sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Fifa diz que títulos antes do Mundial de 2000 não são considerados oficiais



Fifa diz que títulos antes do Mundial de 2000 não são considerados oficiais

Em nota divulgada nesta sexta, entidade é clara ao afirmar que 1º campeão do mundo é o Corinthians. Copas Rio e Intercontinental são chamadas de "nível mundial"

Por Rio de Janeiro e São Paulo
Rincon Luisão Vampeta Corinthians 2000 (Foto: Ag. Estado)Luisão beija a taça do Mundial de Clubes da Fifa de 2000, o primeiro organizado pela entidade oficialmente (Foto: Ag. Estado)
Um comunicado enviado pela Fifa nesta sexta-feira ao jornal "O Estado de S. Paulo" reavivou uma polêmica que vem se arrastando há anos: os times que conquistaram os títulos da Copa Rio (Palmeiras, em 1951, e Fluminense, em 1952) e da Copa Intercontinental (os brasileiros foram Santos, em 1962/1963, Flamengo em 1981, Grêmio em 1983 e São Paulo em 1992/1993) podem ser chamados de campeões mundiais? Segundo a entidade, não.
Após anos respondendo de forma política aos questionamentos dos clubes e imprensa, a Fifa usou objetivamente o termo "campeões mundiais de clubes" para dizer que só considera de forma oficial os vencedores do Mundial organizado por ela em 2000 (Corinthians) e de 2005 (São Paulo) em diante (Internacional ganhou em 2006 e o Timão voltou a vencer em 2012).
Em 2006, antes do início do terceiro Mundial de Clubes da Fifa (chamado em inglês de Fifa Club World Cup), o ex-presidente Joseph Blatter afirmou: para a entidade, o Corinthians era o primeiro campeão do mundo. Porém, o tema ganhou força nos anos seguintes, principalmente pelo empenho do Palmeiras em ter a Copa Rio de 1951 reconhecida como primeiro Mundial. Em 2007, o ex-secretário-geral Urs Linsi enviou um fax da Fifa ao clube reconhecendo o título. Um mês depois, a entidade divulgou um comunicado afirmando que o caso ainda estava sendo estudado. Em dezembro, Blatter voltou a negar a conquista como um feito oficial:
- O Comitê Executivo tomou neste sábado a decisão e é definitiva. O campeão do primeiro Mundial de Clubes é o Corinthians.
Desde então, vários comunicados foram enviados à imprensa chamando as Copas Rio e Intercontinental de "competições a nível mundial" ("worldwide club competitions" nas versões em inglês), o que gerou interpretações diferentes no Brasil e até notícias que o título mundial de Palmeiras, Fluminense, Santos, Flamengo, Grêmio e os dois primeiros do São Paulo seriam oficializados. Nesta sexta, a Fifa foi mais clara no último parágrafo de sua nota enviada ao "Estadão" - e ao GloboEsporte.com em seguida - e não deixou mais dúvidas. O texto na íntegra, traduzido, é:
“Na reunião em São Paulo no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da Fifa concordou com o pedido apresentado pela CBF de reconhecer o torneio de 1951 entre clubes europeus e sul-americanos como a primeira competição de clubes a nível mundial e a Sociedade Esportiva Palmeiras como a vencedora.

A Fifa reconhece e valoriza as iniciativas de se estabelecer competições de clubes em nível mundial através da história. Esse é o caso dos torneios envolvendo clubes europeus e sul-americanos, tais como a pioneira Copa Rio, disputada em 1951 e 1952, e a Copa Intercontinental.

No entanto, só em 2000 a Fifa organizou a primeira Copa do Mundo de Clubes da Fifa, com representantes das seis confederações. Os vencedores desta competição, que se realizou anualmente a partir de 2005, são os considerados oficialmente pela Fifa como campeões mundiais.”
Réplica Taça Rio 1951 festa Palmeiras (Foto: Felipe Zito)Réplica da taça da Copa Rio vencida pelo Palmeiras em 1951, chamada pela Fifa de "torneio de nível mundial" (Foto: Felipe Zito)

O comunicado é bem parecido com os últimos divulgados pela entidade sobre o tema, em 2014 e 2015, que geraram interpretações dúbias. Veja: 
“Na reunião em São Paulo no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da FIFA concordou com o pedido apresentado pela CBF de reconhecer o torneio de 1951 entre clubes europeus e sul-americanos como a primeira competição de clubes a nível mundial e a Sociedade Esportiva Palmeiras como a vencedora. 

