As tropas dos EUA desembarcaram na ilha Tarawa em 1943 Soldados alemães observam a batalha na Frente Oriental de um bunker em 23 de dezembro de 1942 O correspondente de guerra e romancista Ernest Hemingway durante a guerra em 1944 Um jovem russo após a libertação do campo de concentração de Dachau, na Alemanha, em 1945 O General Charles de Gaulle inspeciona as "Forças Navais Francesas Livres" no Reino Unido, 1941 Soldados alemães celebram o Natal em seu quarto na Frente Oriental em 1943 Uma manifestação anti-Hitler em Nova York em 1939 Um soldado com uma metralhadora em uma cidade ucraniana em 1943 Ajudantes alemães de guerra antiaérea em 1943 Uma manifestação pró-Hitler em Berlim, em 1941 Soldados em um navio em 1942 Vista aérea da Ford Island (centro) e da Base Aérea Ford após o ataque aéreo japonês em Pearl Harbor Multidões se reúnem na Avenida Champs-Élysées para comemorar a
capitulação alemã no final da Segunda Guerra Mundial em 8 de maio de
1945 Hitler inspeciona um grupo de membros da SA (Sturmabteilung) na Alemanha em 1939. A SA foi a ala paramilitar do partido nazista Civis se abrigam na estação de metrô de Piccadilly Circus, em Londres, em 1940 Soldados alemães fazem vistoria de judeus procurando por armas em setembro de 1939 Navios e aviões de guerra aliados na Baía de Tóquio no Japão em 1945 Um oficial alemão é preso por um soldado dos EUA em setembro de 1944 Prisioneiros alemães sob a guarda da 2ª Divisão blindada do general francês Philippe Leclerc, em setembro de 1944
Tropas alemãs entram em Varsóvia em 1939 Membros de uma empresa de propaganda dentro da zona de batalha relatam os eventos durante a campanha na Polônia em setembro de 1939 Alemães avançam em direção a Kasserine, na Tunísia, em fevereiro de 1943 Soldados russos capturados pelos alemães durante um interrogatório em 1943 Tropas alemãs posicionadas em Varsóvia, Polônia, em 15 de setembro de 1939 Um memorial de guerra na Rússia em 1942 Três navios de guerra dos EUA - West Virginia (à esq.), Tennessee (centro) e Arizona - após o ataque japonês em Pearl Harbor, em 1941 O mosteiro de Monte Cassino destruído, na Itália, em abril de 1944 Prisioneiros organizados em filas nos campos de concentração, por volta de 1942 Bombas em uma fábrica de armas em 1940 Um soldado durante uma refeição, retratado em 1943 Mulheres judias polonesas, membros da resistência, são capturadas após a destruição do Gueto de Varsóvia, em 1943 Foguetes soviéticos Katyusha são lançados partindo da Frente Oriental em 1941 A Marinha alemã celebra a Noite de Natal a bordo de um U-Boat em 1943 A Tripulação do Enola Gay, antes de partir para o bombardeio atômico de Hiroshima em 1945 A cozinha de campo em um trem que carrega comida destinada aos soldados em 27 de agosto de 1943 Explosão após bombardeio atômico sobre Nagasaki em 1945 Um soldado alemão se abaixa durante uma explosão na Rússia em 1942 Soldados da Comunidade das Nações lutando pela Grã-Bretanha, capturados
como prisioneiros de guerra, em seu caminho para um centro alemão em
1943 Um F6F Hellcat (VF-2) faz um pouso de emergência no convés da USS Enterprise em 1943 FONTE https://www.msn.com/pt-br/noticias/fotos/a-segunda-guerra-mundial-em-100-imagens-poderosas/ss-BBFSAuz?ocid=NL_PTBR_A2_20171208_2OM2-PID88963#image=40
Carregadores baixos de ferrovia alemã com novos tanques a caminho da Frente Oriental em 1943.
