quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Crítica à gestalt da percepção visual

Crítica à gestalt da percepção visual

Porque o design não está sujeito a leis rígidas.
Percepção da ovelha negra
VER AS IMAGENS NA FONTE 
A percepção visual é um fenômeno difícil de explicar, pois é o ponto de contato, a interface, entre o mundo físico e o mundo mental. A biologia explica o processo até a estimulação da luz sobre os cones e bastonetes no fundo do olho, mas não pode dizer como essa estimulação leva a formação de imagens. Não há como extrair uma imagem das entranhas do cérebro, embora já se tenha tentado fazer isso. A imagem se forma na mente, que é uma abstração mantida pelo cérebro para o ser-vivo se adaptar melhor ao meio-ambiente em que vive.
A percepção é fundamental para a sobrevivência, pois é com base no conhecimento do meio-ambiente que a mente engendra seus planos de ação. Sendo assim, a percepção transforma os estímulos da luz em relações entre imagens e o meio-ambiente em que vive a pessoa.
A percepção pode provocar reações rápidas como no caso de estar escrevendo um texto num editor de texto e de repente ver uma tela toda azul. Não é a cor azul que lhe causa ansiedade, mas sim a ameaça de perder seu trabalho, pois esta tela é completamente diferente da que você estava anteriormente. A relação entre a imagem e o meio-ambiente indica perigo. Após algumas reincidências do caso, pode ser que sua percepção se acostume com o estímulo e transforme a ansiedade em raivapelos autores do software ou num estranho prazer.
Camiseta com a tela azul
O resultado da percepção de um arranjo visual é, portanto, determinado pelas relações que a pessoa faz entre as imagens e seu contexto. Essas relações são únicas para cada pessoa e cada contexto, mas são balisadas nas experiências prévias da pessoa.
Certa vez, um pesquisador mostrou fotografias a uma tribo indígena que tinha tido pouco contato com nossa cultura ocidental e eles simplesmente não conseguiram entender que ali haviam objetos representados, pois sua percepção não estava treinada para converter a imagem bidimensional da foto numa cena tridimensional. Em nossa cultura, estamos tão acostumados a fazer isso que existe grande possibilidade de você ver primeiro um cubo na figura abaixo, embora o que esteja desenhado seja uma série de linhas.  
Hexágono que parece cubo
Essa figura é usada como exemplo para a lei de Prägnanz, que determina que a percepção de uma forma segue a melhor Gestalt possível. Melhor aqui é entendido como harmônico, regular, ordenado e simples. Se a lei está certa, as pessoas deveriam ver a forma mais simples primeiro — um hexágono, mas não é o que aconteceu quando expus a imagem em meu blog. Muitas pessoas comentaram que viram um cubo primeiro. Provavelmente um gestaltista ortodoxo diria que não repeti o experimento como no original, num laboratório, sem influências de contexto, e por isso não deu certo. Minhas explicações, o lugar em que estava publicado, as pessoas que leram, tudo isso interferiu no resultado do teste.
Entretanto, os próprios livros de gestalt fazem isso descaradamente. Ao apresentar a lei de fechamento, eles dizem para olhar para a figura abaixo e ver 4 pacmans:
Um retângulo escondido entre pacmans
Na verdade eles pedem para que você veja um retângulo branco no centro. Quem viu 4 pacmans pode entender o poder que tem a influência do contexto sobre a percepção. Quem não viu os pacmans, que veja nessa outra figura:
Tela do jogo Pacman
Se as leis só se confirmam dentro de um laboratório, que utilidade têm para um produto que inevitavelmente estará sujeito a todo tipo de influências de contexto quando for percebido, como é o caso da tela do jogo acima?
A verdade é que não existem leis universais da percepção.
Se as leis da percepção realmente existissem, como sustenta a Psicologia Gestalt, então a percepção seria controlável mediante o domínio das leis. Bastaria descobrir todas essas leis para montar um algoritmo que geraria layouts automaticamente a partir das reações perceptuais desejadas, dispensando a atuação de um designer humano. A maior contribuição do designer humano não é a aplicação de leis, mas sim a escolha dos estímulos mais interessantes para os diversos contextos de uso. Através desses estímulos, o designer pode até inaugurar novas formas de percepção.
Se os gestaltistas admitem que a percepção é influenciada pela experiência prévia, porque não seria a percepção também influenciada pelas novas experiências?

