segunda-feira, 14 de maio de 2018

Qual era a religião de Adolf Hitler ?

Qual era a religião de Adolf 

Hitler

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Hitler e os símbolos
Hitler e os símbolos

O ditador fez inúmeras referências a Deus, Jesus e 'seu' cristianismo em suas aparições públicas. Em privado, a conversa era outra

segunda 7 maio, 2018
Hitler e os símbolos Foto:Montagem sobre Bundesarchiv

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Munique, 12 de abril de 1922.
Diante da plateia, um jovem Adolf Hitler discursa:
“ Meus sentimentos, como Cristão, mostram meu Deus e Salvador como um guerreiro. Como Cristão, tenho o dever de ser um guerreiro pela justiça e verdade”
O homem que levaria à aniquilição de 6 milhões de judeus declarava-se publicamente seguidor de um judeu. O futuro genocida dizia adotar a religião do dar a outra face. Faz sentido isso?

Da boca para fora

Não faz. É consenso entre pesquisadores, historiadores e biógrafos, que, criado por pais católicos, batizado e usando de inúmeras referências a Deus e Jesus em seus discursos, o Führer estava longe de ser cristão. 
Hitler reconhecia a necessidade de se alinhar à visão cristã para ser eleito e preservar poder político. Isto é, fingia ser cristão por populismo, já que a maior parte da população alemã e austríaca se dividia entre luteranos e católicos. Como registrado pelo biógrafo Ian Kershaw, Hitler admitiu que a sua atitude não era uma questão de princípios, mas de pragmatismo político.
Na intimidade, o ditador trocava os termos cristãos motivacionais por um discurso decisivamente anticristão.  Isso foi registrado nas chamadas Conversas de Hitler à Mesa (Tischgespräche im Führerhauptquartier), os monólogos que ele fazia a seus partidários em reuniões privadas, que foram cuidadosamente transcritos por estenógrafos. Em 10 de outubro de 1941, assim ele afirmou:
 “ O cristianismo é uma rebelião contra a lei natural, um protesto contra a natureza. Levado ao pé da letra, cristianismo significaria o cultivo sistemático do fracasso humano”
Hitler chamava as religiões cristãs de doença e dizia sonhar em “imunizar os alemães” ao cristianismo. Acreditava que o cristianismo entraria em colapso com o avanço da ciência, e que Nazismo e religião não podiam coexistir a longo prazo. 
Com o poder nas mãos, Hitler e o Partido Nazista procuraram diminuir a influência do cristianismo na sociedade. A partir de 1930, seu regime era cada vez mais dominado por militantes virulentamente contrários a igreja – como Martin Bormann, Heinrich Himmler e Alfred Rosenberg, os dois últimos flertando com ocultismo e neopaganismo.
Um grupo cristão chegou a ser enviado aos campos de extermínios. Testemunhas de Jeová foram perseguidas por recusar o serviço militar e jurar fidelidade ao Nazismo.
A impaciência de Hitler com as igrejas provocou frequentes surtos de hostilidade. No início de 1937, ele [Hitler] declarava que o cristianismo estava pronto para ser destruído, e que as igrejas deveriam, ceder a primazia do Estado", diz o historiador inglês Ian Kershaw, autor de Hitler: 1936-1945 Nemesis. 

Mas, afinal...

Claro aqui que Hitler não podia ser cristão, no que acreditava? Aí é uma discussão de 73 anos, que nem de longe parece perto de acabar. Dependendo de quem você perguntar, Hitler pode ser um crente sem religião, um deísta (Deus existe, mas não interfere), um panteísta (Deus é a natureza está em todo o lugar), ou um ateu (bem) enrustido.

Em suas conversas privadas, Hitler não falava em Deus como um crente, como fazia em público. No lugar, se referia a uma vaga “Providência”, o acaso feliz das leis naturais. Ainda assim, ele condenou o ateísmo mais de uma vez, em privado, como em 14 de outubro de 1941:
 “ Um homem educado mantém o senso desses mistérios da natureza e se curva diante do que não pode ser conhecido. Um homem sem educação, por outro lado, arrisca se bandear para o ateísmo”
O historiador britânico Richard Overy, autor de Ditadores, afirmou que Hitler não era “totalmente” um ateu, mas descreveu assim sua ambiguidade: “Ele não era um cristão praticamente mas, de alguma forma, conseguiu mascarar seu ceticismo religioso de milhões de eleitores Alemães. Ainda que Hitler seja frequentemente retratado como um neo-pagão, ou o deus de uma religião política, suas opiniões tinham muito mais em comum com a iconoclastia revolucionária de seu inimigo bolchevique.
Hitler e os símbolos“Seria Hitler um ateu? Provavelmente não”, afirma o historiador australiano Samuel Koehne. “Mas continua sendo extremamente difícil confirmar suas crenças pessoais, e o debate ainda é acalorado. O que historiadores podem confirmar é que Hitler desenvolveu uma fé absoluta em duas coisas: numa forma extrema de nacionalismo e nele mesmo.”
Lucas Vasconcellos

sexta-feira, 11 de maio de 2018

DENISE ROCHA É 1ª BRASILEIRA A TESTAR O ‘PÊNIS FACIAL’