Hitler legitima a agressão militar contra a Polônia em seu discurso na Casa Kroll, em 1939
Crianças britânicas que foram evacuadas de um local não identificado em 1 de setembro de 1939
Novos endereços de pessoas cujas casas foram destruídas durante o bombardeio, rabiscados em paredes do lado de fora de uma casa em ruínas na Alemanha em 1944
A cantora francesa Edith Piaf visita um campo de prisão de guerra em 1943
A detonação da bomba atômica sobre Nagasaki
Uma fotografia aérea de Hiroshima, logo após a bomba atômica "Little Boy" ser jogada sobre a região em 1945
Danzig, uma cidade-estado semiautônoma que existiu entre 1920 e 1939, fotografada em 29 de agosto de 1939
Um soldado alemão em 1940
Um motociclista do 1º Esquadrão Canadense de Reconhecimento aproveita uma xícara de chá durante uma pausa no dia de trabalho, em 1940
Soldados alemães marcham em Paris, França, por volta de 1940
Um vendedor de jornal em Londres segura um cartaz que declara o início da Segunda Guerra Mundial em 1939
Soldados chineses marchando em direção à frente de Salween durante a Campanha da Birmânia no Sudeste Asiático, durante a Segunda Guerra Mundial, em 1943
Um menino segura um bichinho de pelúcia em meio a ruínas após o bombardeio aéreo alemão sobre Londres em 1940
Soldados da Waffen-SS carregando granadas de artilharia em 1944
Um submarino alemão no mar polar em 1942
Um grupo de moradores se prepara para a evacuação de Londres em 1939
Um esquadrão de aviões bombardeiros Heinkel He-111, da Alemanha, em missão contra alvos inimigos em outubro de 1941
Sapatos das vítimas do Holocausto foram empilhados em um dos campos de concentração
Direito de imagemDOGLAS MARCIOImage captionProjeto de Ribeiro levou os melhores resultados no ensino da matemática aos alunos do 4° ano
Ele só teve a chance de cursar o ensino fundamental a partir dos 29 anos, mas viu na educação a forma de ascender na vida - tanto que se tornou diretor de escola e hoje atua para melhorar a educação de um colégio público na mesma região carente onde nasceu.
Máximo Ribeiro, 55, vem de uma família de agricultores no Vale do Ribeira, região ao sul do Estado de São Paulo que tem um dos menores índices de desenvolvimento humano do Estado.
Morador da zona rural, ele começou a trabalhar na lavoura na infância e passou anos sem frequentar a escola, ainda que tenha sido ensinado pelo pai a ler e fazer contas.
Ribeiro só retomou os estudos depois de se mudar à região urbana do vale, para trabalhar em um complexo industrial de cimento e produtos químicos.
Concluiu o colegial (equivalente hoje ao ensino médio) com um curso supletivo, aos 32 anos. E não parou mais de estudar: formou-se em matemática e pedagogia, fez duas pós-graduações na área educacional e cursou um MBA.
Foi professor por mais de uma década até 2013, quando se tornou diretor da Escola Municipal Prof. Maria da Conceição Rodrigues de Alcântara, que atende crianças do pré ao 5º ano do ensino fundamental em Cajati, também no Vale do Ribeira.
No mesmo ano, percebeu a dificuldade dos alunos do 4° ano em realizar as operações básicas da matemática (soma, subtração, multiplicação e divisão) e mobilizou a equipe da escola para buscar soluções.
O caminho escolhido foi dar uma nova formação aos professores, acompanhando-os em sala de aula, promovendo atividades que estimulassem o aprendizado matemático (com jogos e materiais recicláveis) e trazendo de volta às aulas os alunos que tinham muitas faltas.
A iniciativa deu frutos e foi selecionada pelo projeto Gestão Para Aprendizagem, das organizações Elos Educacional e Fundação Lemann, que faz a capacitação de gestores escolares.
A escola vem melhorando sua nota no Ideb (índice estatal que mede desempenho dos alunos) - passou de 5,9 em 2013 para 6,3 em 2015, semelhante à média paulista (6,4).
Hoje Ribeiro diz se empenhar por melhorias na formação de professores e para que os docentes de sua escola "vistam a camisa" por mais avanços no ensino.
Leia seu depoimento à BBC Brasil:
"Só iniciei o ensino fundamental em 1989, com 29 anos. Antes disso, era complicado. Morava na zona rural, não tinha estrada, a escola era longe, o caminho era perigoso.
Meu pai sabia ler e escrever mesmo sem ter ido à escola, era autodidata.
Aprendi muito com ele e sou muito grato pelo esforço que ele fez. Foi meu primeiro professor: fazia lição com a gente antes de ir para a roça.