No que diz respeito à Copa do Mundo de Clubes da FIFA, a primeira edição do torneio foi disputada em 2000 e seu vencedor foi o Corinthians".
Na prática, a Fifa nunca tratou o Palmeiras como primeiro campeão mundial de clubes. Mas, por usar termos como "nível mundial", gerou interpretações diferentes. Com o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, o contato entre dirigentes da entidade e cartolas brasileiros ficou mais próximo e o tema passou a ser colocado em questão em algumas reuniões da organização. Ex-secretário-geral e homem forte da Copa, Jérôme Valcke ficou em cima do muro ao ser questionado sobre o assunto em 2013:
- Os que venceram a Copa Toyota e a Copa Intercontinental são campeões. Mudar a fórmula é normal, aconteceu muitas vezes mesmo com a Copa do Mundo. O importante é que uma competição sempre deixa um campeão, e isso fica para a história – disse. 
Até o ex-ministro do Esporte, Aldo Rebelo - torcedor declarado do Palmeiras -, entrou na história e chegou a anunciar, em 2014, que o Comitê Executivo da Fifa havia reconhecido o Palmeiras como primeiro campeão mundial com o título da Copa Rio de 1951. No entanto, não há nas atas das reuniões do comitê qualquer menção a esse reconhecimento.
- A glória de ter sido o primeiro campeão mundial de clubes é do Palmeiras. Agora, a honra de ter organizado o campeonato pode ser da Fifa ou não - disse Aldo nesta sexta ao GloboEsporte.com, por telefone, ao ser informado do novo comunicado da entidade.
Em 22 de julho de 2016 - aniversário do título da Copa Rio -, o perfil oficial da Fifa no Instagram fez um post em homenagem à conquista e usou a expressão em inglês "first intercontinental world club champions" (algo como "primeiro campeão intercontinental mundial de clubes") para se referir ao Palmeiras, o que levou a torcida do Verdão a comemorar um "reconhecimento" da entidade.

FONTE : http://globoesporte.globo.com/futebol/noticia/2017/01/fifa-diz-que-titulos-antes-do-mundial-de-2000-nao-sao-considerados-oficiais.html


Nova regulamentação da Fifa não reconhece título do Flamengo em 81 como Mundial


Nova regulamentação da Fifa não reconhece título do Flamengo em 81 como Mundial








Além do Flamengo, São Paulo, Santos e Grêmio não podem ser considerados vencedores em torneios considerados como interncontinetais

Rio - A nova Fifa do presidente Gianni Infantino não reconhece como "oficial" o título do Palmeiras de campeão mundial de clubes, de 1951, e nem qualquer outro disputado no Japão durante entre os anos de 1960 até o anos de 2004, exceção feita ao Corinthians que venceu o Mundial de Clubes de 2000, disputado no Brasil. Para a organização com sede em Zurique, apenas os vencedores dos torneios a partir de 2000 são "considerados oficialmente pela Fifa como campeões mundiais de clubes". Dessa forma clubes como Palmeiras (1950), Fluminense (1952), Santos (1962 e 1963) Flamengo (1981), Grêmio (1983), São Paulo (1992 e 1993) não podem ser considerados campeões mundiais de clubes, segundo a FIFA. 






Fluminense tem a taça da Copa Rio de 1952 em sua sedeDivulgação

Num comunicado enviado ao "Estado", a entidade máxima do futebol afirma que reconhece o torneio vencido por Palmeiras e Fluminense nos anos 50 como o primeiro campeonato de clubes de dimensão mundial. Mas esclarece que são apenas aqueles que venceram o torneio a partir de 2000 que são considerados pela entidade como oficialmente "campeões mundiais de clubes".
Diplomática, a Fifa não deixa de dar certo valor aos torneios que existiam antes de 2000. Mas nunca os tratando como competições ou títulos oficiais. "Em seu encontro em São Paulo no dia 7 de junho de 2014, o Comitê Executivo da Fifa concordou com o pedido apresentado pela CBF para reconhecer o torneio de 1951 entre os clubes da Europa e da América do Sul como a primeira competição de clubes de dimensão mundial, e o Palmeiras como seu vencedor", disse.






