sábado, 30 de setembro de 2017

Desemprego volta a cair no Brasil no trimestre encerrado em agosto

Desemprego volta a cair no Brasil no trimestre encerrado em agosto

 

Desemprego volta a cair no Brasil no trimestre encerrado em agosto
O índice de desemprego no Brasil caiu a 12,6% no trimestre concluído em agosto, dois décimos a menos que o registrado no período de maio-julho, o que está de acordo com as expectativas dos analistas para um mercado que avança estimulado por trabalhos informais.
O indicador divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE mostra que o país tem 13,1 milhões de pessoas sem emprego, um reflexo das consequências da recessão econômica de 2015 e 2016, a pior da história do país.
"É comum que após crises econômicas o primeiro passo da recuperação aconteça por meio da informalidade", afirmou Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento no IBGE.
Apesar da queda, o desemprego está acima dos 11,8% registrados entre junho e agosto de 2016. O índice atingiu o nível máximo de 13,7% no primeiro trimestre deste ano e depois iniciou uma trajetória de queda, que prossegue por cinco meses consecutivos.
Ao contrário do mês passado, quando o indicador surpreendeu os analistas com uma queda mais expressiva que a esperada, o resultado de agosto está em sintonia com os 12,7% previstos pelas 24 instituições financeiras consultadas pelo jornal Valor.
Apesar do número de pessoas com trabalho no trimestre junho-agosto ter registrado aumento a 91,1 milhões, contra 90,1 milhões do mesmo período em 2016, os empregos formais do setor privado caíram 2,2%, a 33,4 milhões.
A recuperação da economia, ainda em uma fase incipiente, é a principal bandeira do governo do presidente Michel Temer, que defende um plano de ajuste e políticas menos intervencionistas que as adotadas durante os quatro mandatos do PT, cortadas abruptamente em 2016 com o impeachment de Dilma Rousseff.
A inflação caiu no último ano e o Banco Central iniciou um ciclo de cortes nas taxas de juros, apesar das consequências das investigações de corrupção no governo, incluindo algumas que atingem o presidente.
Temer foi acusado pela Procuradoria Geral da República de comandar uma organização criminosa para desviar recursos públicos, um caso que está sendo examinado pela Câmara do Deputados. Também é o presidente com menor aprovação desde a redemocratização de 1985: apenas 3% dos brasileiros o apoiam, segundo uma pesquisa do Ibope publicada na quinta-feira.

Cinquenta países começam troca automática de dados fiscais

Cinquenta países começam troca automática de dados fiscais

 

Cinquenta países vão começar a trocar automaticamente, a partir deste sábado, dados fiscais de seus habitantes, mais um passo na direção do fim do sigilo bancário, mas que não resolve todos os problemas relacionados à fraude fiscal.
Em 30 de setembro, os território britânicos de Anguila, Bermudas e Ilhas Caimans, entre outros, deixaram de ser paraísos fiscais e se tornaram os primeiros países a compartilhar automaticamente os dados bancários de seus cidadãos, uma medida demandada pela Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A lista dos primeiros 50 países inclui quase todos os Estados-membros da União Europeia (a Áustria vai entrar daqui a um ano), dez territórios dependentes do Reino Unido e da Dinamarca, bem como alguns membros destacados do G20, como África do Sul, Argentina, Coreia do Sul, Índia e México.
A partir de sábado, se um francês, por exemplo, abrir uma conta em Liechtenstein, o fisco de Paris não vai precisar pedir informação ao de Vaduz, já que será comunicado automaticamente do saldo bancário, bem como dos juros, dividendos e outros lucros das vendas de ações e títulos.
Essa mudança é fruto de uma década de combate à evasão fiscal, que se tornou uma prioridade mundial após a crise financeira de 2008.
Uma segunda série de países vai aplicar a mesma medida a partir de setembro de 2018, entre eles, várias nações conhecidas por sua discrição, como Andorra, Mônaco, Singapura, Suíça, além de Brasil, China, Rússia e Japão.
Os Estados Unidos, um dos grandes ausentes do dispositivo mundial, já contam com dezenas de acordos bilaterais acerca do intercâmbio de dados bancários, especialmente com Luxemburgo, Mônaco e Suíça.
- 'Um passo à frente' -
"É o fim definitivo do sigilo bancário", disse Pascal Saint-Amans, diretor do centro de política e administração fiscal da OCDE. "Tanto se a conta for aberta em nome próprio, ou por meio de um truste, ou uma empresa no Panamá, será declarada".
A fraude fiscal não vai desaparecer, contudo, de um dia para o outro. Mas agora, para esconder dinheiro no exterior, será preciso passar por "advogados corruptos e instituições financeiras duvidosas", ou seja, usar "circuitos extremamente complexos e muito mais arriscados", explica.
O intercâmbio automático "muda profundamente a natureza das coisas". Por exemplo, "os banqueiros suíços já não aceitam os clientes que não declaram seus ativos" e "muita gente declarou suas contas no exterior", garante. A OCDE estima que são pelo menos "500 mil no mundo, com 85 bilhões de euros de impostos coletados".
"É claramente um passo à frente", que vai permitir encontrar os menos organizados, reconhece Manon Aubry, porta-voz da organização Oxfam na França.
A ONG continua, entretanto, cética a respeito da identificação dos proprietários de trustes e outras fundações, que "avança na Europa, mas fica estagnado a nível global", e em relação à plena cooperação de certos Estados, como a Suíça.
- E as empresas? -
Desde o escândalo do "Luxleaks", os membros da UE trocaram mais de 9 mil documentos, mas para a Oxfam "o que está em jogo é a difusão dessas informações", já que "por trás, pode haver uma pressão da sociedade civil e da mídia".
Anne-Laure Delatte, diretora-adjunta do Centro de Estudos Prospectivos e de Informações Internacionais (CEPII), concorda. O órgão analisou a presença e a atividade dos bancos europeus nos paraísos fiscais.

