sábado, 28 de outubro de 2017

Dica aos jovens: sejam ambiciosos e parem de perder tempo com o sistema educacional convencional



Eis os 10 passos recomendados

Aproveitando férias com a família, depois de um dia de muita diversão, comecei uma aula com meus filhos (13 e 15 anos) sobre mercado digital, o potencial da internet e o oceano de oportunidades que este novo mundo apresenta.
Logo após a aula, eles me fizeram uma pergunta:
"Pai, diante do que você acabou de apresentar, por que as pessoas saem de casa, passam um tempão no trânsito para chegar a um escritório para trabalhar 10 horas por dia, para em seguida voltarem para casa num enorme engarrafamento em troca de um salário geralmente baixo?"
Minha resposta não poderia ser mais simples e direta:
"Porque a escola não ensina para elas o que estou ensinando agora para vocês. Ao contrário, a escola ensinou para elas que todos precisam e dependem de um salário para sobreviver e, por isso, muitos se sujeitam a esse estilo de vida."
Outro dia, um conhecido me fez essa pergunta:
"Flávio, eu não paro em nenhum emprego. Que conselho você me dá?"
Respondi:
"Quem disse que você precisa de um emprego fixo? Abra sua mente para um novo mundo e liberte-se deste mundinho comum que o sistema insiste em lhe enfiar goela abaixo."
E, todas as vezes que falo sobre isso, alguém me pergunta:
"Mas, Flávio, se todo mundo pensar assim, não vai ter mais gente para trabalhar nas empresas..."
Sempre respondo:
"Jamais todos vão pensar assim, pois nem todos terão a coragem de sair do fluxo da boiada. Lá, a maioria se sente ilusoriamente mais segura."
Para começar, fique longe do sistema educacional convencional
Aparentemente, as pessoas ainda não se deram conta de como o sistema de ensino convencional, cujo currículo é totalmente comandado pelo governo via Ministério da Educação, condicionou as grandes massas à inércia intelectual. Quando não estão doutrinando idéias revolucionárias de inspiração claramente marxista, apenas ensinam que o ápice da sua aspiração deve ser ou um concurso público ou um emprego de carteira assinada.
A maioria segue esse fluxo sem questionar. Vivem desse jeito porque seus pais viveram assim e seus avós também. Por terem se acostumado com o cativeiro isso, imaginam-se brutalmente inseguras fora dele. A ideia de voarem com suas próprias asas e de caçarem sua própria comida literalmente as aterroriza. Sentem-se com medo de ficarem sem o alpiste e a água no copinho que consomem diariamente dentro de sua gaiola. 
Sim, a escola e a faculdade — ou seja, todo esse sistema de ensino retrógrado — estão formatadas para formar empregados, e não para criar empreendedores. E isso naquelas instituições consideradas de excelência. Nas instituições públicas há a prevalência do fator político voltado para o controle das massas, que usa a prerrogativa do currículo ministrado pelo governo para doutrinar politicamente jovens dizendo se tratar de "causas sociais".
Resultado desse show de horrores: de um lado, um amontoado de jovens desperdiçando seu grande potencial fazendo concursos públicos (para então viver sugando os impostos dos mais pobres); de outro, mais um amontoado de jovens sem nenhuma experiência prática disputando a tapa as vagas de emprego no mercado de trabalho, o que exerce uma pressão para baixo no valor dos salários.
Consequentemente, por não terem experiência prática e por causa da enorme oferta de mão-de-obra, aqueles que conseguem a vaga de emprego recebem salários baixos. E reclamam.
O que eles aparentemente não entendem é que você não ganha um salário de acordo com sua pessoa ou carisma, mas sim de acordo com sua capacidade de gerar valor. Acima de tudo, de acordo com sua raridade. Um bom professor é muito importante, mas o Messi é mais raro e, por isso, é disputado por muitos clubes; e, como consequência desse leilão, ganha muito mais.
E fazer-se raro é sempre uma consequência de ter a coragem de sair voando de sua gaiola. Dentro dela, você vale muito menos. Você é apenas mais um na multidão de escravos modernos que têm um estilo diferente dos escravos de antigamente. Esses, antes da carta de alforria, tinham até moradia e comida pagos pelo seu dono. Hoje, os escravos modernos se endividam junto aos bancos do governo para passar os próximos 30 anos pagando por um apartamento, entram no rotativo do cartão de crédito até para fazer compras no supermercado, pagam uma quantia obscena de impostos, pensam que a CLT é um benefício que lhes dá alguma segurança, pagam contribuição sindical para sustentar pelegos controlados por partidos políticos, acreditam que as escolas e hospitais públicos são de graça, e acham normais as mordomias dos donos da corte.
