quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Brasil domina mercado de perfumes na América Latina


Brasil domina mercado de perfumes na América Latina

Estudo da Euromonitor analisa hábitos e forma de consumo do mercado latino-americano onde as marcas populares imperam e as de luxo ainda engatinham
15/05/2017 - 07H38 - ATUALIZADA ÀS 08H30 - POR BARBARA BIGARELLI
Loja da Natura (Foto: Divulgação)
Omercado de perfumes na América Latina vem se mostrando resiliente em meio a crises econômicas, com um desempenho que supera outros produtos de beleza. Segundo estudo realizado pela Euromonitor, o mercado cresceu 5% entre 2010 e 2015 e o Brasil é quem lidera esse avanço. Com um "império" de marcas populares, o país responde por mais de US$ 6 bilhões de um total de US$ 10,7 bilhões na América Latina. Dos perfumes luxuosos aos mais ecônomicos, a categoria registra um crescimento que ultrapassa os grandes centros urbanos. 
Como era de se esperar, diante da crise econômica, a busca pelo preço baixo impera. O mercado latino-americano de perfumes também é marcado pela falta de competição e de variedade. De acordo com a Euromonitor, este cenário se sustenta devido ao próprio modelo de comercialização: as vendas diretas são o canal mais forte – em alguns países respondem por mais da metade das vendas totais. "Os grandes distribuidores estão posicionados na categoria popular oferecendo assim pouca variedade de marcas ou produtos aos consumidores", diz o estudo da Euromonitor. Considerando a América Latina, as marcas populares respondem por 83% das vendas – um número impulsionado sobretudo pelo gosto do consumidor brasileiro. 
No Brasil, segundo a Euromonitor, o preço e o aroma são os fatores determinantes para conquistar os consumidores. Mesmo marcas conhecidas como a Natura, que vem investindo em maior qualidade, protagonizam uma preocupação em manter os precos acessíveis ao consumidor, diz a consultoria.
Força brasileira
O hábito de usar perfume de forma regular e várias vezes ao dia é forte no Brasil. A mulher brasileira, que representa a fatia maior no consumo de perfumes, tende a reaplicar o produto mais do que uma vez ao dia. O estudo apontou uma clara divisão: os brasileiros do Norte do país são os maiores consumidores dos perfumes, enquanto o interesse vai diminuindo para o sul do país. 
Outra característica de mercado é que o segmento premium vem crescendo no Brasil, bem como no México e na Colômbia. O surgimento de novos canais de distribuição e venda propiciados pela internet, além da implantação de redes e lojas no varejo especializado, caso da Sephora e Beauty Box, abrem caminho para o apetite do consumidor. Aqui, a diferença é que o maior faturamento do setor não estaria ligado necessariamente ao aumento na demanda. "É mais uma consequência da desvalorização do real, que forçou fabricantes a aumentarem os preços no varejo, do que um apetite dos consumidores", avalia a Euromonitor.  
Grande parte do crescimento do mercado brasileiro deve-se à expansão do Boticário, que adotou uma estratégia de crescimento no número de lojas pelo país. A companhia disputa espaço com a Natura, que mantém a posição de liderança na América Latina por quase uma década, e que por sua vez também vem apostando nos últimos anos na abertura de lojas especializadas. Abaixo, confira quais são as marcas com maior número de vendas no Brasil: 
PosiçãoEmpresa com mais vendas em 2015
1Boticário
2Natura
3Avon
4 Puig
5Suissa Industria e Comercio 
6Grupo Silvio Santos
7Coty 
8Lvmh Moet Hennessy Louis Vuitton
9L\'Oreal
10 Procter & Gramble
11IPEC Indústria de Perfumes
12Fanape - Fábrica Nacional de Perfumes
13Johnson & Johnson
14Hypermarcas
15Dana Classic Fragrances 
16Clarins
17Perrigo 
18Casa Granado 
19Shiseido
20Estee Lauder
Fonte: Euromonitor Abril/2017
Futuro 
Não é exagero discutir o futuro do mercado de perfumes com foco na América Latina. A região, com faturamento de US$ 10,7 bilhões, tem um peso maior na indústria do que na América do Norte. Fica atrás apenas da Europa Ocidental.
Não fosse a turbulência econômica, a América Latina poderia ter crescido ainda mais nos últimos anos. "As compras que ocorrem na região são ditadas de forma geral pelas circunstâncias e momento do consumidor e não por uma escolha entre marcas, por exemplo", avalia a Euromonitor. 
Com o crescimento número de lojas especializadas na área de beleza, as vendas diretas perderão espaço nos próximos anos, principalmente no Brasil, México e Argentina. Segundo o estudo, a visão de mercado para o setor mudará substancialmente e passará a ser influenciada por especialistas de beleza (que vão ganhar maior evidência na mídia e redes sociais) e a chegada dos produtos a centros urbanos de menor porte. Esses fatores vão estimular a competição entre as empresas do segmento e levar ao surgimento de nichos e marcas específicas. E, de novo, quem vai ganhar espaço é o mercado premium: a projeção da Euromonitor indica um crescimento de 6% nas vendas entre 2015 e 2020. Entre as marcas populares, a previsão é de crescimento de 3% no mesmo período. 