Petróleo fecha em alta em Nova York e Londres após semana agitada

Petróleo fecha em alta em Nova York e Londres após semana agitada
 

 
Plataforma de petróleo perto de Tioga, na Dakota do Norte, em 21 de agosto de 2013
O petróleo teve leve alta nesta sexta-feira (29) em Nova York e em Londres, após uma semana agitada pelas tensões no Curdistão iraquiano.
O barril de light sweet crude (WTI) para novembro avançou 11 centavos e fechou em 51,67 dólares no New York Mercantile Exchange (Nymex).
Em Londres, o barril de Brent do Mar do Norte para dezembro fechou com alta de 13 centavos, a 57,54 dólares.
WTI e Brent subiram no começo da semana, mas os preços caíram quando investidores decidiram realizar seus lucros.
A votação maciça pela independência do Curdistão iraquiano sustentou os preços elevados. Essa região produz pouco mais que meio milhão de barris diários, e a Turquia ameaçou de impedir que suas exportações passem por seu território.
Contudo, até agora, a Turquia não parece ter concretizado sua represália.
"Quando a oferta mundial melhora, o geopolítico ganha mais peso. A situação da minoria curda aumenta o temor de uma interrupção da distribuição", explicou Phil Flynn do Price Future Group.
"Deve haver um aumento brutal de preços se a Turquia cortar o fornecimento, como ameaçou fazer", alertou, por sua vez, Gene McGillian do escritório Tradition Energy.


EUA amplia sanções por interferência de Moscou na Ucrânia

EUA amplia sanções por interferência de Moscou na Ucrânia
 
EUA amplia sanções por interferência de Moscou na Ucrânia
Os Estados Unidos ampliaram nesta sexta-feira (29) as sanções financeiras a bancos e empresas russas por ingerência de Moscou na Ucrânia.
O departamento do Tesouro disse que almeja dificultar o financiamento, a longo prazo, de empresas russas, tanto financeiras, quanto de óleo e gás.
Desde 28 de novembro, as financeiras que já estavam na lista negra das sanções não poderão negociar títulos com vencimentos superiores a 14 dias, disse o Tesouro. Antes, eram permitidos até 30 dias.
As empresas de petróleo e gás, também já sancionadas, só poderão obter empréstimos de até 60 dias. O limite anterior era de 90 dias.
A medida anunciada nesta sexta mira, especialmente, os principais bancos russos e gigantes de energia, entre eles, Gazprom, Lukoil e Transneft.
O Tesouro manteve a proibição de que essas empresas negociem novas emissões de ações.
Desde que os Estados Unidos e a Europa impuseram, em 2014, sanções a suas emissões da dívida e de títulos, as empresas russas têm tido cada vez mais dificuldades para conseguir financiamento em dólares ou em euros.
As sanções foram impostas em 2014, após a Rússia anexar a região ucraniana da Crimeia.

Irã proíbe importação e exportação de derivados de petróleo com o Curdistão

Irã proíbe importação e exportação de derivados de petróleo com o Curdistão

Teerã, 30 set (EFE).- As autoridades iranianas anunciaram neste sábado que proibirão a importação e exportação de derivados do petróleo com a região do Curdistão iraquiano, que recentemente realizou um referendo de independência rejeitado por Teerã.
Segundo um comunicado do Ministério de Estradas e Desenvolvimento Urbano, publicado pela agência oficial "IRNA", esta medida permanecerá vigente "até próximo aviso" e foi adotada por causa das "recentes mudanças na região".
O departamento pediu às "companhias de transporte internacional e aos motoristas ativos que não carreguem nem levem combustível ao/do Curdistão".
Esta proibição ocorre após o Parlamento iraquiano ter solicitado ao governo que assuma o controle das jazidas de petróleo do Curdistão, e a Turquia anunciar que só comprará o petróleo desta região através de Bagdá.
O governo iraniano se opôs desde o início ao referendo do Curdistão iraquiano da segunda-feira passada, no qual o "sim" ganhou com mais de 92% dos votos.
O Irã só reconhece um Iraque unido e o governo central de Bagdá, a pedido do qual fechou o espaço aéreo aos voos com a região curda na véspera do referendo.
Há dois dias, a Guarda Fronteiriça do Irã advertiu que está "totalmente" preparada para "defender as fronteiras e evitar qualquer ameaça".
As Forças Armadas iranianas mobilizaram mísseis nas fronteiras ocidentais do país com o Iraque e o Corpo dos Guardiões da Revolução efetuou manobras militares na região.
O Irã, da mesma forma que a Turquia, também firmemente contrário ao referendo, tem grandes interesses econômicos na região do Curdistão e conta com milhões de cidadãos curdos. EFE

