quinta-feira, 26 de outubro de 2017

GOURMETIZARAM A PEDOFILIA

Tabus como a pedofilia vão sendo dessensibilizados na sociedade atual. A pergunta é: ganhamos algo com isso, ou é o mesmo horror de sempre?

Guten Morgen, Brasilien! Continuando o assunto da semana passada, as ideologias que querem persuadir e manipular a população com opiniões terceirizadas sobre comportamento sexual estão em sexta marcha: e cada vez disfarçam menos as suas ganas de facilitarem a sexualização de crianças, não importando se com isto estarão expondo inocentes à pedofilia ou não.
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Aliás, é exatamente como devemos interpretar as polêmicas envolvendo o Queermuseu do Santander ou o cidadão com o jonjolo de fora “brincando” com crianças no MAM: não observando as, diga-se, “obras” em separado, mas como um constructo, uma cada vez menos lenta e cada vez menos gradual facilitação de comportamentos sexuais – seja a “gracinha” com a sexualidade precoce ou a zoofilia, seja algo que só não é chamado de pedofilia por ocorrer dentro de um museu.
Sem observar tais obras historicamente, vendo um antes e um depois, cada vez mais próximos, todo o azedume da discussão (é arte? é apologia da pedofilia?) se perde, como se falássemos de átomos em separado.
Para analisar a suposta arte flertando com a apologia da pedofilia, ou no mínimo sua normalização, criando uma dessensibilização coletiva nas pessoas, é preciso ter uma visão mais ampla. Entender o que queriam grandes pensadores que revolucionaram a sexualidade, sobretudo a opinião pública (e cada vez mais pública) sobre a sexualidade.
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E também escapar das artimanhas de um discurso que, como já alertamos no último episódio, quer reduzir tudo a “liberem simplesmente tudo ou é preconceito”. Afinal, nem precisamos chegar em casos grotescos como a pedofilia: precisamos de vários tabus na vida, inclusive aqueles derrubados por Freud, Reich, Foucault, Marcuse et caterva.
Reparou como algo absolutamente monstruoso como a pedofilia, que deveria causar repulsa imediata em todo transeunte, hoje é tratada como uma discussão chata de “radicais de extrema-direita”, “obscurantistas”, “retrógrados” e toda sorte de adjetivos aos quais a massa tem medo de se associar, mas que, para evitar a associação, precisam aceitar uma miríade de esquisitices só para parecem descolados em seus posts no Facebook?
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E mais: Samuel Taylor Coleridge, fãs chatos, lingüistica estrutural, Iron Maiden, o Curso Online de Filosofia de Olavo de Carvalho, doutrinação na educação, História do Brasil e muito mais neste episódio do Guten Morgen, o podcast do Senso Incomum.
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A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, e a parte gráfica de Gustavo Finger da Agência Pier. Guten Morgen, Brasilien!

EU ESTUDEI ARTE. A PAULA LAVIGNE NÃO

Depois de gourmetizar a pedofilia, o #342artes de Paula Lavigne finge que a polêmica é sobre censurar a arte. Que tal discutir com Platão?

