quinta-feira, 8 de junho de 2017

LUTANDO CONTRA A DEPRESSÃO - NEUROTRANSMISSORES

Neurotransmissores



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DEPRESSÃO 

Ana Lucia Santana

depressão é um dos males da alma que mais assolam a nossa sociedade nos dias atuais. Basta observar os consultórios dos psiquiatras, principalmente dos bons especialistas, ou tentar marcar uma consulta com um deles, e se perceberá, com um grau maior ou menor de perplexidade, a alta incidência dessa perturbação psíquica, talvez se possa até falar de uma epidemia nesse sentido. Mas é importante saber distinguir esta síndrome de outras disfunções emocionais, e também do stress crônico que também atinge as pessoas atualmente. Esses problemas não distinguem sexo, idade ou classe social. Aliás, o número de crianças e adolescentes depressivos vem crescendo de uma forma alarmante.
Normalmente utilizamos o termo depressão para falar sobre o que sentimos. Às vezes nos encontramos tristes, melancólicos, angustiados, mas isso não significa que estamos realmente deprimidos. A depressão é uma doença preocupante e necessita ser tratada. Ela é fruto de um distúrbio no humor e provoca o desinteresse na realização de tudo que possa gerar prazer. Não adianta tentar curar esta enfermidade apenas com palavras de estímulo, é preciso ouvir o paciente e, se ficar claro que ele não está apenas momentaneamente triste, tentar encaminhá-lo ao especialista. Este distúrbio é de natureza neurológica, e, portanto, de longa duração, acompanhado dos sintomas específicos. Este mal ocorre com maior freqüência nas mulheres do que nos homens, e é mais normalmente encontrado em pacientes entre 24 e 44 anos.
São muitas as fontes da depressão, entre elas fatores de ordem genética, alimentação, stress, drogas e outros. Determinar os sintomas desta enfermidade nunca é uma tarefa definitiva, pois somente os pacientes, os mais variados, sabem o que sentem e conhecem seu próprio sofrimento. Mas alguns deles são mais comuns, tais como pensamentos negativos, modificações sensoriais no organismo – dores e náuseas -, carência energética e de interesses, mutações no humor, perda da concentração, mudanças no apetite e no sono, as tarefas físicas e mentais são cumpridas com maior lentidão, sensação de fracasso. No corpo físico costuma haver batimentos cardíacos incômodos, prisão de ventre, dores de cabeça, problemas na digestão. Alternam-se os momentos de alívio e de recaída, o que muitas vezes provoca no paciente a sensação de não estar se recuperando, ou de estar se convalescendo sozinho. Os sintomas dificilmente se apresentam em sua totalidade, geralmente variam de paciente para paciente, e se manifestam ora de uma forma, ora de outra. Com o tratamento, a melhora é gradual.