Cientistas corrigem mutação em embriões humanos com edição de genoma

Cientistas corrigem mutação em embriões humanos com edição de genoma


Por Mariëtte Le Roux
A equipe usou o chamado "editor de base" - uma adaptação da ferramenta de recorte de DNA CRISPR-Cas9 - para corrigir uma única "letra" mutada entre cerca de três bilhões na intrincada codificação do genoma humano
Cientistas chineses usaram uma versão adaptada de uma polêmica técnica de edição de genoma para corrigir uma mutação causadora de doenças em embriões humanos, um avanço inédito que foi recebido com cautela por outros especialistas nesta quinta-feira.
A equipe usou o chamado "editor de base" - uma adaptação da ferramenta de recorte de DNA CRISPR-Cas9 - para corrigir uma única "letra" mutada entre cerca de três bilhões na intrincada codificação do genoma humano.
Esta mutação pode fazer com que humanos nasçam com beta-talassemia, um transtorno genético do sangue potencialmente fatal.
"Este estudo demonstrou a viabilidade de curar doenças genéticas em embriões humanos com o sistema de editor de base", escreveram os pesquisadores na revista especializada Protein & Cell.
A revista provocou controvérsia em 2015, quando publicou um artigo no qual os mesmos autores relataram experiências com a CRISPR-Cas9 para modificar o gene da talassemia.
Esse artigo gerou pedidos de interrupção das experiências envolvendo a edição genética de embriões humanos.
Muitos temem que essa tecnologia possa levar ao chamado "design de bebês", ou seja, à criação de humanos com determinadas características físicas e cognitivas.
Para o novo estudo, Puping Liang, da Universidade Sun Yat-sen na China, e uma equipe usaram uma técnica baseada na CRISPR-Cas9, que permite que os cientistas removam e substituam uma cadeia defeituosa de DNA com grande precisão.
Em vez de usar a proteína Cas9 como "tesoura" para eliminar a "letra" mutada, eles usaram uma enzima para modificá-la.
- Implicações éticas -
O DNA, o manual de instruções para as células gerarem e sustentarem a vida, se parece com uma espiral em forma de zíper - sendo os dentes de cada fio "pares de bases" de "letras" codificadas que são compatíveis quimicamente umas com as outras.
A adenina se une à timina para criar o par de base A-T, enquanto a citosina se emparelha com a guanina formando o par C-G.
A talassemia pode ser causada por uma letra "A" convertida em "G" em uma localização específica do gene.
Para o estudo, a equipe mudou quimicamente o parceiro "C" do "G" mutante, para um "T".
Isso faria com que o "G" mutante se convertesse automaticamente em um "A", explicou o especialista Robin Lovell-Badge, do Instituto Francis Crick, que não esteve envolvido no estudo, através do Science Media Center.
O método eliminou a necessidade de recortar o DNA, e a equipe teve sucesso em uma de cada cinco vezes.
Eles trabalharam com embriões clonados que foram mantidos vivos por alguns dias para fins de experimentação em laboratório.
Observadores disseram que a técnica pareceu ser uma melhoria no padrão CRISPR-Cas9.
"Este estudo poderoso arroja nova luz sobre a correção precisa de genes para transtornos genéticos", comentou Helen Claire O'Neill, da University College London. "Resta saber se a eficiência (...) pode ser melhorada".
Para Darren Griffin, professor de genética da Universidade de Kent, o artigo mostrou que "as implicações éticas da manipulação de genes em embriões precisam de um exame minucioso onde a segurança seja de extrema preocupação".
Cientistas baseados nos Estados Unidos relataram, em agosto, ter usado a CRISPR-Cas9 para reparar uma mutação causadora de doenças no DNA de embriões humanos em estágio inicial.
Na semana passada, cientistas britânicos disseram que usaram a CRISPR-Cas9 para revelar o papel de um gene fundamental no desenvolvimento inicial de embriões humanos.

EUA retiram pessoal diplomático em Cuba

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira sua decisão de retirar a maior parte dos funcionários de sua embaixada em Havana, a suspensão da emissão de vistos na sede, por riscos de ataques. O secretário de Estado americano disse que as relações entre os países serão mantidas.
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