Direito de imagemDOGLAS MARCIOImage captionMáximo Ribeiro é diretor de escola pública no Vale do Ribeira, mesma região onde nasceu
E sempre gostei muito de ler. Lia os jornais que embrulhavam as mercadorias que meu pai trazia da cidade; também líamos a Bíblia em família.
Quando mudamos para a cidade, descobri um mundo até então desconhecido. Trabalhava em um complexo industrial e decidi fazer o Mobral (antigo Ensino para Jovens e Adultos, o EJA) para conseguir o diploma da 4ª série.
Mais tarde, segui pelo ensino fundamental e, com um supletivo, concluí o colegial aos 32 anos, em 1992.
Amo estudar e nunca mais parei: me formei em matemática e pedagogia, com mais duas pós-graduações. Sonho agora em fazer um mestrado, algo difícil com a carga horária do trabalho.
Claro que essa trajetória (de estudo tardio) teve momentos difíceis: para conciliar com os horários da fábrica onde trabalhava, eu faltava muito às aulas; o supletivo ficava a 13 km de Cajati e o transporte era difícil. Fora as dificuldades financeiras.
Mas o estudo foi a única forma que eu vi (de crescer). Eu nem sabia o que era empreendedorismo na época.
Em 1999, comecei a dar aula nos ensinos fundamental e médio. O professor tem que ser polivalente: eu dava aula de ciências e cobria inglês ou geografia, por exemplo, quando faltava um colega.
Também dei aula no EJA e me colocava no lugar daqueles alunos: gente com 66 anos se alfabetizando depois de ter trabalhado o dia todo.
Direito de imagemDOGLAS MARCIOImage captionProfessor concluiu o colegial aos 32 anos, em 1992.
Por dois anos, lecionei em escola rural, onde as deficiências são parecidas: é difícil os alunos terem interesse pelo estudo, estão ali apenas cumprindo uma obrigação.
Procuro entrar no mundo deles para entender o que esperam da escola. O que posso fazer para melhorar a vida deles? Acho que é preciso partir do que o aluno já conhece para dar significado às aulas.
Em 2013, em concurso público, me tornei diretor da escola municipal Maria da Conceição Rodrigues de Alcântara, em Cajati. Via que os alunos tinham muita dificuldade em matemática e raciocínio lógico.
Notamos que eles não conseguiam se apropriar de conceitos básicos, como os geométricos ou de algarismos e operações básicas.
Decidimos, então, por um caminho simples: voltar aos conceitos mais elementares das aulas em um projeto para as crianças do 4º ano (cerca de 9 anos de idade).
Para isso, demos nova formação aos próprios professores, fizemos o acompanhamento constante das aulas e um bom planejamento, envolvendo docentes e gestores: cada aula tem que ter um objetivo bem definido e atividades diversificadas, adaptadas ao perfil de cada turma.
Depois, (fizemos) uma avaliação constante dos resultados, retomando os pontos que precisavam ser corrigidos e buscando os alunos faltosos.
Direito de imagemDOGLAS MARCIOImage captionDesafio de Máximo Ribeiro agora é estimular professores
O Ideb da escola melhorou, e nos pediram que fizéssemos a multiplicação do projeto e das ferramentas de gestão para outras escolas de Cajati.
O mais importante é ter um corpo docente qualificado, e isso você nem sempre consegue no ensino público brasileiro. Grandes cérebros não costumam ir para o magistério.
E digo isso pela minha própria formação em pedagogia, que foi muito ruim: saí dela sem estar preparado para dar aula e para entender os 25 mundos (em referência aos alunos) presentes em cada sala.
Hoje, o meu desafio é trazer boas práticas para dentro da minha escola e conseguir que as pessoas (docentes) vistam a camisa e se disponham a aplicá-las. Nem sempre é fácil fazer com que todos estejam alinhados em um mesmo objetivo.
Mas acredito que posso tornar a minha escola referência. É um trabalho complexo, que não vai ser feito em um ou dois anos, mas o primeiro ponto é desejar isso e despertar isso nos demais. Não podemos nos contentar com estar na média, com a mediocridade.
Temos que mostrar também que os alunos podem mais - se tivermos uma boa estratégia, conseguimos isso."