sábado, 28 de outubro de 2017

Pelo menos 16 pessoas são presas em megaoperação no centro do Rio

O trabalho contou com 2.500 agentes, que buscavam criminosos responsáveis pela invasão da Rocinha. Líderes não foram presos

Policiais fecharam vias e revistaram quem entrava e saia das comunidades.
Repordução/TV Globo
Policiais fecharam vias e revistaram quem entrava e saia das comunidades.

Ao menos 16 pessoas foram presas, a maioria em flagrante, em uma operação conjunta das Forças Armadas e das polícias estaduais em comunidades do centro do Rio, o Complexo do São Carlos e o Morro da Mineira. A ação tinha o objetivo de prender suspeitos que teriam participado da invasão da favela da Rocinha, na zona sul da cidade, em setembro.
No entanto, os principais alvos da operação no Rio de Janeiro não foram presos. Marcelo Bernardino da Fonseca, o Limão da 40, apontado como chefe da quadrilha que controla o comércio de drogas no Morro de São Carlos, e Leonardo Miranda da Silva, o Léo Empada, braço-direito de Limão da 40 e líder da tentativa invasão da Rocinha, conseguiram fugir. 
A megaoperação contou com 2.500 policiais participaram da ação. Os soldados e policiais fecharam ruas e revistaram pessoas que entravam nas comunidades. Além disso, o espaço aéreo da região foi fechado.
“As investigações continuam. Certamente, teremos novas ações das forças estaduais com o apoio do governo federal, que não se esgotam neste momento”, disse o subsecretário de Comando e Controle da Secretaria Estadual de Segurança, Rodrigo Alves.
Ao todo, mais de 4.200 alunos de seis escolas e dez creches da rede municipal ficaram sem aulas nesta manhã por causa dos tiroteios e risco de confrontos armados na região central.
Até agora, a mobilização das Forças Armadas no Rio de Janeiro cerca de 25 milhões de reais, de julho até esta sexta-feira, segundo o  Estado-Maior Conjunto das Operações em Apoio ao Plano Nacional de Segurança no Rio.. O plano prevê gastos de até R$ 47 milhões.
Histórico de violência

O tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira morreu em um atentado a tiros na manhã desta quinta-feira, no Rio
Divulgação/PMRJ
O tenente-coronel Luiz Gustavo Teixeira morreu em um atentado a tiros na manhã desta quinta-feira, no Rio

Confrontos e tiroteios na Rocinha têm sido rotineiros desde setembro, devido à disputa pelos pontos de venda de drogas da comunidade entre dois grupos criminosos rivais e à presença da polícia no local.
Além disso, as prisões acontecem um dia depois de varreduras pelas  ruas de comunidades do bairro do Lins de Vasconcelos, que tinham o objetivo de encontrar e prender os criminosos que mataram o comandante da PM, o tenente-coronel Luiz Gustavo Pereira. Mesmo sem prisões no caso,  a polícia anunciou nesta sexta-feira que identificou um dos suspeitos .
Na semana passada, uma turista espanhola foi morta por policiais na favela da Rocinha, durante um bloqueio. Ela fazia um passeio pelo comunidade e os policiais dizem que o carro em que ela estava não parou depois de abordado.
*com informações da Agência Brasil e TV Globo

    Adolescentes roubam e ainda tiram 'selfie' com mulher que desmaiou após agressão Fonte: Último Segundo - iG @ http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2017-10-27/mulher-desmaio-selfie.html

    Adolescentes roubam e ainda tiram 'selfie' com mulher que desmaiou após agressão 

    Vítima estava conversando com pessoas na rua quando foi abordada pelo agressor; não há informações sobre o contexto do ataque, ocorrido nos EUA

    Câmeras de segurança gravaram o momento em que cinco adolescentes tiram selfies e roubam uma mulher desacordada que havia sido agredida por um homem nas ruas de Beechview, no estado americano da Pensilvânia.

