sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Polícia prende chefes de torcidas organizadas e leva dirigente de clube no RJ para depor

Polícia prende chefes de torcidas organizadas e leva dirigente de clube no RJ para depor



Alesson Galvão de Souza, presidente da Raça Fla foi levado coercitivamente para prestar depoimento na delegacia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1) 


Ricardo Alexandre Alves, o Pará, presidente da Força Flu foi levado para a Cudade Polícia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1) 

Agentes aprenderam facões na sala do vice-presidente do Botafogo (Foto: Fernanda Rouvenat / G1) 

Computadores são apreendidos e levados para a Cidade da Polícia pelos agentes (Foto: Fernanda Rouvenat / G1 Rio) 




Por Mohamed Saigg, Guilherme Peixoto, Bruno Albernaz, Fernanda Rouvenat e Marcelo Bruzzi, TV Globo, G1 Rio e GloboNews
 

Chefes de torcidas organizadas são presos em operação policial no Rio
Três líderes de torcidas organizadas de times de futebol do Rio foram presos, na manhã desta sexta-feira (1), por Policiais da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), em conjunto com o Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor (Gaedest), do Ministério Público, e com o Juizado Especial do Torcedor.
Os agentes ainda cumpriram um mandado de condução coercitiva contra um dirigente do Botafogo, que foi levado para prestar depoimento. A polícia está nas sedes dos clubes cumprindo mandados de busca e apreensão.
Por volta das 6h, foram presos Manuel de Oliveira Menezes, presidente da Young Flu, que estava em casa em um condomínio fechado em Quintino, na Zona Norte do Rio; Luiz Carlos Torres Júnior, o Fila, vice-presidente da Young Flu; e Ricardo Alexandre Alves, o Pará, presidente da Força Flu. Carlos Roberto de Almeida, presidente da Fiel Tricolor, está foragido.
O objetivo da operação, batizada de Limpidus, é cumprir 4 mandados de prisão, 8 de condução coercitiva e 13 de busca e apreensão, expedidos pelo juiz Guilherme Schilling, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos (JETGE).
“O que motiva a briga de torcidas, no fundo, no fundo, é o dinheiro, como qualquer empresa. Só que a gente está tratando de uma empresa criminosa”, analisou Marcos Kac, promotor do Gaedest. Todos os presos serão indiciados por associação criminosa, e os chefes de torcidas também responderão por prática de cambismo.
Alesson Galvão de Souza, presidente da Raça Fla foi levado coercitivamente para prestar depoimento na delegacia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Alesson Galvão de Souza, presidente da Raça Fla foi levado coercitivamente para prestar depoimento na delegacia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Alesson Galvão de Souza, presidente da Raça Fla foi levado coercitivamente para prestar depoimento na delegacia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
A polícia também cumpriu mandado de busca e apreensão na casa do vice-presidente de Estádios do Botafogo, Anderson Simões, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. Ele também foi levado para prestar depoimento na delegacia, alvo de condução coercitiva. A polícia apreendeu dois facões na sala de Simões no estádio do Engenhão.
Além do Engenhão, também são cumpridos mandados, em São Januário, no Maracanã, na Zona Norte, e nas Laranjeiras, na Zona Sul.
Alesson Galvão de Souza, presidente da Raça Fla, e Felipe Ferraz de Souza, o Fil, presidente interino da Fúria Jovem do Botafogo, também foram levados para prestar depoimento.
Fil está à frente da Fúria desde a prisão do presidente da torcida organizada, Luis Felipe Fonseca da Silva, o "Canelão", em agosto. Na ocasião, 49 torcedores foram presos após uma briga entre torcedores do Botafogo e do Flamengo.
Polícia civil prende presidente da Young Flu

Investigação

Segundo a polícia, durante as investigações foi identificada uma relação promíscua entre clubes e torcidas organizadas, algumas delas banidas dos estádios pela Justiça.
Apesar disso, líderes dessas organizadas recebiam regularmente ingressos que eram repassados para cambistas e vendidos a preços altos. Ainda segundo a polícia, torcedores banidos dos estádios por incitar a violência também usavam esses ingressos para assistir aos jogos.
“O clube dava um ingresso a R$ 35, e vendiam para os cambistas por R$ 40, e ficavam com o valor dos ingressos”, explicou Daniela Terra, titular da Delegacia de Repressão a crimes de Informática (DRCI).
Outra ilegalidade cometida pelos clubes é o financiamento de torcidas organizadas já penalizadas com medidas de afastamento. Para o MPRJ, as condutas estariam fomentando a violência nos estádios.
Ricardo Alexandre Alves, o Pará, presidente da Força Flu foi levado para a Cudade Polícia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Ricardo Alexandre Alves, o Pará, presidente da Força Flu foi levado para a Cudade Polícia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Ricardo Alexandre Alves, o Pará, presidente da Força Flu foi levado para a Cudade Polícia (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Agentes aprenderam facões na sala do vice-presidente do Botafogo (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Agentes aprenderam facões na sala do vice-presidente do Botafogo (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Agentes aprenderam facões na sala do vice-presidente do Botafogo (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Computadores são apreendidos e levados para a Cidade da Polícia pelos agentes (Foto: Fernanda Rouvenat / G1 Rio)Computadores são apreendidos e levados para a Cidade da Polícia pelos agentes (Foto: Fernanda Rouvenat / G1 Rio)
Computadores são apreendidos e levados para a Cidade da Polícia pelos agentes (Foto: Fernanda Rouvenat / G1 Rio)
Polícia prendeu Manuel de Oliveira Menezes, presidente da Young Flu (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)Polícia prendeu Manuel de Oliveira Menezes, presidente da Young Flu (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)
Polícia prendeu Manuel de Oliveira Menezes, presidente da Young Flu (Foto: Fernanda Rouvenat / G1)

Suspeito de participar de morte de torcedor do Flamengo é preso

Nesta quinta (30), uma outra operação prendeu mais um integrante da torcida organizada Força Jovem do Vasco suspeito de participar na morte de um torcedor do Flamengo. Adriano Marcondes estava com o grupo que participou de uma briga e atirou contra a vítima no fim de outubro.
O delegado Allan Duarte afirmou que quatro pessoas suspeitas do crime já foram identificadas, duas estão presas e outras duas foragidas. Apesar disso, ele acredita que outras pessoas envolvidas no caso tenham fugido do estado. Os suspeitos teriam ido para o Nordeste e estariam foragidos em sedes de torcidas parceiras.
"A Força Jovem é uma organização criminosa, que se traveste de torcida, mas dentro dela há uma disputa de poder. Isso ficou bem claro quando a gente capturou o Adriano hoje. Hoje fomos atrás de três envolvidos no crime, um foi capturado e dois estão foragidos", disse o delegado Allan.
A Divisão de Homicídios de Niterói e São Gonçalo também investiga se há ligação com torcidas de outros estados para cometer crimes, e se os três suspeitos cometeram outros crimes. Os suspeitos vão responder por homicídio doloso e dois homicídios tentados.

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