Guten Morgen, Brasilien! Como a polêmica da semana passada nunca termina, e como não é possível analisar as notícias e discussões atuais sem notar um continuum de temas forçando uma agenda numa direção, se analisamos a gourmetização da pedofilia nos casos do Queermuseu do Santander e do MAM, resta agora discutir arte – e com nada menos do que três pilares do pensamento ocidental: Platão, Aristóteles e Paula Lavigne!
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Se Paula Lavigne, Caetano Veloso, Fábio Porchat, Fernanda Montenegro, Cláudia Raia e demais outros atores da Globo e outros de igual QI querem tanto dizer que está acontecendo uma perigosíssima, violenta e ditatorial “censura” contra a arte no Brasil (ler fazendo “oohhhh” e com sussurros ao fundo), vamos discutir arte.
Mas vamos discutir arte mesmo. Nada de “ora, é um homem pelado, portanto é arte”. Tem de ser uma discussão sobre arte que vá desde Platão e Aristóteles até Paula Lavigne – três exemplos extremos na história do Ocidente – e entender, afinal, o que raios é arte, e que ela sempre teve relação com a política, e não é de hoje que enfrenta problemas com a censura.
Aliás, antes de fazer seu fracassadíssimo #342artes, produtores culturais sofreram com a censura de… Paula Lavigne, que junto a Caetano Veloso, tentaram censurar biografias “não-autorizadas”. Crianças podem estar perto de jebas, mas nunca adultos podem estar perto de informações que Paula Lavigne e Caetano Veloso não queiram em circulação, porque “é proibido proibir”.
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O próprio Platão parece descrever uma utopia perfeita na República em que os poetas teriam de ser expulsos, mas seus próprios diálogos são cheios de elementos poéticos. Sócrates também interpela o rapsodo Íon, em um diálogo socrático sobre inspiração poética, e discutem arte e como artistas se vêm na sociedade. Para não falar da Poética de Aristóteles: é a partir deste texto do Estagirita que podemos iniciar um estudo sobre filosofia da arte e entender o pensamento aristotélico sobre a mimesis, que será pedra de toque para definir o que é arte. E temos também Paula Lavigne, que contribui ao debate ocidental por… bem, por ter se oferecido em nudez precoce ao Caetano Veloso.
 Afinal, o que impede que um bloco de mármore seja considerado arte, ou um bloco de mármore aleatoriamente esculpido seja considerado arte, mas cinzelado até ser transformado no David de Michelângelo, passe a ser tratado como arte? É fácil obter a resposta de uma criança ou dos maiores intelectuais do mundo – mas será que Paula Lavigne e nossos intelectuerdas de Facebook saberiam responder?
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Vamos até a arte moderna, e não adianta só falar do urinol de Marcel Duchamps – James Joyce, Virginia Woolf, O Grito de Edvard Münch são todas obras modernas que exigem mais conhecimento do que a piadinha do mictório no museu. Vamos discutir arte como gente grande?
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E mais: decadência ocidental, sexo infantil, bicordes de punk rock, o céu da Noruega, crítica literária, teoria das cores, a arte do jazz, Hesíodo e a Odisséia de Homero nesse episódio. (a gente sempre arruma uma desculpa pra falar da Odisséia…)
A produção é de Filipe Trielli e David Mazzuca Neto no estúdio Panela Produtora, com produção visual de Gustavo Finger da Agência PierGuten Morgen, Brasilien!
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FONTE http://sensoincomum.org/2017/10/14/guten-morgen-47-arte-paula-lavigne/

6 dicas para ler mais

6 


dicas para ler mais
1. Leia diferentes tipos de livro simultaneamente 
Revezar-se entre um romance, um livro de não ficção e outro de poemas, por exemplo, ajuda muito sua lista de leituras a andar mais rápido. Tendo mais de uma opção, você evita postergar a hora de ler por não estar com vontade de um livro específico em determinado momento
2. Flexibilize sua lista de leituras
Seguir à risca uma ordem predeterminada nem sempre é a melhor opção. Pense bem: não vale a pena passar na frente um livro novo que você está louco para começar? Adiar mais um pouco a leitura daquela obra que já está na sua estante há meses (ou tomar a decisão de passar o livro adiante) não faz mal nenhum. 
3. Tenha sempre um livro com você
O tempo gasto diariamente no transporte público ou em filas não precisa ser tempo perdido! Ter sempre um bom livro à mão torna fácil preencher essas lacunas. Se você não gosta de interromper um capítulo na metade, prefira livros de contos, de poemas ou com capítulos curtos.
4. Descubra qual o seu período favorito para ler
Já tentou reparar em qual parte do dia a leitura lhe parece mais agradável? Prefere ler com luz natural ou antes de dormir? Perceber essas sutilezas é essencial na hora de organizar o dia, pois permite separar seus horários favoritos para os livros e o restante do tempo para as demais atividades.
5. Repense o tempo gasto com o celular e com outros dispositivos
Quantas vezes você está com tempo livre e, sem perceber, pega o celular ou fica trocando de canal na televisão, sem estar realmente interessado no conteúdo que está consumindo? Repensar essas atitudes automáticas é o primeiro passo para fazer da leitura um hábito no lugar delas.