    De acordo com o portal britânico Metro , a mulher , cujo nome não foi divulgado, foi abordada pelas testemunhas segundos após ser atingida. Desmaiada, ela teve seus pertences roubados e, segundo informações da rádio KDKA , um dos adolescentes chegou a se deitar no chão para tirar uma selfie com a vítima.
    Mais tarde, a moça recuperou a consciência e deixou o local. Sob investigação da polícia de Pittsburgh, nos arredores de Beechview, o caso ainda possui poucos detalhes, porém, acredita-se que a vítima estava conversando com alguns transeuntes quando foi abordada pelo agressor.
    As autoridades acreditam ter uma pista importante sobre a identidade do homem que a atacou, porém, nenhum nome foi divulgado até o momento.
    Decisão polêmica 
    Em outro caso de violência , uma polêmica decisão tomada por um juiz português ganhou as manchetes de jornais de todo o mundo nesta semana – e deu origem a uma petição pública que já acumula mais de 10 mil assinaturas. Isso porque o magistrado suspendeu a pena imposta a dois réus que agrediram uma mulher adúltera por considerar que o adultério cometido pela vítima justificava o atauqe.
    O caso foi julgado pelo juiz Joaquim Neto Moura, desembargador do Tribunal da Relação do Porto. Em sua sentença, Moura diz que o "adultério da esposa é uma conduta que a sociedade sempre condenou e condena fortemente" e, por isso, "vê com alguma compreensão" a violência "exercida pelo homem traído, vexado e humilhado pela companheira".
    No caso em questão, ocorrido no Porto, dois homens – o marido e um amante, com quem ela teria tido uma relação durante dois meses – tiveram as penas de prisão suspensas pelos crimes de violência doméstica , detenção de arma proibida, perturbação da vida privada, injúrias, ofensa à integridade física e sequestro.
    De acordo com o processo judicial, após a vítima terminar as duas relações, os homens se uniram para a ameaçarem, ofenderem, perseguirem, e espancarem com um pedaço de madeira com pregos nas pontas.

    "Enquanto o arguido Y [amante] segurava a ofendida [ mulher ], o arguido X [marido traído] desferia-lhe, com força, com a parte redonda do pedaço de madeira, uma pancada na cabeça, do lado esquerdo", detalha a decisão do juiz.







    MANUEL DÓRIA NO FACEBOOK , OBSERVAÇÕES

    Mais um capítulo de minha interminável série sobre a ineficiência de sociedades urbanas pós-industriais.
    Transportes públicos enfrentam um problema de alocação de recursos razoavelmente simples. Existe uma situação a ser primariamente evitada; indivíduos membros de grupos de necessidades especiais (idosos, gestantes, certas classes de deficientes físicos, pais e mães com crianças de colo, etc) não podem ficar em pé, a não ser que desejem isso explicitamente.
    Visando cumprir isso, temos uma quota de assentos prioritários em cada ônibus e vagão de metrô ou trem e dois mecanismos normativos, um legal e outro, moral. O legal assegura, em nome do estado de direito, que podemos literalmente forçar indivíduos que não se enquadrem na categoria supracitada e que estejam ocupando assentos prioritários a se retirarem.
    O mecanismo moral é bem mais fraco e consiste em uma rede implícita de incentivos que levam indivíduos a exercerem as virtudes da gentileza e generosidade e delegarem assentos não-prioritários para indivíduos com necessidades especiais.
    Assentos prioritários não são proibidos de serem ocupados por passageiros comuns desde que a condição de que nenhum passageiro de necessidades especiais fique involuntariamente em pé seja satisfeita. Isso pode sedimentar a seguinte norma, dependendo da civilidade do ambiente urbano; ninguém senta nos assentos prioritários para evitar constrangimentos e assegurar a rápida disponibilidade para potenciais portadores de necessidades especiais.
    Ocorre que esse sistema impõe fardos não apenas ao passageiro comum mas também aos portadores de necessidades especiais e a falta de reforço dessas obrigações torna o sistema ineficiente.
    É relativamente comum eu vislumbrar a seguinte situação aqui no metrô carioca: os passageiros existentes portadores de necessidades especiais decidem ocupar assentos não-prioritários (eu conjecturo que alguns idosos preferem fazê-lo por vaidade) e assentos não-prioritários acabam por default não sendo ocupados por ninguém, gerando vagas ociosas.
    Para o sistema funcionar, é mister que os passageiros de necessidades especiais ocupem primeiro as vagas prioritárias. Na situação destas já estarem legitimamente ocupadas, a responsabilidade cai para a generosidade e civismo do resto dos passageiros.
    Esse cenário é generalizável para outros loci de ineficiência urbana que obedecem a regras análogas - como filas de bancos e supermercados.
    CurtirMostrar mais reações
    Comentar