Ao final da vida, sem poupança acumulada, enfrentam a triste fila do INSS para receber uma aposentadoria gerenciada pelo governo — que, a cada ano, aumenta o prazo mínimo para receber o benefício e diminui o reajuste.
O máximo que lhes é permitido é ir para o trabalho resmungando na segunda-feira ou depois de um feriado.
É algum pecado ser empregado? Claro que não. Eu mesmo tenho milhares deles. É um enorme desperdício, isso sim, você acreditar que não tem alternativas e, consequentemente, pautar sua vida pela lavagem cerebral pela qual passou dentro do sistema de ensino.
O que eu faria se tivesse 18 anos
Recentemente, alguém me perguntou: "Flávio, se você tivesse minha idade (18 anos), com seu conhecimento e experiência, o que você faria?"
Respondi:
1. Para começar, jamais teria um emprego de carteira assinada.
2. Jamais me envolveria com pirâmides que prometem ganhos fáceis.
3. Venderia algum produto. Qualquer um: picolé, bala, bombom, relógio, pão etc. Escolheria o produto com o qual mais me identifico e estudaria tudo sobre ele.
4. Em uma segunda fase, depois de conquistar um pouquinho de capital, criaria modelos recorrentes de venda desse produto, tipo um serviço de entrega de pães todas as manhãs para os consumidores associados. Eu me dedicaria a vender esse plano. Tudo sem muito capital, mas que me permitisse começar pequeno e sonhar grande e com escala.
5. Viveria com não mais do que 50% do que ganhasse para ampliar meu capital de giro.
6. Estudaria, com grande afinco, todas as fases do processo a fim de começar a fabricar meu próprio produto, e investiria em minha própria marca.
7. Ampliaria meu mix de produtos.
8. Criaria canais de distribuição alternativos. Por exemplo, franquias, online, venda direta, B2B etc.
9. No auge da companhia, venderia para um fundo, banco ou concorrente, embolsando uma enorme liquidez.
10. Com 5% do capital conquistado, começaria tudo de novo e investiria os 95% em investimentos conservadores.
Os problemas mais frequentes
1. O sistema de ensino convencional não prepara para nada isso.
2. A sociedade discrimina os que começam esse tipo de jornada, mas bajula os que chegam ao final dela.
3. As pessoas têm medo de sair do quadrado.
4. Você raramente terá apoio se disser que não quer mais seguir a boiada — isto é, fazer faculdade para conseguir um diploma.
5. Capital é bom, mas é possível conquistá-lo vendendo.
6. Pessoas convencionais têm preconceito com vendas.
7. Muitos, ao conquistarem seu primeiro sucesso, querem logo comprar um carro zero como sinal de status. Em vez de ampliarem seu capital de giro, ampliam suas dívidas.
8. Outros ficam apegados ao negócio que criaram e, assim, perdem o timing para vendê-lo.
9. Lucro não é pecado e sonhar não é para alienados.
10. Você irá atrair interesseiros. Saiba distinguir quem é quem nesse jogo.
Teoria e prática
Muitos desavisados, quando leem isso, pensam que é tudo apenas blá-blá-blá teórico, e imediatamente disparam: "Falar é fácil, mas a prática não é tão simples assim".
Bem, nos últimos 20 anos, fundei uma dezena de empresas. Comecei minha vida vendendo relógios do Paraguai e, em seguida, vendi curso de inglês. Hoje, vendo empresas. Não, não é nada simples, mas de uma coisa eu tenho a certeza: se eu tivesse 18 anos de idade com o conhecimento que tenho hoje, certamente não seguiria a boiada nem o modelinho convencional para o qual a grande multidão é diariamente treinada dentro das escolas e universidades.
Se a mim for dado o privilégio de viver por mais algumas décadas, eis o que gostaria que meus olhos testemunhassem:
a) que meus filhos, como eu, nunca tenham uma carteira de trabalho assinada;
b) que eles nunca dependam de governo e que voem com suas próprias asas, sem medo e sem serem tolhidos pelo sistema de ensino (quanto a isso, eles já colocam a escola em seu devido lugar: pouca ou nenhuma significância em sua educação).
Como minha esfera de influência direta são apenas meus filhos, minhas pretensões se restringem apenas a eles.
Quanto a você, não aceite nada menos que o seu potencial possa lhe dar. E faça por merecer. Não se permita ser doutrinado por ambiciosos lobos vestidos de cordeiro, seja nas redes sociais, na escolas e universidades, ou nos palanques da vida.
Viva seu sonho e coloque-o em prática, ainda que tenha de lidar com os medíocres de plantão que acham que voar é para pássaros alienados que seguem modismos. Modismo mesmo é seguir a boiada e viver de alpiste pelo resto da vida.

