, ou seja, até onde admitimos as premissas da metafísica como verdadeiras, sendo suas premissas essenciais tomadas da hipótese de que a realidade concreta é necessariamente coerente, isenta de absurdos e apreensível pela razão humana.

Na metafísica parte-se de um conhecimento e experiência finitos, tomando-se por verdadeiro que tal finito represente uma amostra significativa do total absoluto da realidade e, baseado em tal confiança, tira-se conclusões de abrangência infinita, como as provas da existência de Deus. Ou seja, a metafísica, tira conclusões sobre o todo a partir do que sabe sobre a parte.

Na matemática é perfeitamente correto tirar conclusões sobre o infinito a partir do finito. Não importa que a circunferência tenha infinitos pontos, bastam três pontos para definir exatamente todos os demais infinitos pontos constituintes.

A metafísica faz sentido para explicar uma realidade criada e mantida por uma racionalidade divina, o que torna esta realidade específica uma premissa metafísica e implica que conclusões metafísicas sobre a veracidade da ordem racional divina da realidade caem em petição de princípio.

É importante lembrar que nas Cinco Vias Sto. Tomás de Aquino não conclui diretamente pela existência de Deus e sim que a realidade observada necessita de certos elementos para sustentar sua coerência racional e associa estes elementos "ao que chamamos Deus", nas palavras do filósofo.

Pode-se dizer que as Cinco Vias não provam a existência de Deus e sim que apresentam a "hipótese Deus" como explicação racionalmente sustentável para a coerência do cosmo.

A "hipótese Deus" como apresentada pela metafísica não se configura como prova de existência por não eliminar outras hipóteses e por só ser válida dentro das premissas estritas de que a coerência cósmica tida como verdadeira pela metafísica seja um fato e não uma interpretação do observador humano.
Também não se sustenta como demonstração de veracidade da afirmação "Deus existe" e sim como solução teórica para o problema da racionalização da existência de Deus, pois demonstrar em tese que a existência de um suposto ser explicaria determinados fatos não implica que este ser de fato exista.

Esta questão não passou despercebida a Sto. Tomás de Aquino, que declarou explicitamente a superioridade do ontológico sobre o lógico ao criticar o argumento de Sto. Anselmo, que propunha provar a existência de Deus com um argumento que, em última instância, se revela apenas um jogo de palavras.

Provar entidades infinitas só é possível em uma realidade matemática ou similar à matemática, na qual as propriedades de uma fração finita são idênticas às propriedades do todo infinito.
Em qualquer outra realidade em que esta lei não seja válida, qualquer fração finita é insignificante diante do todo infinito e, portanto, nenhuma prova cujas evidências e argumentos estejam contidos nesta fração terão abrangência suficiente para demonstrar a veracidade do todo infinito que pretendem provar.

No mais, a razão mais elementar entende que o autoevidente dispensa prova.

Com o justo reconhecimento à sabedoria de Sto. Tomás de Aquino, todo o mais para além do autoevidente só encontra provas absolutas na Fé pessoal.
0 0 0 New




  • Fernando_SilvaFernando_Silva Administrator, Moderator
    editado August 6 Sinalizar
    Resumindo: as 5 vias de Tomás de Aquino mostram que a existência de um deus é uma hipótese a ser considerada, mas não prova que ele existe e nem descarta outras hipóteses.

    O fato de que uma coisa pode existir não implica em que ela exista.

    E muito menos determina qual dos milhares de deuses inventados pela humanidade é o verdadeiro.

  • AcauanAcauan Administrator, Moderator
    editado 12:23PM Sinalizar

    Fernando_Silva disse:
    O fato de que uma coisa pode existir não implica em que ela exista.

    Além de as conclusões contrariarem as premissas:

    Premissa: Todo ato tem uma causa que precede o ato;
    Desenvolvimento: Se todo ato tem uma causa que lhe precede, isto resulta numa regressão infinita que só pode ser solucionada admitindo-se uma Causa Primeira;
    Conclusão: Existe uma Causa Primeira que não tem causa.

    Premissa: Um corpo parado que passa a se mover tem seu movimento iniciado por algo que já se move;
    Desenvolvimento: Se tudo que se move teve seu movimento iniciado por outro movente, de novo a regressão infinita;
    Conclusão: Existe um Motor Imóvel que inicia o movimento de outros corpos sem se mover.

    Ou seja, conclui-se que existe um Ato sem causa partindo da premissa que todo ato tem causa e conclui-se pelo motor imóvel partindo da premissa que todo movente o é por conta de outro.