O QUE ERA A IMAGEM DO MONSTRO DO LAGO NESS?

O QUE ERA A IMAGEM DO MONSTRO DO LAGO NESS? - Por muitos anos, esse mistério que
 virou lenda urbana atormentou populares. O monstro do Lago Ness, que habitaria um lago na
Escócia, é real? Vira e mexe vemos fotografias por aí que supostamente mostrariam a criatura.
Expedições científicas realmente foram feitas na região e não acharam nada. Se por um lado
nós descobrimos apenas 15% das criaturas do nosso planeta, por outro seria muito difícil não
termos descoberto nada relativo ao monstro até aqui. Uma das teorias aponta que o monstro
seria um golpe publicitário de um circo há muitos anos - a foto acima, dizem, é na verdade de
um brinquedo no lagoImagem: Reprodução/ Daily Mail
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O QUE ERA A IMAGEM DO MONSTRO DO LAGO NESS? - Por muitos anos, esse mistério que virou lenda urbana atormentou populares. O monstro do Lago Ness, que habitaria um lago na Escócia, é real? Vira e mexe vemos fotografias por aí que supostamente mostrariam a criatura. Expedições científicas realmente foram feitas na região e não acharam nada. Se por um lado nós descobrimos apenas 15% das criaturas do nosso planeta, por outro seria muito difícil não termos descoberto nada relativo ao monstro até aqui. Uma das teorias aponta que o monstro seria um golpe publicitário de um circo há muitos anos - a foto acima, dizem, é na verdade de um brinquedo no lagoImagem: Reprodução/ Daily Mail
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O QUE ERA A IMAGEM DO MONSTRO DO LAGO NESS? - Por muitos anos, esse mistério que virou lenda urbana atormentou populares. O monstro do Lago Ness, que habitaria um lago na Escócia, é real? Vira e mexe vemos fotografias por aí que supostamente mostrariam a criatura. Expedições científicas realmente foram feitas na região e não acharam nada. Se por um lado nós descobrimos apenas 15% das criaturas do nosso planeta, por outro seria muito difícil não termos descoberto nada relativo ao monstro até aqui. Uma das teorias aponta que o monstro seria um golpe publicitário de um circo há muitos anos - a foto acima, dizem, é na verdade de um brinquedo no lago

STF nega novo recurso do Fla e confirma Sport como único campeão de 1987

STF nega novo recurso do Fla e confirma Sport como único campeão de 1987

Depois de indeferir agravo dos cariocas em abril e em 2016, Primeira Turma do Supremo decide mais uma vez contra o pleito flamenguista. Jurídico do Fla avalia próximo passo

Por Globo Esporte.com, Rio de Janeiro
Atualizado 05/12/2017 17h14
 Os dois times lado a lado: 



Os dois times lado a lado: Fla venceu módulo verde e os pernambucanos o amarelo. Cariocas não aceitaram confronto com o Sport (Foto: infoesporte)