    quinta-feira, 26 de outubro de 2017

    Maria do Rosário e Jean Wyllys querem descriminalizar a pedofilia. "Pedófilo tem que ser tratado e não preso"

    Maria do Rosário e Jean Wyllys querem descriminalizar a pedofilia. "Pedófilo tem que ser tratado e não preso" 

    A deputada federal Maria do Rosário (PT), junto com o também deputado federal Jean Wyllys (PSOL) entraram em um acordo pessoal, para juntos, criarem um projeto para descriminalizar a pedofilia, pois segundo eles, pedófilos não são responsáveis por seus atos, uma vez que sofrem de um transtorno psicológico de desejo por crianças.

    O projeto visa revogar a lei que trata a pedofilia como crime, e passe a tratar os casos como doença. Se caso o projeto seja mesmo criado e aprovado, pedófilos não serão presos, mas sim submetidos a tratamento psicológico e posteriormente internados em clinicas de reabilitação.

    "Colocar um ser humano dentro de uma cadeia apenas pelo fato de esse sentir desejos sexuais por crianças é algo cruel e inadmissível, temos que mudar isso." Disse um manifestante que apoia as causas dos dois deputados. 
    Passado
    Há alguns anos, o cunhado deputado Maria do Rosário foi flagrado em uma blitz de trânsito acompanhado de duas crianças, 11 e 15 anos.

    O cunhado da deputada alegou que estava dando carona para as meninas.

    Já referente à Jean Wyllys, circula nas redes sociais uma notícia em que o mesmo afirma que casamento entre um adulto e criança não se tratava de pedofilia, mas sim de um ato tradicional na cultura islâmica.
    Será tudo isso pura coincidência ou um plano para destruir nossas crianças?

    DONA REGINA: CRISE DE REPRESENTATIVIDADE POLÍTICA? EXPERIMENTE A CRISE MIDIÁTICA

    Dona Regina mostrou que o problema não é apenas a classe política: a mídia hoje consegue a façanha de ser ainda mais inimiga do povo. #SomosTodosDonaRegina