Zico posa com a taça do título de 1981Reprodução Internet

"A Fifa reconhece e valoriza as iniciativas de estabelecer competições de clubes de dimensões mundiais ao longo da história", disse a entidade. "Esse foi o caso de torneios envolvendo clubes europeus e sul-americanos, como a pioneira Copa Rio, jogada em 1951 e 1952, e a Copa Intercontinental", afirmou.
Apesar dos elogios, a entidade esclarece que não pode conceder sua chancela de "oficial" a essas iniciativas. "Entretanto, não foi até 2000 que a Fifa organizou o estreante Mundial de Clubes da Fifa, com representantes de todas as seis confederações", explicou. "Os vencedores dessa competição, que passou a ser organizada anualmente a partir de 2005, são aqueles considerados oficialmente pela Fifa como campeões mundiais de clubes".






Renato marcou os dois gols do título gremista contra o HamburgoReprodução Internet

Em 2015, o "Estado" havia feito a mesma consulta para a Fifa. Naquele momento, porém, a resposta fora diferente. A entidade se limitou naquele momento a esclarecer que reconhecia o torneio de 1951 como a primeira competição de dimensão mundial, sem qualificar se havia uma diferença entre aqueles vencedores e os atuais.
Em 2014, em conversa com a reportagem, o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, chegou a informar que enviaria um certificado a cada um dos campeões mundiais desses demais torneios, reconhecendo seus feitos.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Universitários pedem para não estudar escritores brancos do sexo masculino

Os estudantes enviaram um documento para o departamento do curso pedindo que o estudo dos grandes poetas ingleses não seja mais pré-requisito para outras disciplinas

Da Redação  [02/06/2016]  [17h57]
 De acordo com o texto dos alunos, priorizar esses escritores cria uma cultura “especialmente hostil aos estudantes de cor | Universidade de Yale/Divulgação
De acordo com o texto dos alunos, priorizar esses escritores cria uma cultura “especialmente hostil aos estudantes de cor Universidade de Yale/Divulgação

Estudantes de inglês da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, enviaram um pedido ao departamento do curso: eles querem a retirada do estudo dos “grandes poetas ingleses”, escritores brancos, do sexo masculino, nas matérias introdutórias que servem de pré-requisito para outras disciplinas. “É inaceitável que um estudante de Yale que queira introduzir-se na literatura inglesa deva ler apenas autores brancos do sexo masculino”, escreveram na petição.

De acordo com o texto dos alunos, priorizar esses escritores cria uma cultura “especialmente hostil aos estudantes de cor”. Com essa escolha, apontam eles, a universidade não prepara seus estudantes para fazerem estudos “de alto nível relativos à raça, sexo, sexualidade, etnia, nacionalidade”. E insistem: “pedimos que os grandes poetas ingleses sejam abolidos”.

Segundo o texto, é preciso “descolonizar” as disciplinas do curso e não “diversificar”. “A educação do século 21 é uma educação diversa: nós escrevemos a vocês hoje inspirados pelo ativismo estudantil em toda a universidade, e para se certificar de que vocês sabem que o departamento de Inglês não é imune à chamada coletiva para a ação”, afirmam na petição. “É de sua responsabilidade como educadores ouvir as vozes dos estudantes”.

De acordo com o jornal da universidade, até o dia 27 de maio 160 estudantes tinham assinado a petição.

Como reação, alguns professores do departamento anunciaram estar orgulhosos da coragem dos alunos de contestar o currículo do curso, como Jill Richards. Já a professora Catherine Nicholson, responsável por ensinar a matéria dos ‘grandes poetas ingleses’, elogiou o questionamento sobre os motivos pelos quais o conteúdo é considerado um pré-requisito indispensável, mas defendeu que a disciplina em si, pelo conhecimento que traz, não é uma ferramenta de exclusão ou opressão; para ela é mais um exercício de “resistência e libertação”.