Segundo dados da Organização Mundial de Saúde, a depressão poderá se tornar, em 2020, uma das maiores causas de mortalidade, perdendo apenas para as enfermidades coronárias. Não se deve tratar a depressão como se ela fosse algo único e invariável, atendendo aos apelos dos laboratórios que, de temporadas em temporadas, inventam novas drogas potentes, acompanhadas de uma publicidade geralmente enganosa, como se ela fosse uma doença que se expressa igualmente em cada paciente. Há pelo menos seis espécies conhecidas de depressão: depressão maior; crônica – também conhecida como distimia; atípica; pós-parto; afetivo sazonal; tensão pré-menstrual e pesar.
Na depressão maior ocorrem pelo menos cinco dos sintomas que se seguem, pelo menos por duas semanas: desânimo na maior parte do tempo; carência de prazer no cotidiano; falta de apetite, com consequente perda do peso; alterações no sono; agitação ou prostração; cansaço persistente; culpa frequente; perda da concentração; pensamentos que envolvem idéias de suicídio ou morte. Estes sintomas não podem estar conectados a transtornos bipolares e deve-se observar se eles dificultam os relacionamentos sociais e profissionais. A distimia é uma depressão persistente, que se estende por aproximadamente dois anos – a taxa de suicídios nesta categoria é semelhante à apresentada pelos deprimidos graves. Na depressão atípica os pacientes comem em excesso, dormem demais, estão sempre entediados. A pós-parto envolve tanto alterações emocionais quanto hormonais, uma vez que o corpo e a vida da mãe são modificados profundamente. O distúrbio sazonal apresenta incidências anuais de depressão, geralmente ao longo do outono e do inverno, sendo extinta a doença nas outras estações do ano; caracteriza-se normalmente pela presença de manias e a tendência a comer muito doce no inverno.
A tensão pré-menstrual manifesta irritação e nervosismo muito intensos no período anterior ao da menstruação. Os sintomas geralmente pioram uma semana antes da chegada do fluxo menstrual. O pesar não é exatamente uma depressão, mas é difícil estabelecer diferenças entre ambos. Normalmente o pesar resume-se a uma reação emocional e sadia às perdas que pontuam nossa existência. Quando ele não está ligado a outros distúrbios psíquicos, dura aproximadamente entre três e seis meses. Se ultrapassar este período, e os sintomas se acentuarem, ele pode transformar-se numa depressão. No transtorno afetivo bipolar, considerado por muitos especialistas também como depressão, alternam-se etapas deprimidas com as maníacas.
A criança também tem limites para lidar com o stress. Ela suporta este mal tanto quanto os adultos, principalmente diante do desconhecido, do novo. Sua capacidade de reagir às pressões das circunstâncias e dos adultos que a cercam corresponde ao grau da coação exercida. Quando o estresse permanece, há uma queda no sistema imunológico, que tem como função defender o organismo. É fundamental que os médicos estejam mais preparados para atuar neste momento, pois geralmente os pediatras não se encontram prontos para diagnosticar a depressão precoce, geralmente atribuindo os sintomas manifestados pela criança a outras enfermidades. Muitas vezes é necessário que o pequeno seja atendido por uma equipe multidisciplinar que envolva o pediatra, o fisioterapeuta e o psiquiatra. Observar o ambiente familiar é imprescindível no diagnóstico, principalmente a relação dos pais com os filhos.
O tratamento da depressão consiste basicamente no medicamento antidepressor prescrito por alguns meses, no mínimo, e uma boa psicoterapia. Também há um outro meio, conhecido como Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva, para os pacientes que não se adaptam aos remédios. Hoje se sabe que os exercícios físicos praticados regularmente são igualmente fundamentais na cura da depressão.
Arquivado em: Psicologia

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Neurotransmissores

Graduação em Farmácia (Universidade Braz Cubas, UBC, 2012)






Os neurotransmissores são pequenas moléculas responsáveis pela comunicação das células no Sistema Nervoso, na sua maioria são provenientes de precursores de proteínas, e são normalmente encontradas nos terminais sinápticos dos neurônios. Essas moléculas são liberadas na fenda sináptica e agem em receptores pós-sinápticos localizados no neurônio pós-sináptico, fazendo com que esses receptores se abram dando liberação na maioria das vezes à íons, dando origem ao que chamamos de transmissão sináptica, onde um impulso nervoso é passado para outra célula. As respostas dadas pelos neurônios à um estímulo vai depender da característica do neurotransmissor e do receptor, essas respostas podem ser excitatórias ou inibitórias.

Existem diversos tipos de neurotransmissores dentre eles temos:

Acetilcolina (ACh)

Este neurotransmissor está envolvido em muitos comportamentos dentre eles o aprendizado, a memória, e a atenção (testes feitos em animais revelaram que o bloqueio da liberação desse neurotransmissor é responsável pelo déficit desses aspectos cognitivos).
É o neurotransmissor do sistema nervoso autônomo parassimpático e sua sinalização neste sistema dá origem a constrição dos brônquios, vasos sanguíneos, e pupilas, reduz batimentos cardíacos, produz ereção entre outros. Esse transmissor é importante para a movimentação do nosso corpo pois sua liberação em músculos promove a contração das fibras musculares.

Serotonina (5HT)

Envolvido nas desordens do humor, seu entendimento é importante para o tratamento da desordem obsessiva compulsiva, latência do sono, ansiedadedepressão e outros transtornos do humor. Fármacos que atuam no bloqueio de sua degradação ou receptação podem elevar os níveis deste neurotransmissor reduzindo os sintomas destas patologias. O leite é um alimento rico em triptofano, aminoácido necessário para a síntese de 5HT, sua ingestão antes de dormir pode elevar níveis de 5HT facilitando o sono.

Noradrenalina (NA)

Neurotransmissor envolvido em diversos aspectos como humor, atenção, alerta, aprendizado , memória e excitação mental e física. Também está relacionado com a transmissão do sistema nervoso autônomo simpático e sua sinalização neste sistema dá origem a dilatação dos brônquios , vasos sanguíneos, e pupilas, aumento dos batimentos cardíacos entre outros.