    Se o Brasil enfrenta uma crise de representatividade política como nunca se viu em uma história que não prezou muito pela representatividade política, tente analisar a quantas anda a crise de representatividade midiática.
    PUBLICIDADE
    Até a classe política conseguiu, sobretudo nas últimas eleições, eleger uma meia dúzia de políticos com alguma admiração popular. É dificílimo fechar tal número na grande mídia, ainda mais em veículos consolidados pela lacração, como a TV e a mídia impressa.
    Pergunte à Dona Regina. Na apresentação do programa Encontro, apresentado via de regra por Fátima Bernardes, e hoje por Ana Furtado, Dona Regina ousou dizer sua opinião ao, digamos, “debate” que o programa promove. Meu Deus. O caos reinou e provavelmente a Globo está a essa hora organizando reuniões de emergência. Como assim, alguém deixou uma pessoa dar sua opinião no ar, ao invés de deixar que o Brasil fique nas mãos de artistas defidamente lacradores?
    No caso, Andreia Horta e Bruno Ferrari comentavam, com ares e esgares de um debate entre Umberto Eco e Benedetto Croce, as “performances” em que alguém ganhava dinheiro ficando parado pelado para algumas pessoas sem louça pra lavar e Estado Islâmico pra enfrentar faziam caras e bocas boquirrotas pegando no cara pelado aqui, ali e tratando aquilo como a Sagração da Primavera.
    CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
    Andreia Horta
    Horta e Ferrari proferiam aqueles clichês que todos nós aprendemos em 10 minutos lendo textinhos nos ensinando o que falar se o assunto é gente com o cu aparecendo (“Ah, é arte”, “Se não expor é censura”, “Se não puder fazer em público é nazismo”, “preconceito”, “obscurantismo”, “o nazismo começou assim”, “fanáticos religiosos”, onda conservadora”, “igual ao nazismo”, “não entendem de arte”, “artista causa reflexão ao pôr o bilau pra fora”, “mas o nazismo” etc), às 11 fodendo horas da manhã, nas fauces do incréu telespectador, a este momento já benzendo um busto da Priscila da TV Colosso e berrando: “Poustas que las caceta, eu não vi o final de Caverna do Dragão pra testemunhar isso?!??!“, quando não mais do que de repente, surge Dona Regina.
    PUBLICIDADE
    Dona Regina estava na platéia e pediu para dar sua opinião em meio aos clichês de lacração do Projacstão. Começou atacando o óbvio: não é contra a arte em si, mas sim contra a exposição de crianças a jirombas como se fosse algo normal.
    Como já havíamos avisado, há verdades tão simples que só um intelectual é incapaz de perceber. Ou, no caso, alguém da massa falante, da intelligentsia, dos ídolos progressistas que fazem esquerdistas universitários que chamam a mídia de golpista e a Rede Globo de alienante vociferarem de tesão reprimido nas redes sociais aos berros de “lacrou”: atores da Globo.
    Ora, por acaso alguém por aí é tão contra as aulas de Educação Artística que está querendo censurar artistas aleatoriamente? Ou por um moralismo carola? Ou a mando e soldo do MBL, o Gênese ao Apocalipse de tudo o que a esquerda e os progressistas globais sabem sobre o que não é eles próprios?
    Não, nada disso. É tudo conversa fiada para fazê-los parecer heróis de resistência contra ditadores brutais que ameaçam o país desde o impeachment. Até mesmo a “arte” contemporânea, resumida a gente feia pelada tentando chocar a sociedade por dizer que faz sexo (spoiler: até nossas tatatatataravós fizeram), não sofreu nenhuma suposta censura por parte dos “obscurantistas” (i. e., nós, o povão).
    Performance MacaquinhosVide a performance Macaquinhos, constituída por gente feia pelada enfiando o indicador um no oritimbó do outro, numa centopéia humana de mau cheiro e falta do que fazer (realmente, a sociedade se choca ao descobrir o que gente feia precisa fazer pra conseguir fazer sexo). Ninguém quis que Macaquinhos fosse tirada do ar: o problema da performance do MAM foi colocar criança no meio. Mais alguma dúvida? No more questions, Your Honor.