Homem vai a necrotério se despedir da esposa e vê enfermeiro abusando do corpo

Homem vai a necrotério se despedir da esposa e vê enfermeiro abusando do corpo 


Depois de ser preso pelos policiais locais, o enfermeiro do Hospital das Clínicas de La Paz explicou que estava em "transe" quando estuprou a mulher



Um marido em luto encontrou o corpo de sua esposa sendo abusado por enfermeiro em um necrotério na Bolívia
iStock
Um marido em luto encontrou o corpo de sua esposa sendo abusado por enfermeiro em 
um necrotério na Bolívia


Um homem, ainda em luto, esperava se despedir de sua esposa pela última vez quando foi ao necrotério do hospital onde ela falecera. Entretanto, ao chegar no local, encontrou um enfermeiro abusando do corpo da mulher. O caso aconteceu em La Paz, capital da Bolívia, na última segunda-feira (16).
De acordo com o portal britânico Mirror , o enfermeiro Grover Macuchapi, de 27 anos, foi atacado pelo marido e, em seguida, levado do necrotério por policiais locais. Na prisão, agora, o homem enfrenta acusações de violação de corpo e atos obscenos, apesar de não poder ser acusado de necrofilia, já que o crime não está enquadrado nas leis bolivianas.
Segundo o chefe da polícia Dougla Uzquiano, o incidente aconteceu apenas algumas horas após a morte da paciente, uma mulher de 28 anos, no Hospital das Clínicas de La Paz. “Parentes da mulher foram ao hospital para lidar com assuntos financeiros. O marido, então, viu um enfermeiro estuprando sua esposa”, Uzquiano declarou.
Ainda de acordo com o Mirror , o funcionário do hospital disse que estava em “transe” enquanto abusava da mulher. “Algo aconteceu. Foi como em um sonho. A última coisa que eu me lembro é de sentir uma pancada quando o marido dela me bateu”, disse Macuchapi.

Necrofilia nos Estados Unidos 

O  funcionário de um necrotério de Ohio, nos Estados Unidos, revelou ter abusado de ao menos 100 cadáveres em 2014, e ainda afirmou ter continuado a cometer o crime mesmo após sua mulher o denunciar às autoridades, de acordo com o Daily Mail . 
Ao falar sobre os incidentes em um áudio obtido pela emissora WCPO , o funcionário do Condado de Hamilton acusado pelo crime, Kenneth Douglas, disse "eu ficava sobre os corpos e fazia sexo com eles."
A primeira denúncia contra Douglas foi feita em 2009. Na época, ele já cumpria pena por ter violado o cadáver de uma jovem em 1982, e estava sendo investigado por suspeita de outros casos de necrofilia praticados nos 16 anos em que trabalhou no local.
Em pronunciamento, o então procurador do condado de Hamilton, Joe Deters, informou que exames de DNA realizados pela polícia mostravam que ao menos outras duas mulheres haviam sido vítimas do empregado do necrotério.