a gestalt dinâmica




Tais questionamentos não visam descartar a aplicação da Psicologia Gestalt no Design, mas sim atualizá-la. Se considerarmos a gestalt de um artefato como um todo em transformação, sua aplicação se torna interessante para entender melhor alguns aspectos do design de interação, por exemplo.
Enquanto o design gráfico trabalha com formas visuais e o design de produto com formas físicas, o design de interação trabalha com formas imateriais. Uma tela congelada de um software não pode representar sua totalidade, pois não estão representadas inúmeras qualidades que só se realizam no momento de uso. Só enquanto o software é usado é possível perceber a dimensão do tempo, que se manifesta de forma não-linear. À soma dessas qualidades, Jonas Löwgren dá o nome de gestalt dinâmica, ou seja, a percepção geral das interações, sensações e situações que são proporcionadas pelos artefatos interativos.
Acho que é aquele “gostinho” inexplicável que sinto logo que compro um novo gadget. No meu caso, enquanto a usabilidade vai bem, a percepção geral é muito favorável, mas quando tenho problemas, essa percepção é afetada. Outras pessoas menos “usabilidoidas” valorizam outras qualidades do produto, portanto, a gestalt dinâmica varia de pessoa para pessoa.
Creio que a proposta do Experience Design é justamente estudar essa gestalt dinâmica. Além do livro do Nathan Shedroff, vi pouca coisa discutindo a relação do todo com as partes. Em geral, vejo designers utilizando o termo como mero guarda-chuva para discutir uma parte do todo como a usabilidade, arquitetura da informação, design de interação, design gráfico, design emocional e etc. Deve ser porque, para complicar ou simplificar, o todo é maior que a soma das partes.

FONTE http://www.usabilidoido.com.br/critica_a_gestalt_da_percepcao_visual.html

Teoria da Gestalt - Elementos da Linguagem Visual

Teoria da Gestalt 

Elementos da Linguagem Visual 

A arte se funda no princípio da pregnância da forma. A psicologia da Gestalt foi fundada por pensadores alemães como Max Wertheimer, Wolfgang Kohler e Kurt Koffka e foca em como as pessoas interpretam o mundo. A perspectiva da Gestalt se formou em parte como resposta ao estruturalismo de Wilhelm Wundt que se concentrou em quebrar os eventos e experiências mentais aos menores elementos. Max Wertheimer observou que seqüências rápidas de eventos e percepções tais como linhas de luzes piscando criam a ilusão de movimento, mesmo quando não há nenhum. Isso é conhecido como o fenômeno phi. As imagens em movimento são baseadas neste princípio, ou seja, numa série de imagens aparecendo rápida e sucessivamente para dar forma a uma experiência visual contínua. De acordo com a psicologia da Gestalt, o todo é diferente da soma de suas partes. Com base nesta crença, psicólogos da Gestalt desenvolveram um conjunto de princípios para explicar a organização perceptiva, ou a forma como a mente agrupa pequenos objetos para formar outros maiores. Estes princípios são muitas vezes referidos como as "leis da organização perceptiva" No entanto, é importante notar que enquanto os psicólogos da Gestalt chamam esses fenômenos de "leis", um termo mais preciso seria "princípios" Estes princípios são muito parecidos com heurísticas, que são atalhos mentais para resolver problemas. Clique nos links abaixo para saber mais informações e exemplos das diferentes leis de organização perceptual da Gestalt. 