6. Participe de um clube de livros
A leitura, por si só, é uma atividade individual e solitária. Os momentos posteriores a ela, entretanto, não precisam e nem devem ser assim! Debater o que você está lendo com pessoas próximas ou grupos de leitores pode ser um grande incentivo para ler, ao menos, o livro que está em pauta no momento. É isso que a TAG - Experiências Literárias proporciona todos os meses aos associados: entregamos kits literários contendo um livro surpresa nas casas dos nossos assinantes. Hoje, carregamos com orgulho o título de primeiro clube de assinatura de livros do Brasil e recebemos de braços abertos todos que se identificam com essa paixão.


HÁ UM ANO, NEW YORK TIMES PREVIA 93% DE CHANCE DE VITÓRIA DE HILLARY CLINTON


Há um ano, o New York Times fazia sua grande previsão eleitoral para 2016: Hillary Clinton tinha 93% de chance de vencer as eleições, segundo o jornal nova-iorquino. O jornal, que até hoje é viciosamente contra Donald Trump, não parece ter conseguido separar sua torcida de sua campanha, e ambas de sua suposta “análise”.
A despeito de ser uma das únicas fontes da mídia brasileira quando se trata de política americana, o New York Times é tão desacreditado pelos americanos que o jornal quase faliu. Os dois últimos andares do seu oprédio são ocupados pelo Snapchat, e os dois primeiros são cupados pela Kushner Companies, de Jared Kushner, ironicamente genro extraordinário de Donald Trump.
Em uma crise de confiança, e inclusive financeira, o atual CEO do New York Times, Arthur Gregg Sulzberger, deu uma entrevista de capa à revista Wired tão logo Trump foi eleito, com o curioso título The news in crisis. A culpa da crise, obviamente, era de supostas fake news que não afetaram em nada os valores, opiniões e crenças americanas, e uma suposta “pós-verdade”, que só existe para editores de mídia desculparem seus erros.
Para salvar o New York Times que fracassava em vendas, Sulzberger explicava que apostava em assinantes, que aumentavam em resposta a Trump. Ou seja, importa mais fazer uma militância de esquerda do que oferecer notícias com credibilidade que vendam.
É a turma do New York Times que quer acusar a mídia independente de fake news, e dizer que Trump foi eleito por uma “pós-verdade”, só porque a verdade e o New York Times parecem estar de mal há muito tempo. E quase tão somente o jornal dos 93% de chance de Hillary que é citado como “fonte confiável” pela mídia brasileira.
Em tempo: nós, da mídia independente, acertamos 48 dos 50 estados, inclusive apontando que Trump decidiria as eleições na Pensilvânia, como fez nosso analista e sub-editor Filipe Martins.

           

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Materialismo dialético

Materialismo dialético


Materialismo dialético é uma concepção filosófica que defende que o ambiente, o organismo e os fenômenos físicos tanto modelam animais irracionais e racionais, sua sociedade e cultura quanto são modelados por eles, ou seja, que a matéria está em uma relação dialética com o psicológico e o social. Se opõe ao idealismo, cujos pensadores acreditam que o ambiente e a sociedade, com base no mundo das ideias, são criações divinas seguindo as vontades das divindades ou por outra força sobrenatural.[1]
No século XIX, houve a efetivação da sociedade burguesa e a implantação do capitalismo industrial. Da crítica à sociedade capitalista, destacam-se dois pensadores, quais sejam: Karl Marx e Friedrich Engels. Ambos elaboram uma nova concepção filosófica do mundo, o “materialismo histórico e dialético”, e, ao fazerem a crítica da sociedade em que vivem, apresentam propostas para sua transformação, a saber: o socialismo científico.

Definição de Materialismo Marxista[editar | editar código-fonte]