    Pelo menos 16 pessoas são presas em megaoperação no centro do Rio

    O trabalho contou com 2.500 agentes, que buscavam criminosos responsáveis pela invasão da Rocinha. Líderes não foram presos

    Policiais fecharam vias e revistaram quem entrava e saia das comunidades.
    Repordução/TV Globo
    Policiais fecharam vias e revistaram quem entrava e saia das comunidades.

    Ao menos 16 pessoas foram presas, a maioria em flagrante, em uma operação conjunta das Forças Armadas e das polícias estaduais em comunidades do centro do Rio, o Complexo do São Carlos e o Morro da Mineira. A ação tinha o objetivo de prender suspeitos que teriam participado da invasão da favela da Rocinha, na zona sul da cidade, em setembro.
    No entanto, os principais alvos da operação no Rio de Janeiro não foram presos. Marcelo Bernardino da Fonseca, o Limão da 40, apontado como chefe da quadrilha que controla o comércio de drogas no Morro de São Carlos, e Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, braço-direito de Limão da 40 e líder da tentativa invasão da Rocinha, conseguiram fugir. 
    A megaoperação contou com 2.500 policiais participaram da ação. Os soldados e policiais fecharam ruas e revistaram pessoas que entravam nas comunidades. Além disso, o espaço aéreo da região foi fechado.
    “As investigações continuam. Certamente, teremos novas ações das forças estaduais com o apoio do governo federal, que não se esgotam neste momento”, disse o subsecretário de Comando e Controle da Secretaria Estadual de Segurança, Rodrigo Alves.
    Ao todo, mais de 4.200 alunos de seis escolas e dez creches da rede municipal ficaram sem aulas nesta manhã por causa dos tiroteios e risco de confrontos armados na região central.
    Até agora, a mobilização das Forças Armadas no Rio de Janeiro cerca de 25 milhões de reais, de julho até esta sexta-feira, segundo o  Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança no Rio.. O plano prevê gastos de até R$ 47 milhões.
    Histórico de violência

    O tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira morreu em um atentado a tiros na manhã desta quinta-feira, no Rio
    Divulgação/PMRJ
    O tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira morreu em um atentado a tiros na manhã desta quinta-feira, no Rio

    Confrontos e tiroteios na Rocinha têm sido rotineiros desde setembro, devido à disputa pelos pontos de venda de drogas da comunidade entre dois grupos criminosos rivais e à presença da polícia no local.
    Além disso, as prisões acontecem um dia depois de varreduras pelas  ruas de comunidades do bairro do Lins de Vasconcelos, que tinham o objetivo de encontrar e prender os criminosos que mataram o comandante da PM, o tenente-coronel Luiz Gustavo Pereira. Mesmo sem prisões no caso,  a polícia anunciou nesta sexta-feira que identificou um dos suspeitos .
    Na semana passada, uma turista espanhola foi morta por policiais na favela da Rocinha, durante um bloqueio. Ela fazia um passeio pelo comunidade e os policiais dizem que o carro em que ela estava não parou depois de abordado.
    *com informações da Agência Brasil e TV Globo

      Adolescentes roubam e ainda tiram 'selfie' com mulher que desmaiou após agressão Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2017-10-27/mulher-desmaio-selfie.html

      Adolescentes roubam e ainda tiram 'selfie' com mulher que desmaiou após agressão 

      Vítima estava conversando com pessoas na rua quando foi abordada pelo agressor; não há informações sobre o contexto do ataque, ocorrido nos EUA

      Câmeras de segurança gravaram o momento em que cinco adolescentes tiram selfies e roubam uma mulher desacordada que havia sido agredida por um homem nas ruas de Beechview, no estado americano da Pensilvânia.