Fla venceu módulo verde e os pernambucanos o amarelo. Cariocas não aceitaram confronto com o Sport (Foto: infoesporte) 

O Supremo Tribunal Federal decidiu, mais uma vez, contra o recurso do Flamengo pela divisão do título brasileiro de 1987. Em audiência nesta tarde, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal rejeitou os embargos de declaração do clube carioca, que pedia a revisão da sentença anterior. Em abril, o STF indeferiu agravo regimental extraordinário do Flamengo. Com isso, o Sport segue como único campeão brasileiro no ano de 1987.
O departamento jurídico do Flamengo ainda estuda que medida pode tomar depois de mais uma negativa. O clube vai esperar a publicação do acórdão para avaliar o caso.
Em março do ano passado, o ministro Marco Aurélio de Mello, que é flamenguista declarado, negou outro recurso do Flamengo contra a decisão do Superior Tribunal de Justiça que mantinha o Sport como único campeão de 1987.
Entenda o caso
O caso tem origem na ação do Sport, de 1988, contra a CBF e a União pelo reconhecimento da validade do regulamento inicial do Campeonato Brasileiro de 1987. O juízo da 10ª Vara Federal de Pernambuco aceitou o pedido e o trânsito em julgado ocorreu em 1999.
O Flamengo busca ser considerado oficialmente campeão brasileiro de 1987 - ao lado do Sport - há muito anos. O time pernambucano, por sua vez, quer continuar sendo reconhecido como único campeão daquele ano, como estabeleceu uma decisão da Justiça em 1994, diante da antiga ação do Sport que teve sentença final, transitada em julgado (que não pode ser modificada), em 2001.
O caso foi parar novamente dos tribunais porque a CBF publicou uma resolução em 2011 reconhecendo o Flamengo como também campeão. A entidade havia passado anos sem fazer o reconhecimento - tendo ignorado o pleito mesmo quando reconheceu títulos pretéritos de outros times como Palmeiras, Fluminense, Botafogo e Santos. Após essa decisão, no entanto, a equipe pernambucana entrou com uma ação no Tribunal Regional Federal (PE) pedindo que a decisão da CBF fosse invalidada, o que aconteceu. Daí o recurso do Flamengo.

FONTE https://globoesporte.globo.com/futebol/times/flamengo/noticia/stf-nega-novo-recurso-do-fla-e-confirma-sport-como-campeao-de-1987.ghtml

Donald Trump muda embaixada e reconhece Jerusalém como capital israelita


Donald Trump muda embaixada e reconhece Jerusalém como capital israelita


| Mundo


Donald Trump assina a ordem executiva que transfere a embaixada dos Estados Unidos em Israel de Telavive para Jerusalém
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O Presidente norte-americano, Donald Trump, reconheceu esta quarta-feira Jerusalém como capital de Israel, ao anunciar a mudança da embaixada neste país de Telavive para a cidade santa. “Há muito que [esta decisão] deveria ter sido tomada”, sublinhou Trump.

Dando seguimento à promessa desta terça-feira, Donald Trump anunciou publicamente a decisão de mudar a representação diplomática norte-americana em Israel de Telavive para Jerusalém. Simultaneamente, o Presidente norte-americano anunciou ainda o reconhecimento de Jerusalém como capital israelita, tornando-se os Estados Unidos no único país a fazê-lo.

Num discurso que deverá incendiar ainda mais os discursos no Médio Oriente - que já ontem deu fortes sinais de que a decisão originaria fortes protestos no mundo árabe -, Trump quis temperar o anúncio com um apelo à calma e dando sinal de que Washington se mantinha aberta à mediação de negociações de paz para a região.

Donald Trump sublinhou que os Estados Unidos permanecerão absolutamente comprometidos com um acordo que agrade tanto a palestinianos como israelitas: “Farei tudo o que estiver no meu poder para construir esse acordo”. Sendo esse o desejo de ambas as partes, Trump mostrou-se disposto a trabalhar na chamada solução de dois Estados.

Para o Presidente, este anúncio marca também uma nova abordagem ao conflito israelo-palestiniano. Trump lamentou aqui que a proclamação de Jerusalém não tivesse sido feita antes pela Casa Branca, já que – defendeu – qualquer posição noutro sentido não teve até hoje qualquer resultado para o processo de paz.