Fonte :http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/universitarios-pedem-para-nao-estudar-escritores-brancos-do-sexo-masculino-02htu7c7vceo417t1hqmjczmk

Estudantes não querem estudar Platão, Descartes e Kant “porque são brancos”

Estudantes não querem estudar Platão, Descartes e Kant “porque são brancos”

Segundo eles é preciso “descolonizar” o ensino superior. Iniciativa é criticada por outros graduandos e especialistas


 Os filósofos Platão, Descartes e Kant: pensadores responsáveis por ideias que sustentam a sociedade atual | Reprodução/Wikipedia
Os filósofos Platão, Descartes e Kant: pensadores responsáveis por ideias que sustentam a sociedade atual Reprodução/Wikipedia


Estudantes em Londres querem “afrontar a instituição branca”. Por isso, exigem que filósofos brancos – e isso inclui pensadores responsáveis pelas ideias que sustentam a sociedade civilizada, como Platão, René Descartes ou Immanuel Kant – deixem de constar obrigatoriamente no currículo de filosofia e devem ser incluídos no programa “apenas se necessário” e estudados “de um ponto de vista crítico”.

LEIA TAMBÉM: Professor da UnB critica aluno contrário à ocupação: “se valeu das cotas”

Esse foi o pedido realizado pelo diretório acadêmico da instituição de ensino superior Escola de Estudos Orientais e Africanos (SOAS, na sigla em inglês). Segundo eles é preciso “descolonizar” o ensino superior e, para isso, a “maioria dos filósofos em nossos cursos” deve ser da África e da Ásia. A requisição faz parte de uma campanha, dizem os alunos, para uma nova abordagem do “legado estrutural e epistemológico do colonialismo dentro da nossa universidade”.


Banir clássicos literários que usem linguagem racista não é a saídaCotas para pessoas com deficiência é medida paliativa, afirmam especialistas

FONTE : http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/estudantes-nao-querem-estudar-platao-descartes-e-kant-porque-sao-brancos-3nehbjj9iiz6t3cf9trlovvp7