“As relações sociais são inteiramente interligadas às forças produtivas. Adquirindo novas forças produtivas, os homens modificam o seu modo de produção, a maneira de ganhar a vida, modificam todas as relações sociais. O moinho a braço vos dará a sociedade com o suserano; o moinho a vapor, a sociedade com o capitalismo industrial.” Afirma que o modo pelo qual a produção material de uma sociedade é realizada constitui o fator determinante da organização política e das representações intelectuais de uma época. Assim, a base material ou econômica constitui a "infraestrutura" da sociedade, que exerce influência direta na "super-estrutura", ou seja, nas instituições jurídicas, políticas (as leis, o Estado) e ideológicas (as artes, a religião, a moral) da época. Porém, devem ser interpretados como uma dialética. Não se pode analisar um separado do outro (o material separado do ideal), no caso, a infraestrutura separada da superestrutura. A super-estrutura só existe tal como existe por relacionar-se com a infraestrutura e vice versa. Então, por serem uma relação, um só existe tal como é por existir o outro, um, no plano material é o outro no plano ideal. A dialética marxista propõe que tudo oque é criado pelo ser vivo, tanto um produto moral quanto material, não só modela o local ou meio de vivência do indivíduo, como também seu próprio ser, em que o trabalhador ou ser social age e pensa coerentemente com suas condições de vida estabelecidas na sociedade devido aos diferentes tipos de atividades produtivas e sobretudo pela exploração exercida sobre o trabalhador pelo detentor dos meios de produção, para um maior desenvolvimento monetário e obtenção de maior lucro. Segundo Marx, a base material é formada por forças produtivas (que são as ferramentas, as máquinas, as técnicas, tudo aquilo que permite a produção) e por relações de produção (relações entre os que são proprietários dos meios de produção, as terras, as matérias primas, as máquinas e aqueles que possuem apenas a força de trabalho).

Definição de Dialética[editar | editar código-fonte]

