quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

A IDEOLOGIA DE GÊNERO É ANTI - MULHER

Avante
3 h

Há um politicamente correto esmagador imposto às populações, forçando uma teoria/ideologia de gênero que atenta contra a própria lógica, os instintos e a biologia - e o próprio bom senso. Trata-se de uma destruição de conceitos e daquilo que é a própria constituição masculina e feminina, a construção de um novo vocabulário com semânticas completamente distorcidas. O transexualismo (Transtorno de Identidade de Gênero) é uma dessas vertentes - uma face do pós-humanismo. Aliado a isso, o trans-especismo, onde humanos se "sentem como animais" e desejam fazer a reversão para que sua "condição animal encontre uma forma corporal mais adequada a ela"; além de trans-etarismo, que é a desidentificação com a idade biológica e a busca por uma "postura etária mais identificada com sua idade psicológica" e o trans-racialismo, que é a inadequação entre a "raça com a qual você se identifica" e sua raça biologicamente determinada). Por mais aberrante que isso pareça, todos esses transtornos possuem exemplos reais no mundo atual.
A percepção pessoal é colocada acima de toda uma realidade concreta e objetiva. Pessoas são estimuladas a adentrar em tratamentos hormonais sintéticos, mesmo a despeito de todas as reações negativas oriundas disso (maior propensão ao câncer, problemas glandulares, diminuição da expectativa de vida, reações adversas, etc.) e, ainda além, são estimuladas à mutilação corporal contra suas próprias genitálias (com altos índices de arrependimento e rejeição após a cirurgia de "redesignação de sexo"). Tudo porque já se construiu uma ideologia que prega que essas intervenções físicas darão mais conforto e bem-estar em relação a um quadro psicológico extremamente conturbado, complicado. Sabemos que essa é uma temática sensível e bastante polêmica, mas o modo como as coisas estão sendo impostas é totalmente irresponsável não só em relação ao tecido social, mas ao próprio indivíduo que se sujeita a isso.
Há casos de atletas transgêneros competindo em diversas modalidades. Vamos ser bem claros e explícitos: homens que se enxergam como mulheres competindo contra mulheres reais. No primeiro caso, temos a identificação feminina pelo psicológico; no segundo, não só uma identificação psicológica, mas toda uma realidade e uma estruturação biológica. Entretanto, as duas coisas são colocadas exatamente no mesmo patamar. Não existe "mulher de pênis". Existe mulher, uma realidade biológica. Este é o sexo feminino. Contra essa realidade, homens são aceitos em modalidades femininas e se valem de suas próprias vantagens biológicas para se sobressair sobre as atletas verdadeiramente mulheres. Ou seja, trata-se de uma ideologia que coloca mulheres em desvantagem visível e que trará consequências sérias a elas (aos homens também, mas a mulher é o principal alvo do pós-humanismo).
É o caso recente, por exemplo, do atleta neozelandês Laurel Hubbard, que ganhou medalha de prata numa competição de levantamento de peso (categoria 124kg) contra mulheres. Ele foi aceito simplesmente por se identificar como mulher. Mas Laurel não é "uma atleta" e não é mulher. É um atleta, um homem. Essa é a realidade concreta. Se ele deseja simular comportamentos femininos e se sentir como mulher, como pessoa ele tem essa liberdade. Mas impor isso acima da realidade concreta e obrigar todo um tecido social a reconhecer isso com normalidade é algo totalmente condenável. Ele teve todas as vantagens masculinas em relação às atletas. Não foi uma competição justa e os parâmetros de competição foram derrubados para que o mundo esportivo se acomodasse à percepção desse indivíduo. Isso é pós-humanismo. Que lado o feminismo pós-moderno irá tomar? O das mulheres, ou o do homem que se enxerga como uma? Do segundo elemento, claro (afinal, elas mesmas já admitem que "mulher é um conceito subjetivo"). É preciso questionar se esses setores realmente se importam com as mulheres - e destruir o próprio conceito e a realidade da mulher, colocando-a em situação de desvantagem, não parece ser um sinal de "sororidade".
Há outros casos do tipo, e haverá mais. Essa será a tendência, a norma. E agremiações esportivas que não se submeterem a essa lógica serão instantaneamente demonizadas, boicotadas, tratadas como "transfóbicas". Em vários outros setores femininos essa entrada de homens que se percebem como mulheres significará desvantagens nítidas para elas. E a própria mulher terá de simular concordância com isso, sob o risco de ser hostilizada pela própria militância que se diz sua apoiadora. Assim, homens que se percebem como "criaturas com essência feminina" e que repetem artifícios e estereótipos masculinos (sempre o batom, o salto alto, o vestido, a maquiagem - tudo aquilo que na mulher é considerado como "estereótipo" no sentido mais negativo do termo é comemorado nesse público trans) serão colocadas no mesmo nível de mulheres reais que não só não desfrutam de certas vantagens biológicas em relação a eles, como precisam lidar com uma série de ônus que esses homens não precisam gerenciar.
É bastante claro que não se deve negar direitos essenciais (trabalho, estudo, dignidade, etc.) a essas pessoas. Mas, sob a justificativa de uma melhor aceitação e um melhor diálogo com essa questão, uma série de procedimentos negativos estão sendo colocados como dogmas intocáveis (como a pressão pela normalização de precedimentos de mudança de sexo para crianças - o que já é realidade no Canadá, sob penalização da perda da guarda sobre os filhos em reação contrária dos pais - e, nos EUA, já há vários casos de abuso contra mulher em banheiros abertos a transexuais/homens que se vêem como mulheres), e qualquer mínima menção a alguma alternativa ou abordagem diferente é taxativamente tratada como "discurso de ódio" ("ódio", assim como "amor", é um termo que já perdeu significado real).
Vaporizar completamente o conceito de mulher e transformar a questão num conjunto de comportamentos que podem ser replicados constituindo uma equidade entre mulheres e homens que não se identificam como homens significa que, no fim das contas, a própria significação da mulher é perdida e se torna uma questão inteiramente subjetiva, moldável, um elemento a ser apropriado e transformado de acordo com várias percepções. Mulheres passam por uma série de transformações e processos biológicos que esses indivíduos não passam, e tratar tudo isso como irrelevante ou como tendo peso zero em relação a uma "mulher transexual" significa dizer que todo o peso suportado pela mulher não tem sentido nenhum.
Que tipos de hormônios e medicamentos esses atletas terão de tomar para simular sua condição feminina? Quais intervenções cirúrgicas? Que implicações isso trás para sua saúde física e psicológica? A liberdade de identificação pessoal está acima de uma realidade coletiva? Até que ponto essa identificação deve se sobrepor sobre o tecido social? Que tipos de vantagens e desvantagens isso trás? Qualquer um pode se identificar como mulher, ou essa é uma realidade (ou um conceito) mais profunda? Esses são questionamentos que já foram banidos pelo espírito da negação do questionamento e da mínima discordância.

FONTE https://www.facebook.com/AcaoAvante/?hc_ref=ARSK_-DPMCJxCm7kXO0ibn_nDPCrphcORlVjTwDIWPW2txwr47zYC5rXCTbZIv1prcI&fref=nf

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