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

LÓGICA DE ARISTÓTELES

LÓGICA DE ARISTÓTELES

Para Aristóteles, a lógica não é ciência e sim um instrumento (órganon) para o correto pensar. O objeto da lógica é o silogismo.
Silogismo nada mais é do que um argumento constituído de proposições das quais se infere (extrai) uma conclusão. Assim, não se trata de conferir valor de verdade ou falsidade às proposições (frases ou premissas dadas) nem à conclusão, mas apenas de observar a forma como foi constituído. É um raciocínio mediado que fornece o conhecimento de uma coisa a partir de outras coisas (buscando, pois, sua causa).
Em si mesmas, as proposições ou frases declarativas sobre a realidade, como juízo, devem seguir apenas três regras fundamentais.
1- Princípio de Identidade: A é A;
2- Princípio de não contradição: é impossível A é A e não-A ao mesmo tempo;
3- Princípio do terceiro excluído: A é x ou não-x, não há terceira possibilidade.
Dessa forma, o valor de verdade ou falsidade é conferido às proposições, pois são imediatamente evidenciados. No entanto, a lógica trabalha com argumentos.
As proposições classificam-se em:
Afirmativas: S é P;
Negativas: S não é P;
Universais: Todo S é P (afirmativa) ou Nenhum S é P (negativa);
Particulares: Alguns S são P (afirmativa) ou Alguns S não são P (negativa);
Singulares: Este S é P (afirmativa) ou Este S não é P (negativa);
Necessárias: quando o predicado está incluso no sujeito (Todo triângulo tem três lados);
Não necessárias ou impossíveis: o predicado jamais poderá ser atributo de um sujeito (Nenhum triângulo tem quatro lados);
Possíveis: o predicado pode ou não ser atributo (Todos os homens são justos).
O silogismo é composto de, no mínimo, duas proposições das quais é extraída uma conclusão. É necessário que entre as premissas (P) haja um termo que faça a mediação (termo médio sujeito de uma P1 e predicado da P2 ou vice-versa). Sua forma lógica é a seguinte:
A é B
Logo, B é C (sempre os termos maior e menor).
C é A
Observem que o termo médio é o termo A, que é sujeito numa frase e predicado na outra. Assim ele não aparece na conclusão, evidenciando que houve mediação e que a conclusão é, de fato, uma dedução ou inferência, isto é, ela é realmente extraída da relação entre as premissas.
A relação entre as proposições acontece da seguinte maneira:
  • Proposições Contraditórias: quando se diz que Todo S é P e Alguns S não são P ou Nenhum S é P e Alguns S são P
  • Proposições contrárias: quando se diz que Todo S é P e Nenhum S é P ou Alguns S são P e Alguns S não são P
  • Subalternas: quando se diz que Todo S é P e Alguns S são P ou Nenhum S é P e Alguns S não são P
O silogismo, portanto, é o estudo da correção (validade) ou incorreção (invalidade) dos argumentos encadeados segundo premissas das quais é licito se extrair uma conclusão. Sua validade depende da Forma e não da verdade ou falsidade das premissas. Desse modo, é possível distinguir argumentos bem feitos, formalmente válidos, dos falaciosos, ainda que a aparência nos induza a enganos. Por exemplo:
P1 - Todo homem é mortal (V)
P2 - Sócrates é homem (V)
C - Logo, Sócrates é mortal (V).
O argumento é válido não porque a conclusão é verdadeira, mas por estar no modelo formal:
A é B
Logo, B é C
C é A
Outro exemplo:
P1 – Todos os mamíferos são mortais (V)
P2 – Todos os cães são mortais (V)
C – Logo, todos os cães são mamíferos (V).
Ora, embora as premissas e a conclusão sejam verdadeiras, não houve inferência, já que por não estarem formalmente adequadas, as premissas não têm relação com a conclusão.
Formalmente o argumento é A é B
C é B
Logo, A é C, argumento falacioso, já que o termo médio não faz ligação entre os outros termos.
São várias as combinações, o importante é atentar para a forma. É dela que se pauta a lógica.
Por João Francisco P. Cabral
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Filosofia pela Universidade Federal de Uberlândia - UFU
Mestrando em Filosofia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

O QUE SIGNIFICA O “POLITICAMENTE CORRETO”? 11 EXEMPLOS DE COMO A ESQUERDA IMPEDE UM DEBATE VERDADEIRO DE IDEIAS


BLOG / 

 RODRIGO CONSTANTINO
Rodrigo Constantino
Um blog de um liberal sem medo de polêmica ou da patrulha da esquerda “politicamente correta”.