(Foto: Bruno Afonso/ Agência Bravo)
Após as celebridades Sandra Bullock, Cate Blanchett, Emma Stone e Katy Perry fazerem uso do ‘Pênis Facial‘, tratamento de pele que é a maior novidade em Hollywood, a modelo e ex-assessora parlamentar Denise Rocha experimentou a técnica.
“O Furacão da CPI, Denise Rocha, é a primeira famosa brasileira a testar o polêmico tratamento estético ‘Pênis Facial'”, informa assessoria de imprensa. “A técnica chegou ao Brasil nesta semana em Brasília e foi testada em Denise na Clínica Corpus Estética Avançada pelo Dr. Henrique Santos”, diz o email.
De nome Hollywood EGF Facial, o tratamento foi apelidado de ‘Pênis Facial’ por envolver o uso de células-tronco retiradas do prepúcio de bebês na Coréia do Sul. As células são colhidas durante a circuncisão dos recém-nascidos e aplicadas na pele com micro-agulhas para estimular a produção de colágeno. O apelido é porque o cheiro lembra o de esperma.
Segundo a assessoria, o procedimento custa cerca de R$1.000 no Brasil. Confira vídeos de Denise usando o ‘Pênis Facial’:
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segunda-feira, 30 de abril de 2018

7 estudos que rechaçam a ideologia de gênero

7 estudos que rechaçam a ideologia de gênerot6.jpeg

Por Pedro Augusto

Talvez a bandeira que os movimentos progressistas mais tentarão impor na cultura brasileira nos próximos anos é a da gênero, também conhecida como Ideologia de Gênero.

Diversos debates - ou melhor, propagandas, já que debates são ideias contrárias em conflito - são realizadas na grande mídia brasileira, em sites, universidades e tantos outros meios. Geralmente, nessas discussões, jamais ou quase nunca são chamadas pessoas com ideias contrárias para falar do tema.

E entre as várias subtemáticas questões de gênero, está a transexualidade na infância e na adolescência, assunto que inclusive já foi tema de um  programa popular nas manhãs da televisão aberta. De acordo com os defensores desse ponto de vista,  crianças já podem escolher se identificam-se como meninos ou como meninas, e até optar por mudar de sexo, embora essas mesmas crianças não atravessem uma rua sozinhas por causa de sua enorme imprudência.

Em meio a esses debates, algumas verdades precisam vir à luz para a sociedade e principalmente para os defensores da mudança de gênero, que geralmente rotulam de preconceituosos àqueles que possuem uma opinião diferente.

Dentro desta temática, a médica Michelle Cretella, presidente do American College of Pediatricians, em um texto para o site The Daily Signal, mostrou os perigos do tratamento de mudança de sexo para crianças. Cretella afirmou que os estudos sobre a existência do cérebro trans tem sérios defeitos e não provam nada.

Pesquisas realizadas com gêmeos mostram que se o DNA e os hormônios pré-natais determinassem a transgeneridade, deveríamos esperar que, em quase 100% dos casos, se um gêmeo se identificasse como transgênero, o outro faria o mesmo. O maior estudo sobre o caso publicado em 2013 pelo médico Milton Diamond aponta que, em apenas 28% das vezes em que um dos gêmeos é transgênero, o outro também é.

A médica também aponta que o Manual de Sexualidade e Psicologia da Associação Pediátrica Americana mostrou que entre 75% a 95% dos adolescentes que possuem alguma confusão sobre sua identidade sexual aceitam o seu sexo biológico no fim desta fase da vida. Estima-se que nos meninos a taxa chegue a 98%, enquanto nas meninas 88%.

Outro ponto é que segundo um estudo publicado na revista The New Atlantis, os bloqueadores da puberdade (usados em tratamentos para mudanças de sexo), mesmo aqueles utilizados para os casos precoce não são seguros, pois aumentam o risco de fraturas nos ossos no começo da fase adulta, câncer testicular, obesidade e impacto no desenvolvimento psicológico e cognitivo.