Dopamina (DA)

Responsável por controlar o nível de estimulação no sistema motor, sua diminuição leva a tremores e até a impossibilidade de locomoção voluntária. Na doença de Parkinson há morte de neurônios que liberam dopamina na via nigroestriatal, essa é importante para o controle do movimento refinado, sua destruição pode levar a tremores, até mesmo a incapacidade de se mover de forma voluntária.
Este transmissor também é responsável pelo estímulo prazeroso. A ingestão de alimentos, prática de sexo e algumas drogas de abuso são estimulantes da liberação de dopamina em regiões como o núcleo accumbens e córtex pré-frontal.

Neurotransmissores x Neuromoduladores

Existem diversas substâncias capazes de promover comunicação das células neuronais, dentre elas também temos os neuromoduladores (estes exercem ações moduladoras em relação aos neurotransmissores). Porém algumas características são fundamentais para a diferenciação destes, estas são:
  • Deve ser sintetizados dentro do neurônio;
  • Deve ser encontrado na terminação pré-sináptica e secretado em quantidades suficientes para agir no local de ação;
  • Deve imitar a ação de um transmissor endógeno, quando este for aplicado exogenamente;
  • Deve apresentar mecanismos específicos para sua remoção.
Referências bibliográficas:
Neurociência básica, Anatomia e Fisiologia. Editora Guanabara  Koogan. Arthur C. Guyton
Neurociências. Desvendando o sistema nervoso. Editora Artmed. Bear  MF, Connors BW, Paradiso MA
Neurociência básica, Anatomia e Fisiologia. Editora Guanabara  Koogan. Arthur C. Guyton
Princípios da Neurociência. Editora Manole. Kandel ER, Schwartz JH,  Jessell TM.
Cem bilhões de neurônios. Conceitos fundamentais de neurociência.  Editora Atheneu. Lent R.
http://www.cerebromente.org.br/n12/fundamentos/neurotransmissores/nerves_p.html
http://www.neurofisiologia.unifesp.br/

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Acordo de leniência obriga J&F a entregar lista de detentores de foro que receberam propina
















Rodrigo Fonseca/Futura Press

Rodrigo Fonseca/Futura Press

Acordo de leniência obriga J&F a entregar lista de detentores de foro que receberam propina

Por Ricardo Brito - BRASÍLIA (Reuters) - A J&F, holding que controla a JBS, terá de entregar uma lista de todos os beneficiários de pagamentos indevidos feitos pela companhia e que atualmente tenham foro privilegiado, conforme o acordo de leniência fechado entre a holding e o Ministério Público Federal (MPF) assinado nesta segunda-feira.
O grupo precisará apresentar essa relação em até 90 dias, após a homologação do acordo pela 10ª Vara Federal de Brasília e pela 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF.
A holding terá de entregar uma lista consolidada com as doações eleitorais nos últimos 16 anos feita pelas empresas do grupo, incluindo o nome de quem autorizou o repasse e o valor.
O acordo, conforme divulgado na semana passada, prevê que a holding terá de pagar 10,3 bilhões de reais em multas e ressarcimento mínimo em um prazo de 25 anos.
Mesmo com o bilionário acordo, a assinatura da leniência, conforme texto divulgado pela Procuradoria da República no Distrito Federal, não retira dos órgãos públicos e instituições lesadas o direito de exigir que as empresas controladas pela J&F paguem multas ou façam o ressarcimento de eventuais prejuízos.
"O acordo prevê apenas que, caso ocorram pagamentos dessa natureza, em favor de BNDES, União, Funcef, Petros , CEF e FGTS, o grupo poderá pedir que sejam abatidos até o limite de 80 por cento do total devido à respectiva entidade. Não há entretanto, a possibilidade de restituição de valores pagos acima do estipulado no acordo", afirma o comunicado.
O acerto prevê 37 cláusulas a serem cumpridas. Uma das providências é a saída de Joesley Batista de todos os cargos de direção e de conselho das companhias do grupo e sua não recondução por no mínimo cinco anos.
A holding ainda se comprometeu a manter o regular pagamento de dívidas e obrigações junto a entes federados. Dessa forma, segundo o texto, as empresas do grupo precisam estar em dia com tributos e outros contas devidas a órgãos como Receita Federal, Instituto Nacional do Seguridade Social (INSS), Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Procuradoria da Fazenda Nacional.
O acordo prevê que o grupo forneça informações, documentos, relatórios periódicos e preste depoimentos complementares ao MPF. Essa espécie de prestação de contas, pelo acordo, deverá se estender a outras instituições que cooperem com investigações abrangidas nas ações da leniência.