Leis ou princípios da Gestalt - Percepção da forma 

Você já notou como uma série de luzes piscando parecem estar em movimento? De acordo com a psicologia da Gestalt, esse movimento aparente acontece porque nossas mentes preenchem a falta de informação. No caso das luzes, o apagar de uma luz com o imediato acender da próxima luz está para a nossa mente como se a primeira luz tivesse se deslocado da primeira posição para a segunda, o que é interpretado como se a primeira luz nunca tivesse se apagado e na verdade, tivesse simplesmente se deslocado de sua posição inicial para a posição da segunda lâmpada. Esta crença de que o todo é maior do que a soma das partes individuais levaram à descoberta de vários fenômenos diferentes e ao mesmo tempo muito relacionados entre si que ocorrem durante a percepção: 

Unidades e leis da Unificação, da Segregação 

A unidade e a unificação junto a segregação são princípios distintos da Gestalt, contudo, podem ser perfeitamente observadas no gráfico abaixo. Tendemos a observar primeiramente um quadrado grande (unificação) e depois observamos que na verdade ele é formado de vários e vários quadradinhos menores (segregação) dispostos de tal forma a dar a impressão de um quadro grande. Somos capazes de distinguir duas unidades muito distintas no gráfico abaixo: o quadro grande, e cada um dos quadrinhos pequenos. 
VER GRÁFICO NA FONTE 

Gestalt - Unidades, Unificação e Segregação

 Lei da Similaridade

 A lei da similaridade sugere que elementos similares tendem a aparecer agrupados. O agrupamento pode ocorrer inclusive em ambos os estímulos visuais e auditivos. Itens similares tendem a ser agrupados juntos. Na imagem abaixo, o "triângulo laranja" na verdade não existe. 
VER GRÁFICO NA FONTE 

 Lei da Pregnância (ou Prägnanz) 

Prägnanz é um termo alemão que significa "boa figura". A lei de Pragnanz é muitas vezes referida como a lei da boa figura ou a lei da simplicidade. Esta lei afirma que os objetos são vistos de uma maneira que faz parecer tão simples quanto possível. No gráfico abaixo, observamos primeiramente o que de mais simples pode ser observado, no caso, um emaranhado de linhas formando quadrados menores e maiores. Só depois de alguma observação percebemos que são na verdade três quadrados dispostos na diagonal descendente.
VER GRÁFICO NA FONTE 

Lei da Proximidade 

De acordo com a lei da proximidade, as coisas que estão próximas umas das outras parecem estar agrupadas. Os círculos abaixo aparentam estar agrupados numa coluna e numa linha, o que na verdade não tem nada a ver com a circunstância, pois nada mais são do que círculos independentes posicionados uns mais próximos do que outros. 
VER GRÁFICO NA FONTE 

Lei da Continuidade 

A lei da continuidade afirma que os pontos que são conectados por linhas retas ou curvas são vistos de uma forma que se segue o caminho mais suave. Ao invés de ver linhas separadas e os ângulos, as linhas são vistos como pertencentes ao mesmo elemento. As linhas são vistas como se seguissem por um caminho invisível. É o caso da figura abaixo que mostra uma sequência de traços pequenos dando a idéia de uma linha tracejada inteira que segue do canto esquerdo inferior do quadro até seu canto direito superior.
VER GRÁFICO NA FONTE 

Lei do Fechamento 

De acordo com a lei de fechamento, objetos agrupados juntos são vistos como inteiros. Tendemos a ignorar buracos e completar contornos e linhas. Na imagem abaixo não há quadrados ou círculos completos. Mas nossa mente muitas vezes ignora as informações contraditórias e prenche as informações incompletas para criar formas e imagens que nos sejam familiares.
VER GRÁFICO NA FONTE 