Além disso, em seu artigo, a Dra. Michelle aponta que inexiste casos de crianças com disforia de gênero que tenham deixado de usar medicamentos hormonais. O único estudo sobre o tema mostra que todos os diagnosticados que foram tratadas com bloqueadores continuaram expressando a identidade transgênero e passaram a ingerir hormônios de cruzamento hormonal. A médica também diz que este número sugere que o protocolo médico em si pode levar os jovens a se identificar como transgênero.

O uso de hormônios de cruzamento sexual acarretam em riscos para a contração de diabetes, câncer, doenças cardíacas, coágulos sanguíneos e hipertensão arterial, segundo estudo com adultos.

Os riscos de suicídio é um motivos pelos quais muitos defendem as cirurgias de mudanças de sexo nas crianças e adolescentes. No entanto, um estudo sueco revela que a taxa de suicídios em pessoas que fazem a mudança de sexo é vinte vezes maior em relação a população em geral.  Além disso, estima-se que 90% desse grupo que tira a sua vida já foi diagnosticado antes com alguma desordem mental. E não há provas claras que sejam por motivos de preconceito, perseguição etc.

FONTE : http://ocongressista.blogspot.com.br/2017/07/procedimento-de-mudancas-de-sexo-em.html?m=1

quinta-feira, 26 de abril de 2018

O princípio da Falseabilidade e a noção de ciência de Karl Popper

O princípio da Falseabilidade e a noção de ciência de Karl Popper


Karl Popper foi um filósofo austríaco que desenvolveu o princípio de falseabilidade pelo qual contestava o princípio de verificabilidade dos filósofos do Círculo de Viena.

O filósofo Karl Popper propôs o critério da falseabilidade e tornou-se um dos maiores nomes da filosofia da ciência
O filósofo Karl Popper propôs o critério da falseabilidade e tornou-se um dos maiores nomes da filosofia da ciência