    Dona Regina, com uma simples frase que todo mundo sabe ser verdadeira, a não ser quem acredita na Rede Globo (ou seja, a esquerda), desmontou toda a falsa polêmica em voga na última semana. A crise de representatividade midiática estava escancarada: não tinha nada a ver com arte ou censura, tem a ver com proteção de crianças.
    Ou melhor: só havia começado. Mais elementos da crise de representatividade midiática se seguiram, ordenados, coordenados e obedientemente condensados em pouco mais de um minuto.
    Andreia Horta, diante de uma obviedade da vida, mas que não tem nada a ver com o discurso progressista feito por clichês roboticamente repetidos da esquerda e do Projacstão, deixou escapar um sorrisinho nervoso e disse que preferia não comentar.
    Ora, a super atriz, cheia de prêmios e estudando nas melhores faculdades, a pessoa que entende de “arte” (*uivo da platéia fazendo “ooohhh”*) não consegue comentar uma frase simples como “uma criança não deve ser exposta a um homem nu”?
    Basta alguém simplesmente descrever objetivamente a realidade para toda a esquerda, a progressistosfera chic que acha que entende de arte porque já teve uma aulinha sobre o mijódromo do Duchamps, toda a turminha que se matou por um semestre pra conseguir ler 30 páginas de Adorno e Benjamin na faculdade se calarem.
    Dona Regina no EncontroComo é fácil deixar um esquerdista calado. Life is short, but this time it was bigger. A vida é um pouco mais complexa, justamente ao se apresentar uma simplicidade que não é encoberta pelo discurso de clichês. Como Andreia Horta não podia gritar “Fora Temer!” (sem vírgula), “fascismo”, “nazismo”, “reacionários”, “ditadura militar”, “Inquisição”, “nazismo”, “obscurantistas”, “fanáticos religiosos”, “discurso de ódio” e “nazismo” de novo para Dona Regina, lá se foi todo o discurso que tinha montado. O progressismo tem alergia de realidade.
    Bruno Ferrari, então, deu uma de desentendido, tergiversou, girou os olhos nos globos e tentou mudar o foco do status quæstionis perguntando ao que a criança havia sido exposta.
    Não que Bruno Ferrari tenha a inteligência para perceber a sua jogada, mas a tática era fazer Dona Regina passar vergonha, por ser uma mulher de costume, que não iria responder: “A uma caralha” ao ator global. Dona Regina, na verdade, nitidamente embaraçada e com a voz trêmula, não cedeu terreno e respondeu que, pelo vídeo, testemunhar a criança tocando o homem nu não foi legal.
    Nova obviedade, e agora Bruno Ferrari foi quem ficou calado. Será que era preciso desenhar?
    CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
    Dona Regina - ObamaAndreia Horta, sem perceber que estava sendo vítima de uma sociedade em que a crise de masculinidade não permite que um homem sequer consiga terçar armas argumentativas, teve de ligar a metralhadora de clichês na posição hiper-automática e começou a papagaiada: “Ah, eu não concordo com a sua opinião, mas o que importa é que você não pode impor a sua opinião sobre a minha e nem o contrário”, como se criança diante de uma piroca fosse questão de “opinião” que conseguisse se afogar nessa poça de clichês.
    Afinal, Andreia Horta comentou que sofreu muitas agressões ao defender a performance nas redes sociais. Sofreu. Muitas. Agressões. Nas. Redes. Sociais. Uma mulher adulta, vacinada, que já fez nu em cena, 34 anos, discursinho empoderado, conta bancária de quem nunca sofreu na vida (nem pra fazer Escola Paulista de Artes), preocupações de burguesia, reclamando que “sofreu agressões nas redes sociais”. Oooooohhh. Que pessoas xingavam a pobre coitada por ela defender criança junto a homem com jumelo pra fora. Puta merda. Mandá-la ir catar coquinho é agressão nas redes sociais? Tome uma de presente. É bem melhor do que passar a infância cercada de jonjolos.
    E mais: para Andreia Horta, quem testemunhou o caso no MAM saberia que é uma performance muito “sensível”. Qualquer um poderia convidar Andreia Horta para ver psicóticos em crise de crack rasgando as roupas até cair sem se mover na Cracolândia e ver quão “sensível” é uma cena dessas, mas adiantamos que a moça talvez sinta nojinho. Também não mostrou por que acha aquilo “sensível” (a premissa oculta é a própria tentativa de sensibilização de crianças sendo sexualizadas diante de adultos, ou há alguma outra razão para o adjetivo?).