A dialética marxista postula que as leis do pensamento correspondem às leis da realidade. A dialética não é só pensamento: é pensamento e realidade a um só tempo. Mas a matéria e seu conteúdo histórico ditam a dialética do marxismo: a realidade é contraditória com o pensamento dialético. A contradição dialética não é apenas contradição externa, mas unidade das contradições, identidade: "a dialética é ciência que mostra como as contradições podem ser concretamente idênticas, como passam uma na outra, mostrando também por que a razão não deve tomar essas contradições como coisas mortas, petrificadas, mas como coisas vivas, móveis, lutando uma contra a outra em e através de sua luta." (Henri Lefebvre, Lógica formal/ Lógica dialética, trad. Carlos N. Coutinho, 1979, p. 192). Os momentos contraditórios são situados na história com sua parcela de verdade, mas também de erro; não se misturam, mas o conteúdo, considerado como unilateral, é recaptado e elevado a nível superior.
A dinâmica HIPÓTESE+DESENVOLVIMENTO+TESE+ANTÍTESE+DIALÉTICA=SÍNTESE, expressa a contundência deste ensinamento, afirmando que tudo é fruto da luta de ideias e forças, que na sua oposição geram a realidade concreta, que, uma vez sendo síntese da disputa, torna-se novamente tese, que já carrega consigo o seu oposto, a sua antítese, que numa nova luta de um ciclo infinito gerará o novo, a nova síntese.
A hipótese fundamental da dialética é de que não existe nada eterno, fixo, pois tudo está em perpétua transformação, tudo está sujeito ao contexto histórico do dinâmico e da transformação. Este texto está impreciso. COM RELAÇÃO AO PENSAMENTO MARXISTA, O TEXTO apresentado está impreciso e mesmo incorreto. A dialética de Heigel é diferente da dialética de Marx. A primeira é idealista (das ideias) e a segunda, é materialista. Para Marx o mundo material é que determina o mundo das ideias. Foi, contudo, de Heigel que Marx retomou e aprimorou o conceito de dialética, caracterizada, segundo este, principalmente pela transformação das coisas sociais. Marx nega a "síntese" de Hegel, que viria da "tese" e da "antítese". No pensamento marxista, não há uma transformação para a síntese de contrários, mas uma transformação essencial do objeto, uma mudança de qualidade. Coisas velhas, anciãs, num dado momento histórico tornam-se insustentáveis e transformam-se em outras coisas, novas, qualitativamente diferentes do que lhe deu origem, ainda que contenham traços daquilo que foi a origem antiga. O novo sempre nasce do velho, nada nasce do nada, do abstrato. Mas a transformação do velho dá numa coisa que a ultrapassou, mostrando-se num estágio avançado, de qualidade diferente. O melhor exemplo para entender rudimentarmente como acontecem essas transformações, talvez esteja no caso da água (H2O) que, colocada no fogo, vai se transformando em quantidade de calorias (graus centígrados, por exemplo) sai da temperatura ambiente e segue se aquecendo, mais 1 grau, mais 5, mais e mais.... até atingir 100 graus que é seu ponto de fervura (ebulição). Neste estágio, pela acumulação dos graus, um aumento de quantidade de calor, ela alcança um determinado limite material que lhe é específico. Neste instante, água, que continua sendo H2O, MUDA DE QUALIDADE, PASSA DO ESTADO LÍQUIDO PARA O ESTADO GASOSO, O VAPOR, uma nova condição que é qualitativamente diferente da anterior. Em sentido oposto, com a perda de calorias, por resfriamento, a mesma água, a zero graus centígrados, torna-se SÓLIDA, o gelo. O que se destaca nos processos? É a transformação QUALITATIVA. Água é água (H2O)mas o líquido não é diferente do vapor? Claro que sim. Assim é na natureza (ENGELS, F. Dialética da natureza. (Obra clássica.) e na sociedade. As forças produtivas da sociedade transformam-se ao longo da história, passando, por exemplo, da forma escravagista antiga para a forma servil do feudalismo. Mas o impulso das mudanças está sempre na base, na organização produtiva, material, interpretada pelo modo de produção juntamente com a política. segundo o pensamento marxista, é o modo de produção material e a política, melhor dizendo, a ECONOMIA POLÍTICA, que é a INFRA-ESTRUTURA social que determina a SUPER-ESTRUTURA social. Assim, a ideologia dominante, as formas institucionais, o direito, a ética e as leis, assim como a cultura, as artes, etc. que são formas do pensamento, são produzidas pela raiz material da produção social. A matéria é objetiva. A ideia, subjetiva. A observação do fenômeno material objetivo é que fornece a massa para a idealização, não o contrário, como achava Heigel. Outro aspecto relevante, é que as transformações político-econômicas que historicamente se sucedem, ocorrem pelas contradições sociais, pelos interesses contrários das classes sociais, daí a chamada luta de classes, considerada por Marx, o motor da História. Na revolução francesa,lutaram os burgueses contra os nobres. Os interesses contrários chegaram ao ápice e a burguesia venceu e mudou a sociedade e o modelo de produção, que era servil para comercial e industrial; mudou também a forma de exploração do homem pelo homem: o nobre explorava o servo; depois o burguês passou a explorar o proletário. As contradições que levam à essas mudanças, são de natureza igual ao que acontece com as contradições que ocorrem com com a água numa temperatura x é agredida por uma caloria que a leva para uma temperatura y. O princípio é o mesmo.
Outro elemento é a ideia de totalidade, a percepção da realidade social como um todo que está relacionado entre si. Há também as contradições internas da realidade, em relação ao valor e não valor, lucro ou não lucro, por exemplo, dentro da produção, seja essa positiva ou negativa. Essas ideias são imprecisas. Não existem essas afirmações positivas contra negativas, cenários alternativos como assim ou assado. Na dialética marxista há o que se chama de UNIDADE DE CONTRÁRIOS. Uma moeda, pelo fato de ter duas faces diferentes, continua sendo a mesma. Uma folha de papel, tem a página 1 e a página 2, mas continua sendo a mesma folha. Os contrários existem nas coisas na sociedade de igual maneira. São como as contradições. Estão sempre juntas, num mesmo evento. Isto é o que o marxismo chama de UNIDADE DE CONTRÁRIOS. A tradição filosófica idealista (que nasce das ideias) considera normalmente o sujeito e o objeto, dois seres epistemológicos. No marxismo, esses seres são uma unidade inseparável. Objeto não existe sem o sujeito e vice-versa.

Histórico[editar | editar código-fonte]