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1) Dados biográficos
Karl Raimund Popper nasceu na Áustria, em 1902. Filho de judeus, emigrou para a Nova Zelândia em 1937, onde publicou, em 1945, a obra de filosofia política “A sociedade Aberta e Seus Inimigos”. Antes disso, em 1935, publicou a obra “Lógica da Investigação Científica”, considerada uma das obras mais importantes de filosofia da ciência. Faleceu em 1994, na Inglaterra, país que o acolheu a partir de 1946, conferindo a ele o título de Sir. Na Inglaterra, Popper publicou muitos de seus escritos e desenvolveu carreira docente na London School of Economics. Embora seu pensamento político seja muito conhecido, o que o tornou célebre foi o seu pensamento sobre a ciência que impactou filósofos e cientistas.
2) O Círculo de Viena
Karl Popper teve no início de sua formação a influência das discussões feitas no Círculo de Viena, uma associação fundada no final da década de 1920 por um grupo de cientistas, lógicos e filósofos que concentrava seus esforços em torno de um projeto intelectual. Tal projeto era o desenvolvimento de uma filosofia da ciência baseada em uma linguagem lógica e a partir de procedimentos lógicos com alto rigor científico.
O tema prioritário dos estudos desse grupo era a formulação de um critério que permitisse distinguir entre proposições com ou sem significação a partir do critério de “verificabilidade”. Assim, aquilo que não tivesse possibilidade de verificação deveria ser retirado do saber científico, como os enunciados metafísicos. A Física era o modelo que eles propunham para todos os enunciados científicos, ou seja, só aquilo que foi dito a partir de observações poderia ser considerado verdadeiro. Os enunciados que não pudessem ser examinados a partir da verificação empírica não tinham significação e, portanto, deveriam ser desconsiderados da ciência.
A verificação pode ser feita ainda de outra forma além do método empírico: por meio da aplicação da lógica para saber se há coerência no enunciado. Nesse caso, a verificação é feita por demonstração. Dependentes de constatações empíricas ou de demonstração lógico-matemática, as leis científicas para os pensadores do Círculo de Viena só poderiam ser a posteriori, ou seja, os enunciados científicos são constatações.
Desse modo, a proposição “Existe petróleo no meu quintal”, por exemplo, é possível de ser verificada e pode ser verdadeira ou falsa a partir da constatação feita, por exemplo, por uma escavação no solo. A proposição “A alma é imortal”, ao contrário, não é verificável, apesar de ser uma construção gramaticalmente correta e independente dos argumentos utilizados para prová-la. Segundo os pensadores do Círculo de Viena, a primeira proposição tem significação e valor cognitivo porque é verificável; a segunda, não.
Pelo critério de verificabilidade, era possível fazer uma distinção entre a Filosofia e a Ciência. O objetivo da Filosofia era, para Rudolf Carnap, um dos principais representantes do Círculo, o de estudar a natureza da linguagem científica, um estudo que compreenderia três processos: um sintático, pelo qual ela estabeleceria teorias a respeito das relações formais entre os signos; um semântico, pelo qual estabeleceria teorias a respeito das interpretações; e um pragmático, pelo qual estabeleceria teorias a respeito das relações entre a linguagem, o locutor e o ouvinte.
Outros pensadores importantes do Círculo de Viena foram Otto Neurath, Moritz Schilick e Ernest Nagel. A ascensão do nazismo repercutiu na formação do Círculo: Carnap e outros membros mudaram-se para os Estados Unidos; Hahn, Schilick e Neurath morreram. O movimento intelectual dispersou-se a partir de então.
3) O princípio da falseabilidade
princípio de verificabilidade dos pensadores do Círculo de Viena foi um dos principais pontos combatidos por Popper. Para ele, uma proposição poderia ser considerada verdadeira ou falsa não a partir de sua verificabilidade, e sim da sua refutabilidade (ou falseabilidade).
A observação científica, segundo ele, é sempre orientada previamente por uma teoria a ser comprovada, ou seja, a ciência que se baseia no método indutivo seleciona os fenômenos que serão investigados para a comprovação de algo que já se supõe. Por essa razão, o critério de verificabilidade nem sempre será válido.
O princípio proposto por Popper, em vez de buscar a verificação de experiências empíricas que confirmassem uma teoria, buscava fatos particulares que, depois de verificados, refutariam a hipótese. Assim, em vez de se preocupar em provar que uma teoria era verdadeira, ele se preocupava em provar que ela era falsa. Quando a teoria resiste à refutação pela experiência, pode ser considerada comprovada.
Com o princípio da falseabilidade, Popper estabeleceu o momento da crítica de uma teoria como o ponto em que é possível considerá-la científica. As teorias que não oferecem possibilidade de serem refutadas por meio da experiência devem ser consideradas como mitos, não como ciência. Dizer que uma teoria científica deve ser falseável empiricamente significa dizer que uma teoria científica deve oferecer possibilidade de refutação – e, se refutadas, não devem ser consideradas.
4) O conceito de ciência para Karl Popper
A noção de ciência para Karl Popper pode ser pensada a partir de dois pontos fundamentais: o caráter racional da ciência e o caráter hipotético das teorias científicas.
A ciência, como um projeto humano, não é impassível de transformação, o que possibilitou o surgimento de diversas teorias. O que há em comum entre esses modos variados de se fazer ciência, ele mesmo responde em sua obra Conjecturas e Refutações (1972): o caráter racional da ciência. Diz ele:
Um dos ingredientes mais importantes da civilização ocidental é o que poderia chamar de 'tradição racionalista', que herdamos dos gregos: a tradição do livre debate – não a discussão por si mesma, mas na busca da verdade. A ciência e a filosofia helênicas foram produtos dessa tradição, do esforço para compreender o mundo em que vivemos; e a tradição estabelecida por Galileu correspondeu ao seu renascimento. Dentro dessa tradição racionalista, a ciência é estimada, reconhecidamente, pelas suas realizações práticas, mais ainda, porém, pelo conteúdo informativo e a capacidade de livrar nossas mentes de velhas crenças e preconceitos, velhas certezas, oferecendo-nos em seu lugar novas conjecturas e hipóteses ousadas. A ciência é valorizada pela influência liberalizadora que exerce – uma das forças mais poderosas que contribuiu para a liberdade humana.(POPPER, 1972, p. 129)¹
A racionalidade está relacionada também com duas outras características importantes da ciência: a busca da verdade e o progresso do conhecimento. Esse progresso do conhecimento científico, na concepção popperiana, não pode ser pensado a partir de uma “lei histórica”, e sim algo que acontece em virtude da própria razão humana a partir da possibilidade de discussão crítica. Assim, podemos perceber que seu projeto consiste em uma tentativa de preservar o debate livre e crítico e a avaliação constante das ideias para que essas sejam aperfeiçoadas. Assim, esse aperfeiçoamento ecoará no plano social.
O debate livre e crítico também aponta para o caráter hipotético das teorias científicas, pois elas sempre estão sujeitas a serem falseadas – ou não podem ser consideradas teorias científicas. Seu método foi conhecido como hipotético-dedutivo.
Notas
¹POPPER, K. R. Conjecturas e refutações. Brasília: UNB, 1972.

Por Wigvan Pereira
Graduado em Filosofia
Gostaria de fazer a referência deste texto em um trabalho escolar ou acadêmico? Veja:
SANTOS, Wigvan Junior Pereira dos. "O princípio da Falseabilidade e a noção de ciência de Karl Popper"; Brasil Escola. Disponível em <https://brasilescola.uol.com.br/filosofia/o-principio-falseabilidade-nocao-ciencia-karl-popper.htm>. Acesso em 26 de abril de 2018.