    E, para tentar salvar o fiasco da tentativa de resposta de Bruno Ferrari, a espadachim Andreia Horta tentou terminar afirmando que é terrível o fato de os brasileiros ficarem escandalizados com um homem nu, como se fosse o homem nu o problema.
    Dona Regina, que ouvia toda a surra de clichês impávida e colossa, destruiu todo o discursinho pré-fabricado em linha de produção fordista de esquerdista de showbizz e progressismo de Projacstão interrompendo a criatura e dizendo simplesmente o óbvio: Mas e a criança?
    Para não ouvirmos o silêncio estrepitoso que seria a resposta de Horta e Ferrari, a apresentadora Ana Furtado tomou a voz e tentou cortar rapidamente, emendando: “É, [a criança] que estava acompanhada da mãe”, como se isso fosse alguma vantagem, e não um demérito desgraçado (no dia seguinte, a notícia de um menino encontrado nu na cela de um homem acusado de pedofilia, levado ali pelos próprios pais, poderia render algum comentário idêntico de Ana Furtado?).
    Se as pessoas do Brasil reclamam da crise de representatividade política, a grande verdade é que ela é calcada, aprofundada e desgraçadamente embargada pela crise de representatividade midiática, que afeta até mesmo quem não tem interesse nenhum pela política.
    Nunca os jornalistas, artistas, intelectuais e demais membros da classe falante estiveram tão contra o povo, protegidos do povo, com valores inimigos do povo, tentando falar em nome do povo apenas para tentar transformar o povo em massa de manobra de transformação revolucionária.
    Ou seja: tenta-se criar uma meia dúzia de adjetivos (obscurantistas, fanáticos religiosos, nazistas, preconceituosos, extremistas, nazistas, censores, ditatoriais, nazistas… e já falamos em “nazistas”?) para que as pessoas tenham medo de dizer certas coisas, ainda que óbvias.
    É o que jornalistas, atores, apresentadores e uma massa indescritivelmente homogênea, em que todos os jornalistas de um país continental têm uma única e mesma opinião formada sobre tudo, querem fazer com o povo.
    Dona Regina - capa da VEJA, pelo MBL - "A ameaça Dona Regina"O problema é: temas como pedofilia só conseguiriam ter uma mudança se o povo não levasse a dessensibilização para o centro do debate público. Foi o que o brasileiro, sobretudo a geração meme das redes sociais, fez com o Queermuseu e a performance do MAM: algo que funcionaria se feito lenta e paulatinamente, fazendo com que pessoas que acreditam em jornalistas acreditassem que não tem nada de pedofilia, que é isso, o problema são pessoas censoras e autoritárias e nazistas.
    Basta alguém falar o óbvio, e melhor ainda quando é Dona Regina em cadeia nacional, que toda a logorréia cai por terra.
    Como ninguém mais presta atenção ao Encontro, foi só no meio da tarde que uma reportagem avisando do que tinha ocorrido pela manhã tomou as redes sociais, e logo a hashtag #SomosTodosDonaRegina ficou em primeiro lugar nos Trending Topics do Twitter. O povo mesmo está contra jornalistas, atores, celebridades e demais profissionais da manipulação da opinião pública: nem o Twitter quis explicar o que era aquela hashtag, preferindo explicar outras de muito menor expressão.
    O que farão agora? Chamarão Dona Regina de populista? De autoritária? De defender a tortura e a censura? De dizer que o nazismo começou com Dona Regina? Que Dona Regina é financiada pelo MBL e pela CIA e pelos Irmãos Koch? Ou usarão o clichê de “que bom que vivemos num sistema onde você, Dona Regina, possa falar” para não ter de passar vergonha tendo de responder à verdade que ela diz? Ah, ops. Isso eles fizeram.
    O povo é Dona Regina. Não adianta os jornalistas falarem tanto em nome do povo, e tratar todos nós, Donas Reginas pelo Brasil, como se fossem Adolf Hitler. Os manipuladores ficarão cada vez mais calados e passando vergonha por seu discursinho pré-fabricado feito de clichês e palavras-passe como Andreia Horta, Bruno Ferrari e Ana Furtado.
    —————
    FONTE 