Nesse sentido, sublinhou o Presidente Trump, o reconhecimento de Jerusalém como capital dos israelitas “há muito que já deveria ter sido feito”.

O anúncio representa uma rutura com décadas do que era o cânone da diplomacia norte-americana para o Médio Oriente. Consciente do peso deste anúncio, Trump deixou um apelo à calma e à tolerância: “Hoje apelamos à calma, à moderação. E que as vozes da tolerância se sobreponham a quem propaga o ódio”.

Para os “próximos dias”, Donald Trump deixou também a promessa de uma deslocação à região do seu vice, Mike Pence.
"Dia histórico"
O Governo israelita já havia saudado a decisão de Donald Trump de avançar com a mudança da embaixada norte-americana de Telavive para Jerusalém. “Este é um dia histórico. Saúdo a decisão do presidente Trump de reconhecer Jerusalém como capital de Israel”, declarou o ministro israelita dos Transportes e das Informações, Yisrael Katz.

A importância desta mudança está muito clara na cabeça da liderança israelita, que fará da decisão uma arma para confrontar outras lideranças ocidentais. “Quem agora não reconhecer Jerusalém como capital de Israel, não reconhece também o direito à existência de Israel como um Estado judeu”, acrescentou Katz.

Da outra parte, têm-se multiplicado os avisos a Donald Trump contra a ideia de mudar a embaixada dos Estados Unidos para Jerusalém. Insuficientes, contudo.
Uma cidade, três religiões
A questão aqui não é meramente geográfica. Jerusalém é considerada uma cidade santa para três religiões: o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. E uma embaixada em Jerusalém é a chancela de que Israel precisava do seu maior aliado para dar impulso a essa ideia de formalizar como capital uma cidade também reclamada pelos palestinianos, que não desistem de ter em Jerusalém-Leste, anexada pelos israelitas em 1967, a capital de um futuro Estado da Palestina.



Na realidade, em termos políticos, esse reconhecimento de Jerusalém como capital israelita é “apenas” o cumprimento de Donald trump de uma das suas promessas eleitorais. Por outro lado, a mudança da embaixada de Telavive para Jerusalém é, na realidade, um facto consumado nos estatutos norte-americanos para a região. Desde há muitos anos que essa cláusula obriga a que, de seis em seis meses, o Presidente no ativo assine uma moratória - waiver - prorrogando a questão e renunciando à mudança da representação diplomática em Israel.Uma lei norte-americana de 1995 solicitava a Washington a mudança da embaixada para Jerusalém. Essa medida nunca foi aplicada, porque os presidentes Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama adiaram sua implementação, a cada seis meses, com base em “interesses nacionais”.

Foi nesse sentido que guindou a argumentação do Presidente Trump, quando numa reunião com a imprensa no seu gabinete, antes ainda do discurso, assinalou ter “um anúncio importante a fazer (...) e que há muito já deveria ter sido feito”.

“Muitos presidentes disseram que iam fazer qualquer coisa e não fizeram nada”, assinalou Donald Trump, referindo-se a essa intenção frustrada dos seus antecessores de mudar a embaixada de Telavive para Jerusalém.

Ou seja, essa moratória já saiu com a chancela de Barack Obama e de outros presidentes antes dele e, de acordo com os analistas, apesar do anúncio desta tarde, irá acontecer de novo com Donald Trump - em termos práticos, passarão muitos anos até que a mudança aconteça de facto. Mas a razão desses waivers que vêm adiando a questão da embaixada não é, contudo, meramente formal. Trata-se antes, de acordo com os especialistas, da observância de uma condição fulcral para a manutenção do frágil equilíbrio da região do Médio Oriente e da salvaguarda da – por mais escassa que pareça – possibilidade de um acordo de paz israelo-palestiniano.

O próprio Mahmoud Abbas deixava na terça-feira um alerta muito incisivo, através do seu porta-voz, contra as intenções do Presidente norte-americano: transferir a embaixada dos Estados Unidos para a cidade santa teria “consequências muito perigosas”.

O Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, o rei Abdullah da Jordânia, o Presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, e o soberano da Arábia Saudita receberam telefonemas de Trump. O Presidente não colheu nem simpatias nem apoio. Apenas reações de desagrado.
Estados Unidos isolados
A data de 6 de dezembro de 2017 fica para a História como o dia em que os Estados Unidos reconheceram Jerusalém como capital de Israel, o único país no mundo a avançar com essa posição.

A comunidade internacional nunca reconheceu Jerusalém como capital de Israel, nem tão pouco a anexação em 1967 da parte oriental da cidade.

Israel considera a cidade santa como a sua capital “eterna e reunificada”, mas os palestinianos defendem que Jerusalém Oriental será um dia a capital de um Estado palestiniano. Este é um dos principais diferendos a opor duas partes.

Os países com representação diplomática em Israel têm as embaixadas em Telavive, em conformidade com o princípio, consagrado em resoluções das Nações Unidas, de que o estatuto de Jerusalém apenas poderá ser definido em negociações entre israelitas e palestinianos.

c/ agências

FONTE https://www.rtp.pt/noticias/mundo/donald-trump-muda-embaixada-e-reconhece-jerusalem-como-capital-israelita_n1044880

Tudo resolvido




Tudo resolvido

Pelos próprios números dessas pesquisas eleitorais, 

mais de 70% 

dos eleitores não querem votar nem em Lula nem 

em Bolsonaro





Lula e Bolsonaro: mais de 70% dos eleitores não querem votar nem em um nem no outro (Jefferson Coppola/Dedoc e Cristiano Mariz/VEJA.com)

É provável que não exista no Brasil de hoje, para quem está interessado em acompanhar a nossa comédia política de cada dia, nenhuma maneira mais garantida de perder tempo do que ler pesquisas eleitorais – e, sobretudo, ficar pensando depois no que pode significar aquele angu de números, porcentagens e tabelas que nos jogam em cima. As pesquisas exibidas ao público asseguram que os dois candidatos com mais chances de chegarem à Presidência da República nas eleições de 2018 são o ex-presidente Lula, em primeiro lugar, e o deputado Jair Bolsonaro, em segundo. É isso, a cada vez que alguma dessas pesquisas é divulgada, que exclamam as manchetes da imprensa. Apresenta-se a sondagem, automaticamente, como a principal notícia do dia. Os “cientistas políticos” nos ensinam o que devemos pensar a respeito. Os partidos falam. Os editoriais se preocupam. O resultado é que os institutos de pesquisa e a mídia em geral acabaram construindo em suas telas de computador, ao longo das últimas semanas e meses, uma realidade própria para a situação eleitoral. Independente do que sejam ou não sejam os fatos, ficou estabelecido que a eleição do ano que vem será disputada entre Lula e Bolsonoro. Os pesquisadores e editores dirão que não é bem isso que estão fazendo. Mas é.
Eis aí uma modalidade educada de “fake news” — essa maré sempre montante de notícias falsas que tanto prospera nas “redes sociais” hoje em dia. As “pesquisas de intenção de voto”, como consta em seu nome e sobrenome, não são inventadas em cima de uma mesa, sem que se pergunte nada a ninguém – tanto quanto nos informam, há realmente entrevistadores e entrevistados, um número “X” de entrevistas, que são feitas em “X” lugares do Brasil e incluem “X” tipos diferentes de eleitores. Tudo bem – só que as pesquisas estão pesquisando o nada. Elas são “fake” porque revelam para o público uma realidade que não existe. E não existe porque não se sabe ainda quem serão os candidatos verdadeiros à presidência – aqueles nos quais o eleitor concretamente poderá votar no dia da eleição. Para que serve uma notícia sobre algo que pode, ou não, acontecer no futuro? É curioso: as duas figuras que segundo a imprensa aparecem “consolidadas” nas duas primeiras posições podem nem ser candidatos de verdade na eleição de verdade. Mais curioso ainda: pelos próprios números dessas pesquisas que “consolidam” Lula e Bolsonaro como os dois nomes que vão disputar o segundo turno em outubro de 2018, mais de 70% dos eleitores não querem votar nem em um e nem no outro. Quando as entrevistas são feitas de forma espontânea, ou não estimulada pelos questionários, os dois somam 28%.