Teoria da Gestalt

Teoria da Gestalt 


FONTE http://www.linguagemvisual.com.br/gestalt.php

Os Incas


Os Incas


Por um automatismo compreensível porém vicioso, nosso senso comum costuma associar o povo inca aos antigos impérios eurasianos, ao Egito ou à Babilônia, na categoria das civilizações fossilizadas, imensas e milenares. Mas essa é só uma meia verdade. O império inca foi, sim, imenso; na verdade, o maior de toda a América pré-Colombiana, espalhando-se por partes do que hoje formam o Peru, Equador, Bolívia, Argentina e Chile. Quando, em 1532, 40 anos após a chegada de Colombo ao continente, os espanhóis aportaram ao Peru, o imperador Inca governava, segundo estimativas conservadoras, cerca de 12.000.000 de pessoas, que falavam 20 línguas diferentes, num território que variava das costas desérticas aos altiplanos andinos às florestas tropicais. Contudo, o Estado Inca, ou “O Reino das Quatro Partes” (Tawantinsuyu), não foi milenar. Por pouco não foi sequer secular, pois cem anos antes de sua queda, ele controlava pouco mais do que uns vilarejos no vale de Cuzco; e desde Manco Capac, o legendário patriarca inca, até Atahuallpa, sequestrado e morto por Pizarro, não mais do que 12 reis incas subiram ao trono. Apesar disso, a civilização inca está longe de ser fossilizada: ainda hoje, cerca de 10.000.000 de pessoas do norte do Equador ao norte da Argentina falam a língua Quechua.
Atualmente, quanto mais a arqueologia penetra no passado, mais reconhecemos que os incas não foram senão a última camada de uma sucessão de civilizações andinas que remontam a pelo menos 5.000 anos atrás. Como o pequeno povo de Cuzco se apropriou desse legado para dominar um território que se estenderia por uma distância equivalente à que corre entre Nova York e o Canal do Panamá? Como puderam ser subjugados por uma expedição de menos de 200 mercenários espanhóis? Como se deu o encontro com a Europa e finalmente com o resto do mundo? E como as civilizações indígenas permanecem vivas na cultura e nos costumes dos povos andinos?
Convidados
Daniela La Chioma: Mestre em Arqueologia Pré-Colombiana pelo Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
Eduardo Natalino: Professor de História da América Pré-Hispânica na Universidade de São Paulo.
Márcia Arcuri: Professora do programa de pós-graduação do Museu de Arqueologia e Etnologia da Universidade de São Paulo.
Fontes em O Grande Teatro do Mundo
Referências

Carta ao Povo Bolivariano

Carta ao Povo Bolivariano

Em vez de fazer uma nova Carta ao Povo Brasileiro, Lula quer fazer uma Carta ao Povo Bolivariano.
Diz o Valor:
“Lula já foi aconselhado por amigos a defender uma espécie de ‘referendo revogatório’ de medidas polêmicas já tomadas ou em gestação no governo de Michel Temer. É o caso da reforma trabalhista, de mudanças no regime de exploração do pré-sal e de uma eventual privatização da Eletrobras.
Na hipótese otimista de aval da Justiça para concorrer e com Lula saindo vitorioso, seria uma campanha intensa para os seis primeiros meses de mandato. Na avaliação de interlocutores próximos do ex-presidente, a aposta é subir o tom e não lançar uma versão atualizada da ‘Carta ao Povo Brasileiro’, que serviu como um tranquilizante para o mercado em 2002.”

TCU acusa Lula por desfalque de R$ 1,3 bilhão

TCU acusa Lula por desfalque de R$ 1,3 bilhão

Lula pode ser processado pelo TCU por um desfalque de 1,3 bilhão de reais.
Foi o prejuízo que ele acarretou à Petrobras no Comperj, no Repar e em Abreu e Lima.
Um relatório da corte, obtido pela Folha de S. Paulo, “diz que o então presidente liberou em 2010 o repasse de recursos para empreendimentos que, já naquela época, tinham irregularidades graves e, conforme a lei orçamentária aprovada pelo Congresso, deveriam ter sido paralisados”.
Em vez disso, Lula atropelou a lei e continuou a distribuir dinheiro público às empreiteiras que pagavam propina ao PT.

“Ladrão, ladrão, ladrão”


“Ladrão, ladrão, ladrão”


A caravana de Lula foi recebida em Campos aos gritos de “ladrão”.
É estranho que isso não se repita em cada canto do Brasil.  

GEBRAN CONCLUI VOTO SOBRE PRISÃO DE LULA

GEBRAN CONCLUI VOTO SOBRE PRISÃO DE LULA

O Zero Hora informa que o desembargador Gebran Neto, relator da Lava Jato no TRF-4, concluiu seu voto sobre o recurso de Lula contra condenação de primeira instância no caso do Triplex.
Gebran levou apenas 100 dias para analisar o processo. Seu voto já seguiu para o revisor e deve ser julgado na turma no início de 2018.