    Apologia da pedofilia: Só quem é tarado, psicopata e burro não percebe CONTINUAÇÃO

    A própria forma e a qualidade da arte, portanto, definem o que é arte a ser defendida como arte e o que é pura vontade de aparecer de alguém que só pode ser chamado de charlatão, estelionatário, louco, tarado ou psicopata. A arte, afinal, possui regras. É a diferença entre a sangrenta flegelação de Cristo por Peter Paul Rubens e uma propaganda de absorvente, entre O Caso dos Dez Negrinhos e uma apologia do assassinato pelo PCC.
    Casos como o do Queermuseu do Santander parecem ser mais complexos, mas não o são. São obviamente simples. Chatos, até. O quadro de Adriana Varejão, onde se viam cenas de zoofilia, por exemplo, é apresentado como um compêndio sobre comportamentos típicos na colonização (aquilo que já transborda tanta ideologia em uma descrição simples que precisamos nos limpar com um Big Mac). Apresente um comportamento típico da alt-right na internet ou de piadas sobre feministas para ver se Adriana Varejão considerará arte ou se aí se torna “discurso de ódio”, não importando a qualidade da mimesis.
    Criança viada - Queermuseu do SantanderO caso da Criança Viada é ainda mais duchampiano: retiraram imagens de um Tumblr onde se fazia piadas na internet com crianças que pareciam afeminadas (nestas horas, está liberado chamar de “viado”: qualquer preocupação com a sexualidade infantil é ganho para a esquerda) e as colocaram como objeto de admiração em um museu.
    “Arte”? Bem, uma publicação de Tumblr, apesar de nunca nos importarmos com isso, segue padrões que protegem a imagem. Há limite de idade nunca respeitado para coisas como o Facebook, por exemplo. Tirá-las de um lugar onde se fazia piadas (sem mimesis, apenas se ria) para um museu não torna algo que era pra ser uma não-tão-inocente brincadeira com as características alheias em algo inocente, artístico e “válido”, como se fosse pura liberdade individual (o indivíduo é outro, só para avisar).
    Aqui, é apologia pura: algo que nasceu como virulência e puro bullying como todos fazemos e sofremos em quantidades indo do obrigatório para ser saudável até o causador de suicídio, ao ser trocado de lugar, vira objeto de adoração. No dizer de Max Scheler, “O Homem possui ou um Deus ou um ídolo”. Ao invés de uma ordenação do que é, por exemplo, uma “crítica” (que não é função primordial da arte, mas por acaso o artista quis “criticar” a viadagem da criança?), sem mimesis, tem-se puramente o deslocamento do Tumblr para o museu: a única mensagem, o único sentido discernível no artefato é a mensagem de que crianças com sexualidade homossexual prematura são uma coisa positiva. Pode-se oferecer dinheiro para se encontrar outra explicação e não haverá nenhuma. Apologia, and nothing more.
    Algo pode ser mais claro como apologia do que isto? Sim: um galalau andar pelado, com catramelo à mostra, com crianças. Quem deu voltas e voltas para disfarçar a apologia à pedofilia no Queermuseu teve tão somente de disfarçar o que via e apelar para ataques à religiosidade alheia ou ao “moralismo” (oh, horror! hoje encontrei dois seres morais! onde este mundo vai parar?!) de quem primeiro denunciou. O que já mostra o que as pessoas que não olham com olhos “moralistas” pensam sobre um varapau com mastruço à mostra diante de crianças. Ou, como dizíamos, é, sim, apologia à pedofilia, e nada mais.


    Exposição coloca criança tocando homem nu e jornalista debocha.

    Exposição coloca criança tocando homem nu e jornalista debocha. Será que , e apóiam essa postura? 😍😱