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sexta-feira, 2 de junho de 2017

O PT ENGANANDO

Governo define que classe média tem renda entre R$ 291 e R$ 1.019


29 MAI2012
18h09
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O governo brasileiro já tem uma nova definição para a classe média brasileira. Considerando a renda familiar como critério básico, uma comissão de especialistas formada pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República definiu que a nova classe média é integrada pelos indivíduos que vivem em famílias com renda per capita (somando-se a renda familiar e dividindo-a pelo número de pessoas que compõem a família) entre R$ 291 e R$ 1.019.
"Quem tiver renda per capita nesse intervalo será considerada classe média", disse Ricardo Paes de Barros, secretário de Ações Estratégicas da SAE, na noite desta terça-feira, em São Paulo. Segundo ele, a definição de classe média foi finalizada após análises de propostas com mais de 30 alternativas, feitas em quatro reuniões da equipe técnica da secretaria e mais duas da equipe de avaliação.
Dentro dessa definição, a comissão dividiu a classe média em três grupos: a baixa classe média, composta por pessoas com renda familiar per capita entre R$ 291 e R$ 441, a média classe média, com renda compreendida entre R$ 441 e R$ 641 e a alta classe média, com renda superior a R$ 641 e inferior a R$ 1.019.
"Isso é um ativo para a sociedade brasileira. A classe média do País representa mais da metade da população. Tendo uma definição padrão, que seja aceita por todo mundo, isso vai facilitar muito toda a discussão sobre o que pensa, o que quer, o que espera, o que faz e qual o padrão de consumo dessa nova classe média", disse Barros.
Segundo a comissão, para chegar a essa definição a secretaria levou em consideração o padrão de despesa das famílias e os gastos com bens essenciais e supérfluos. Também foi usado como critério o grau de vulnerabilidade, ou seja, da probabilidade de retorno à condição de pobreza.
Após a definição, a comissão estuda agora aplicar políticas públicas voltadas para essa classe média. A ideia é fazer com que se diminua a rotatividade de emprego entre os trabalhadores formais, aumentando a capacitação profissional. "Queremos estimular relações de trabalho de mais longa duração", explicou.
Segundo Barros, além da qualificação dos trabalhadores, o governo também estuda promover políticas públicas que estimulem, por exemplo, a poupança. "Já estamos trabalhando em políticas de qualificação continuada para trabalhadores ocupados, expansão das possibilidades de microsseguros, educação financeira e outras políticas voltadas para os diferentes segmentos da classe média", disse.
De acordo com o ministro da SAE, Moreira Franco, a próxima etapa do trabalho da comissão será a de criar ferramentas que possam interagir e estimular o debate e a reflexão sobre essa definição. Uma das primeiras ferramentas será a criação de uma pesquisa chamada Vozes da Classe Média, que pretende fazer um levantamento sobre as aspirações e o comportamento das pessoas que fazem parte desse grupo social.

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Suécia: país sofre com a ideologia de gênero