ARTIGOS

O QUE SIGNIFICA O “POLITICAMENTE CORRETO”? 11 EXEMPLOS

 DE COMO A ESQUERDA IMPEDE UM DEBATE VERDADEIRO DE

 IDEIAS








blog
Por Adolfo Sachsida, publicado pelo Instituto Liberal
Seus defensores argumentam que o politicamente correto é uma forma de tornar menos conflituosa a convivência em sociedade. Por exemplo, não faz sentido ofender as pessoas usando termos inapropriados de linguagem. Contudo, não ofender pessoas é apenas uma regra de boa educação que nada tem a ver com o politicamente correto.
A rigor, o politicamente correto é uma forma de se limitar o debate e a livre circulação de ideias em uma sociedade. Pior do que isso, o politicamente correto busca a implementação de uma agenda progressista numa sociedade que, de outra maneira, não aceitaria tal agenda. Abaixo listo alguns exemplos:
1) Um terrorista do Estado Islâmico mata 12 pessoas fazendo uso de um caminhão para atropelá-las. A manchete da Folha de São Paulo foi: “Caminhão atinge mercado de Natal em Berlim e mata pelo menos 12 pessoas“. Quem lê a manchete tem a impressão de que um caminhão desgovernado matou acidentalmente 12 pessoas. Isso ocorre pois o politicamente correto impede que se de destaque ao fato de que mais um ataque terrorista foi levado a cabo por um seguidor do islã.
2) Experimente dizer que a politica de cotas raciais é ineficiente ou injusta. Ou ainda experimente dizer de que nem tudo que se atribui a discriminação contra a mulher não é exatamente discriminação. Ou tente dizer que a taxa de homicídios específica de determinado grupo social não representa, por si só, indícios de perseguição àquele grupo. Você será imediatamente taxado de racista, fascista, homofóbico, misógino, e coisas bem piores. Isso ocorre pois o politicamente correto impede a discussão aberta e franca de termos que são sensíveis a minorias barulhentas e bem organizadas.
3) Na sua opinião qual a maior dificuldade para uma criança ser adotada? Você foi bombardeado com tantas informações erradas que provavelmente responderá dizendo algo do tipo “As pessoas só querem adotar crianças brancas e novas, uma criança negra com mais de 10 anos ninguém quer adotar”. ERRADO! Esse simplesmente não é o problema. A rigor existem muito mais pessoas querendo adotar crianças brancas e novas do que crianças negras e de mais idade. CONTUDO, o número de pessoas querendo adotar crianças negras de mais idade É MAIOR do que o número de crianças negras disponíveis para adoção. No que se refere a adoção existem três problemas reais: a) poucas pessoas aceitam adotar crianças deficientes ou doentes; b) a maioria das pessoas quer adotar apenas uma única criança, dessa maneira crianças com muitos irmãos tem dificuldade de serem adotadas; e c) a gigantesca demora na burocracia referente a adoção da criança. São esses três pontos que deveriam estar sendo atacados para resolver o problema referente a adoção. Mas o politicamente correto gasta um tempo gigantesco querendo discutir um ponto que simplesmente não é a restrição real desse terrível problema social.
4) Vários grupos pressionam para que o governo combata a violência contra a mulher, justificam inclusive a criação de um tipo criminal chamado de “Feminicídio” para alertar que a violência é perpetuada por homens contra mulheres. Bom, vamos aos dados: a taxa de homicídios entre mulheres é de 4 a cada 100 mil habitantes, para os homens esse taxa é de 50. Em resumo, a taxa de homicídios entre homens é 12 vezes maior do que a taxa de homicídios entre mulheres. O real problema é a violência absurda que assola o Brasil, aqui homens e mulheres são covardemente assassinados todos os anos. Esse é o problema real a ser combatido.
5) Experimente ir numa aula de direito penal e dizer que prender bandidos diminui a criminalidade. Você será olhado de lado e dirão que você é mais um radical de direita fascista. Contudo, TODOS os estudos econométricos que conheço mostram que prender bandidos é uma das mais eficientes maneiras de se combater o crime. Mas sempre haverá um professor, um jornalista, um intelectual, ou um estudante para dizer “Eu prefiro construir escolas a construir presídios”…. como se isso fosse o ponto do debate! Óbvio que todos preferem construir escolas a cadeias, mas existem situações que nos obrigam a construir cadeias (a alternativa seria a aplicação de uma pena física ao infrator, será que é isso que os defensores do politicamente correto querem?). Para os defensores do politicamente correto prender bandidos não resolve o problema, para eles o problema é estrutural. Logo prender seria inócuo para combater o crime. Mas se prender não resolve qual é a sugestão, devemos não prender? Eles irão argumentar que a solução está na educação, numa melhor distribuição de oportunidades, de mais consciência social, etc. OK, todos concordamos com isso. Mas o fato é que prender bandidos não impede nada disso. Mas confrontados com essa lógica implacável eles nunca respondem.