Na verdade, as pesquisas colocam como líderes da corrida eleitoral justamente os dois candidatos mais detestados pelos eleitores – são os que têm os “índices de rejeição” mais altos, ou seja, aqueles em quem o cidadão diz que não vai votar “de jeito nenhum”. Há também as “margens de erro”, essa santa padroeira dos pesquisadores de votos, que pode ser de três pontos “para cima” ou “para baixo”. Ou seja, a pesquisa pode errar por seis pontos ao todo, o que frequentemente muda tudo para um candidato — e estar certíssima do ponto de vista técnico. Quem diz seis pode dizer oito, e de oito a dez é um pulo. Em resumo: se a pesquisa diz que fulano vai ter 30% dos votos e ele acaba com 40% na vida real, nenhum instituto acha que errou. De mais a mais, em 48 horas ninguém se lembra de mais nada do que foi previsto, e acaba ficando tudo por isso mesmo.
Qual o sentido de divulgar e fazer tanto barulho com algo tão parecido com fumaça? Nenhum – mas também não é intenção de ninguém fazer sentido nesse negócio. Ou, ao contrário, é justamente a intenção de muita gente criar uma situação artificial que atenda aos seus interesses políticos. Do jeito que ficou nas pesquisas, a eleição presidencial do Brasil em 2018, que ainda tem quase um ano para acontecer, já está praticamente resolvida: ou é Lula ou é Bolsonaro. Acredite, pois é “o que dizem as pesquisas” — ou então não atrapalhe a conversa.

POR QUE O ZERO NÃO EXISTE EM NÚMEROS ROMANOS?

POR QUE O ZERO NÃO EXISTE EM NÚMEROS ROMANOS?


CURIOSIDADES Para entender por que não existe o zero em números romanos, é importante conhecer a história desse sistema de numeração, ainda usado em nomes de papas e capítulos de livros.

O número zero foi criado pelos hindus e foi divulgado pelos árabes 

Os números criados pelos romanos foram relacionados a letras, diferentemente de outros povos que criaram símbolos na representação numérica de algarismos. Os números romanos utilizavam as letras I, V, X, L, C, D, M na representação dos seguintes valores: 1, 5, 10, 50, 100, 500, 1000, respectivamente. O interessante desse sistema de numeração é a ausência de uma letra relacionada ao número zero. Contudo, ao criar esse sistema de numeração, os romanos não estavam interessados na realização de cálculos. Eles simplesmente queriam números representativos para a determinação de quantidades, como contar objetos, animais, armas e etc. A representação numérica adotada pelos romanos foi durante muitos séculos a mais utilizada por toda a Europa.


Com o desenvolvimento da expansão comercial, a utilização de cálculos matemáticos tornou-se uma questão primordial. Foi nesse momento que os números romanos foram questionados em razão da ausência do zero e da representação de valores por letras. Essas características principais do sistema de numeração dos romanos dificultavam o desenvolvimento de técnicas matemáticas eficazes. Alguns estudiosos romanos tentaram relacionar o sistema numérico com a utilização do ábaco, mas os meios operantes requisitavam conhecimentos complexos.


Arábes e um novo sistema numérico


O algarismo zero, ausente no sistema de numeração dos romanos, havia sido descoberto pelo povo hindu, bem como um novo sistema de numeração semelhante ao utilizado atualmente. Esse sistema consistia em uma base decimal (dez algarismos) que, ordenados entre si, formavam e representavam qualquer número. O sistema criado pelos hindus foi divulgado por toda a Europa pelos árabes e passou a ser conhecido como sistema de numeração indo-arábico. Esses números contribuíram de forma importante na modernização dos cálculos matemáticos em razão de sua praticidade simbólica e representação de quantidades.


Atualmente, os números romanos são utilizados na representação de nomes de papas e reis, de séculos, nomes de ruas, marcações de relógios, capítulos de livros etc.