Suécia: país sofre com a ideologia de gênero


casalConvém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.
O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica. De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas. O relator Angelo Vanhoni (PT/PR) emitiu em 09/04/2014 um parecer pela rejeição do inciso III do artigo 2º do Substitutivo do Senado Federal (sem “gênero”) e pelo retorno, em seu lugar, do inciso III do artigo 2º do texto da Câmara dos Deputados (com “gênero”).
Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.
Alguns Bispos já alertaram a população para o perigo: Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)[1], Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG), Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianey.
Se quisermos, porém, ver o que é um país dominado pela ideologia de gênero, basta olharmos para a Suécia.
Pais isolados das crianças   
Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portal LifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia”[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução.
Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches.
“Você não é forçado a fazer isso… propaganda é uma palavra forte”, diz Himmelstrand, “mas as informações sobre os benefícios das creches” vindas dos meios de comunicação e outras fontes “fazem os pais que mantêm seus filhos em casa até os 3 ou 4 anos de idade se sentirem socialmente marginalizados”.
Segundo Himmelstrand, “o problema central do modelo sueco é que ele está financeiramente e culturalmente obrigando os pais e as mães a deixar nas creches seus filhos a partir da idade de um ano, quer eles achem que isso é certo ou não”.
Crianças massificadas nas escolas   eutanásia crianças
O currículo nacional da Suécia procura combater os “estereótipos” de gênero, ou seja, os “papéis” atribuídos pela sociedade a cada sexo. A escola “Egalia”[4], do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, evita o uso dos pronomes “ele” (han) ou “ela” (hon) quando se dirige aos mais de trinta meninos e meninas que lá estudam, com idade de um a seis anos. Em vez disso, usa-se a palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas que é amplamente usado por feministas e homossexuais. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento. Os blocos Lego e outros brinquedos de montar são mantidos próximos aos brinquedos de cozinha, a fim de evitar que seja dada qualquer preferência a um “papel” sexual. Os tradicionais livros infantis são substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”.
“Educação sexual”
Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma “educação sexual”. Johan Lundell, secretário geral do grupo sueco pró-vida “Ja till Livet” (Sim à vida) explica que se ensina às crianças que tudo que lhes traz prazer é válido[5]. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: “o que te excita?”. Segundo Lundell, o homossexualismo foi tão amplamente aceito pelos suecos, que “nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha”.
Lundell cita uma cartilha publicada por associações homossexuais e impressa com o auxílio financeiro do Estado: “Eles escrevem de maneira positiva sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, e essa cartilha entra em todas as escolas”.
Perseguição estatal
Na esteira da ideologia de gênero, a Suécia aprovou uma lei de “crimes de ódio” que proíbe críticas à conduta homossexual. Em julho de 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão qualificando o homossexualismo como “um tumor canceroso anormal e horrível no corpo da sociedade”[6].
Os pais são proibidos de aplicar qualquer castigo físico aos filhos, mesmo os mais moderados. Em 30 de novembro de 2010, um tribunal de um distrito da Suécia condenou um casal a nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 23.800,00. O motivo foi que os pais admitiram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educação. Embora os documentos apresentados não relatassem nenhum tipo de abuso e o próprio tribunal admitisse que os pais “tinham um relacionamento de amor e cuidado com seus filhos”, as crianças foram afastadas da família e enviadas para um orfanato estatal[7].
Em junho de 2009, o governo sueco tomou do casal Christer e Annie Johansson o seu filho Dominic Johansson, depois que a família embarcou em um avião para se mudar para o país de origem de Annie, a Índia. O motivo alegado é que o casal, em vez de enviar seu filho para as escolas estatais, havia resolvido educá-lo em casa, uma prática conhecida como “home scholling” (escola em casa), amplamente praticada nos Estados Unidos e outros países, com excelentes resultados pedagógicos. As autoridades suecas, porém, decidiram remover permanentemente Dominic de seus pais, alegando que o ensino domiciliar não é um meio apropriado para educar uma criança[8].
Aborto
Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava dando sinais de uma redução da taxa anual de abortos, o governo sueco divulgou que a taxa tinha aumentado de 30.980 para 37.693. A proporção de abortos repetitivos cresceu de 38,1% para 40,4%. – o mais alto nível já atingido – enquanto o número de mulheres que tinha ao menos quatro abortos prévios cresceu de 521 para aproximadamente 750. A Suécia é o único país da Europa em que o aborto é permitido por simples pedido da gestante até 18 semanas de gestação. Menores de idade podem fazer aborto sem o consentimento dos pais e os médicos não têm direito à objeção de consciência[9].
Decadência social
Segundo Himmelstrand, tudo na Suécia dá sinais de decadência: adultos com problemas de saúde relacionados com “stress”, jovens com declínio na saúde psicológica e nos resultados escolares, grande número de pessoas com licença médica e a incapacidade dos pais de se conectarem com seus filhos[10].
Para Lundell, a Suécia quis criar um “socialismo de famílias” por meio de uma “engenharia social”[11]. Os frutos são patentes: casamentos em baixa, divórcios em alta, a família assediada e oprimida pelo totalitarismo estatal.
Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo.
Ligue para o Disque Câmara 0800 619 619 – Tecle “9”
Desejo enviar uma mensagem aos membros da Comissão que votará o Plano Nacional de Educação (PL 8035/2010).
Solicito a Vossa Excelência que vote pela rejeição do parecer do relator e pelo retorno ao substitutivo do Senado, que elimina do texto a ideologia de gênero. A família brasileira agradece.  
Anápolis, 21 de abril de 2014
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis
[Fonte: www.providaanapolis.org.br]
[1] Reflexões sobre a ‘ideologia de gênero’, 25 mar. 2014, em http://arqrio.org/formacao/detalhes/386/reflexoes-sobre-a-ideologia-de-genero.
[2] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/
[3] http://www.jhmentor.com/eng_follow_heart.html
[4] http://www.lifesitenews.com/news/gender-madness-swedish-pre-school-bans-him-and-her
[5] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden
[6] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2004/jul/04070505
[7] http://www.lifesitenews.com/news/swedish-parents-jailed-for-spanking-children-seized/
[8] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2009/dec/09122304
[9] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden
[10] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/
[11] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden 



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