6) Cristãos são perseguidos e assassinados ao redor do mundo, mas a imprensa em vez de noticiar isso prefere se preocupar com um provável crescimento da islamofobia. Ora como se não fosse natural temer aqueles que prometem nos exterminar se assim tiverem a chance, como é o caso de vários grupos radicais islâmicos. O crescimento da islamofobia se deve não ao preconceito, mas ao simples fato de que diversos grupos radicais islâmicos tem realizado ataques terroristas. Mas o politicamente correto impede que isso seja sequer discutido nos grandes meios de comunicação.
7) A esmagadora maioria da população é contra o aborto. Então o que faz o politicamente correto? Muda o nome de aborto para “direito de escolha”. Como se uma escolha já não houvesse sido feita quando o casal decidiu ter sexo sem proteção (o estupro é exceção a essa regra).
8) Quantas pessoas você já viu defenderem o porte de arma na grande mídia? São 60 mil homicídios por ano no Brasil, um fracasso incrível de nossas políticas de segurança pública, mas mesmo assim tirando o heroico Bene Barbosa é muito difícil ver pessoas defendendo o direito ao porte de armas com acesso a grandes veículos de comunicação. Isso ocorre pois o politicamente correto já estabeleceu que apenas radicais de direita defendem o direito do cidadão comum ter acesso a armas de fogo.
9) Diga que você apoia o Trump, pronto você virou ultra radical conservador. Diga que você apoia o Brexit, pronto você é um xenófobo imbecil. O politicamente correto é assim, ele bloqueia qualquer discussão honesta e a substitui por rótulos. Os que defendem as pautas do politicamente correto são taxados de pessoas boas, sofisticadas, inteligentes, moderadas, etc. Já os que não defendem tal pauta são radicais, ultra conservadores, xenófobos, intolerantes, golpistas, e outras coisas ruins.
10) No Brasil a esmagadora maioria das crianças não sabe ler e nem escrever, e são incapazes de fazer contas simples. Mas defenda que as aulas de sociologia, filosofia, e artes sejam trocadas por aulas de português e matemática e você automaticamente vira um canalha que quer criar um exército industrial de reserva, um radical que não quer que as crianças aprendam, e que sejam escravas do sistema.
11) Os índios brasileiros estão na miséria e cheios de áreas reservadas a eles. Sugira que não resolveremos o problema indígena dando mais terras aos índios e você será rotulado de um branco que não aceita que os índios são felizes passando frio e fome.
O grande problema do politicamente correto é que ao impedir o livre trânsito de ideias, e o livre debate, políticas públicas passam a ser direcionadas para corrigir problemas que não necessariamente são os mais importantes para aquela sociedade. Em resumo, desperdiçam-se recursos públicos em políticas que nem de perto são as mais necessárias. Pior, em muitos casos o politicamente correto cria problemas que sequer existiam na sociedade. Por exemplo, o Brasil é um exemplo no que se refere a miscigenação. Não digo que não exista preconceito, mas o fato é que a política de cotas raciais pode perfeitamente estar criando atritos raciais que antes eram inexistentes. Mas, se alguém sugerir isso será imediatamente taxado de imbecil ou coisa pior. Contudo, o livro de Thomas Sowell (Ação Afirmativa ao Redor do Mundo) mostra que após a implementação de cotas o atrito entre grupos distintos costuma aumentar em todas as sociedade que implementaram ações afirmativas.
Chamar terrorista de terrorista, bandido de bandido, e aborto de aborto é uma regra simples de qualquer debate honesto. Ao se proibir o uso de termos bem definidos, o politicamente correto confunde e bagunça completamente o debate. Deixo aqui um vídeo que ilustra meu ponto: nele um negro gordo e homossexual conversa com alguns estudantes que seguem a cartilha do politicamente correto. Quando o negro sai o entrevistador pede aos jovens para descreverem a pessoa que saiu. O resultado é assustador! Os alunos simplesmente NÃO CONSEGUEM dizer que conversavam com uma pessoa negra, gorda e homossexual.
Entendeu a dimensão do problema? A cartilha do politicamente correto impede a correta descrição do mundo real. As pessoas passam a ser incapazes de descrever situações simples do seu cotidiano. No lugar de descrever situações o politicamente correto estabelece apenas rótulos. O politicamente correto não debate, ele rotula. Se você é incapaz de sequer descrever uma situação de seu cotidiano como você será capaz de entender problemas mais complexos? O politicamente correto é a ditadura do pensamento único, e geralmente errado.

http://rodrigoconstantino.com/artigos/o-que-significa-o-politicamente-correto-11-exemplos-de-como-esquerda-impede-um-debate-verdadeiro-de-ideias/