      De acordo com o portal britânico Metro , a mulher , cujo nome não foi divulgado, foi abordada pelas testemunhas segundos após ser atingida. Desmaiada, ela teve seus pertences roubados e, segundo informações da rádio KDKA , um dos adolescentes chegou a se deitar no chão para tirar uma selfie com a vítima.
      Mais tarde, a moça recuperou a consciência e deixou o local. Sob investigação da polícia de Pittsburgh, nos arredores de Beechview, o caso ainda possui poucos detalhes, porém, acredita-se que a vítima estava conversando com alguns transeuntes quando foi abordada pelo agressor.
      As autoridades acreditam ter uma pista importante sobre a identidade do homem que a atacou, porém, nenhum nome foi divulgado até o momento.
      Decisão polêmica 
      Em outro caso de violência , uma polêmica decisão tomada por um juiz português ganhou as manchetes de jornais de todo o mundo nesta semana – e deu origem a uma petição pública que já acumula mais de 10 mil assinaturas. Isso porque o magistrado suspendeu a pena imposta a dois réus que agrediram uma mulher adúltera por considerar que o adultério cometido pela vítima justificava o atauqe.
      O caso foi julgado pelo juiz Joaquim Neto Moura, desembargador do Tribunal da Relação do Porto. Em sua sentença, Moura diz que o "adultério da esposa é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente" e, por isso, "vê com alguma compreensão" a violência "exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela companheira".
      No caso em questão, ocorrido no Porto, dois homens – o marido e um amante, com quem ela teria tido uma relação durante dois meses – tiveram as penas de prisão suspensas pelos crimes de violência doméstica , detenção de arma proibida, perturbação da vida privada, injúrias, ofensa à integridade física e sequestro.
      De acordo com o processo judicial, após a vítima terminar as duas relações, os homens se uniram para a ameaçarem, ofenderem, perseguirem, e espancarem com um pedaço de madeira com pregos nas pontas.

      "Enquanto o arguido Y [amante] segurava a ofendida [ mulher ], o arguido X [marido traído] desferia-lhe, com força, com a parte redonda do pedaço de madeira, uma pancada na cabeça, do lado esquerdo", detalha a decisão do juiz.







      MANUEL DÓRIA NO FACEBOOK , OBSERVAÇÕES

      Mais um capítulo de minha interminável série sobre a ineficiência de sociedades urbanas pós-industriais.
      Transportes públicos enfrentam um problema de alocação de recursos razoavelmente simples. Existe uma situação a ser primariamente evitada; indivíduos membros de grupos de necessidades especiais (idosos, gestantes, certas classes de deficientes físicos, pais e mães com crianças de colo, etc) não podem ficar em pé, a não ser que desejem isso explicitamente.
      Visando cumprir isso, temos uma quota de assentos prioritários em cada ônibus e vagão de metrô ou trem e dois mecanismos normativos, um legal e outro, moral. O legal assegura, em nome do estado de direito, que podemos literalmente forçar indivíduos que não se enquadrem na categoria supracitada e que estejam ocupando assentos prioritários a se retirarem.
      O mecanismo moral é bem mais fraco e consiste em uma rede implícita de incentivos que levam indivíduos a exercerem as virtudes da gentileza e generosidade e delegarem assentos não-prioritários para indivíduos com necessidades especiais.
      Assentos prioritários não são proibidos de serem ocupados por passageiros comuns desde que a condição de que nenhum passageiro de necessidades especiais fique involuntariamente em pé seja satisfeita. Isso pode sedimentar a seguinte norma, dependendo da civilidade do ambiente urbano; ninguém senta nos assentos prioritários para evitar constrangimentos e assegurar a rápida disponibilidade para potenciais portadores de necessidades especiais.
      Ocorre que esse sistema impõe fardos não apenas ao passageiro comum mas também aos portadores de necessidades especiais e a falta de reforço dessas obrigações torna o sistema ineficiente.
      É relativamente comum eu vislumbrar a seguinte situação aqui no metrô carioca: os passageiros existentes portadores de necessidades especiais decidem ocupar assentos não-prioritários (eu conjecturo que alguns idosos preferem fazê-lo por vaidade) e assentos não-prioritários acabam por default não sendo ocupados por ninguém, gerando vagas ociosas.
      Para o sistema funcionar, é mister que os passageiros de necessidades especiais ocupem primeiro as vagas prioritárias. Na situação destas já estarem legitimamente ocupadas, a responsabilidade cai para a generosidade e civismo do resto dos passageiros.
      Esse cenário é generalizável para outros loci de ineficiência urbana que obedecem a regras análogas - como filas de bancos e supermercados.
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