Marx utilizou o método dialético para explicar as mudanças importantes ocorridas na história da humanidade através dos tempos. Ao estudar determinado fato histórico, ele procurava seus elementos contraditórios, buscando encontrar aquele elemento responsável pela sua transformação num novo fato, dando continuidade ao processo histórico.
No Prefácio do livro "Contribuição à crítica da economia política", Marx identificou na História, de maneira geral, os seguintes estágios de desenvolvimento das forças produtivas, ou modos de produção: comunismo primitivo, o asiáticoo escravista (da Grécia e de Roma), o feudal e o burguês. Ou seja, dividiu a história em períodos conforme a organização do trabalho humano e quem se beneficiasse dele.
Marx desenvolveu uma concepção materialista da História, afirmando que o modo pelo qual a produção material de uma sociedade é realizada constitui o fator determinante da organização política e das representações intelectuais de uma época. Se realidade não é estática, mas dialética, está em transformação pelas suas contradições internas.
Assim, a base material ou econômica constitui a "infraestrutura" da sociedade, que exerce influência direta na "superestrutura", ou seja, nas instituições jurídicas, políticas (as leis, o Estado) e ideológicas (as artes, a religião, a moral) da época. No processo histórico, essas contradições são geradas pelas lutas entre as diferentes classes sociais. Ao chamar a atenção para a sociedade como um todo, para sua organização em classes, para o condicionamento dos indivíduos à classe a que pertencem, esses autores também exercem uma influência decisiva nas formas posteriores de se escrever a história. A evolução de um modo de produção para o outro ocorreu a partir do desenvolvimento das forças produtivas e da luta entre as classes sociais predominantes em cada período. Assim, o movimento da História possui uma base material, econômica e obedece a um movimento dialético. E, conforme muda esta relação, mudam-se as leis, a cultura, a literatura, a educação, as artes...

Proposta[editar | editar código-fonte]

O materialismo dialético propõe uma disputa que não mais seja baseada em coletividade, mas sim nos indivíduos e nos interesses que têm. Bem como a relação destas faz gerar de forma dialética a destruição dos atuais modelos de sociedade, de produção, de pensamento, e de poder econômico e político.
Fazer-nos pensar em como estas relações fazem com que pequenos homens possam ser considerados grandes objetos da história e da luta entre pessoas, ao invés do contrário.

Críticas[editar | editar código-fonte]

Karl Popper um dos maiores críticos da dialética, identifica o marxismo e sua dialética como pseudociência primeiro devido a seu caráter especulativo, depois devido a seu caráter metafísico, segundo Karl Popper e outros, criticam a dialética que não é ciência, nem corresponde ao método científico.[carece de fontes] O modelo científico visa atestar ideias através da experimentação. A dialética visa contrapor ideias com ideias, sem a necessidade de nenhuma evidencia. A dialética, como arma retórica reduz os objetos observados ao antagonismo da antítese, descartando dados significativos, obliterados pela advocacia de sua perspectiva. O método científico não se valida de antítese. A ciência visa examinar o objeto, sem que exista interferência critica ou especulação. Um físico interessado em examinar as propriedades dos átomos não necessita duvidar de sua constituição, nem precisa construir uma tese ou antítese antes da experimentação, mesmo porque a contradição de uma ideia não sugere seu irredutível aperfeiçoamento teórico. Do contrario; a antítese rompe o ciclo evolutivo da tese, ao propor uma contraposição, como irredutível elemento dissertativo, mesmo que não exista parâmetro para este antagonismo.[2]

Resumo[editar | editar código-fonte]

  • É a teoria que defende que a sociedade é definida por fatores materiais, como economia, biologia, geografia e desenvolvimento científico. Se opõe à ideia de que a sociedade seja definida por forças sobrenaturais, divindades ou pelo pensamento.
  • Marx se opõe ao controle do Estado por religiosos, defendendo o poder nas mãos das classes trabalhadoras.
  • Para o marxismo, no lugar da ideias estão os fatos materiais; no lugar dos grandes heróis, a luta de classes.
  • Para Marx, a sociedade estrutura-se em níveis:
    • PRIMEIRO NÍVEL: infraestrutura, constitui a base fundamental da economia, e é determinante, segundo a concepção materialista. Relação do proprietário e não-proprietário, e entre o não-proprietário e os meios e objetos do trabalho.
    • SEGUNDO NÍVEL: político-ideológica, é chamada de superestrutura. É constituído:
  1. - Jurídico-política, representada pelo Estado e pelo direito.
  2. - Estrutura ideológica, referente às formas de consciência social, tais como a religião, a educação, a filosofia, a ciência, a arte, as leis.

Referências

  1. Ir para cima Introdução ao materialismo dialético. http://dce.unifesp.br/textos/materialismo.pdf
  2. Ir para cima A lógica da pesquisa científica - 1934 - Karl Popper